<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748</id><updated>2012-02-20T14:08:21.849-03:00</updated><title type='text'>Sétima Arte e Algo Mais</title><subtitle type='html'>E POR FALAR EM CINEMA...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Vinícius Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12044401839957395821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-1A8-F1RS3M4/T0BjtteZjtI/AAAAAAAAA3Q/jOVNVgUwg_E/s220/Img0076.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>164</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748.post-6764834255126975836</id><published>2012-02-19T21:50:00.002-03:00</published><updated>2012-02-19T21:50:29.675-03:00</updated><title type='text'>Scorsese e Méliès: uma viagem ao cinema</title><content type='html'>&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/--WSGwTgFQDo/T0GURSBdirI/AAAAAAAAA4M/Iicw7QWrBMY/s1600/09062401_blog.uncovering.org_melies.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="143" src="http://1.bp.blogspot.com/--WSGwTgFQDo/T0GURSBdirI/AAAAAAAAA4M/Iicw7QWrBMY/s200/09062401_blog.uncovering.org_melies.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Pioneiro do cinema (1861-1938)&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;b&gt;Marie-George-Jean Méliès&lt;/b&gt;&amp;nbsp;(8 de dezembro de 1861 - 21 de janeiro de 1938) é, talvez, mais que os Lumière, o pai do cinema como conhecemos. Em resumo, após tentar comprar uma câmera dos irmãos que não acreditavam na própria invenção, em 1895,&amp;nbsp;decidiu por fazer sua própria câmera. O resultado da engenhoca, na mão deste ilusionista francês, deu-se no início do que seria o cinema de ficção, com principal atenção para &lt;i&gt;&lt;a href="http://thepiratebay.se/torrent/7032521/Le_voyage_dans_la_lune_(1902)_Color_Version"&gt;Viagem à Lua (Le voyage dans la Lune, 1902)&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, uma verdadeira obra prima. Usando recursos de ilusionismo, alguma criatividade e muita intuição do que fazer com seus filmes, Méliès tornara-se, assim, o criador dos efeitos especiais - e, creiam, eram impressionantes! Foram mais de 500 filmes, sendo que apenas 80 deles (ou parte da maioria desses) resistiram até hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-aNMZofR2gGY/T0GUYxF3q7I/AAAAAAAAA4U/UX_me1yvHLY/s1600/hugo-133255l.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="132" src="http://1.bp.blogspot.com/-aNMZofR2gGY/T0GUYxF3q7I/AAAAAAAAA4U/UX_me1yvHLY/s200/hugo-133255l.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Scorsese como o fotógrafo de Méliès&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;b&gt;Martin Charles Scorsese&lt;/b&gt; nasceu em Nova York, em 1942. Filho de descendentes de italianos, a infância do diretor não foi das mais fáceis: pobre, criado e crescido em um bairro de italianos e imigrantes onde, segundo ele, só se tinha dois caminhos, ser padre ou gangster. Asmático, não podia praticar esportes e como diversão, os pais e os irmãos mais velhos o levavam ao cinema. Foi lá onde o menino salvou-se de virar um Henry Hill, um Travis Bickel ou um ladrãozinho barato como Hugo Cabret. Foi numa sala de cinema que Martin Scorsese iniciou seus passos para virar o magistral diretor que é hoje. E foi numa sala de cinema que conheceu Méliès.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-D4CVb1Z94uo/T0GVH2N6ARI/AAAAAAAAA4k/x-jRQwnXoRU/s1600/hugo_ver9.jpg.w300h429.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-D4CVb1Z94uo/T0GVH2N6ARI/AAAAAAAAA4k/x-jRQwnXoRU/s320/hugo_ver9.jpg.w300h429.jpg" width="222" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A junção desses dois nomes foi possível na adaptação para o cinema do livro infantil homônimo, &lt;b&gt;A Invenção de Hugo Cabret (Hugo, 2011). &lt;/b&gt;Rodado em 3D - e já já falaremos disso -, a história conta sobre o órfão Hugo, menino que, depois da morte do pai, fica encarregado de ajustar os relógios da estação de trens, em Paris, no início dos anos '30. O faz clandestinamente, por medo de ser pegue pelo inspetor local (Sacha Baron Coen, como sempre, desnecessariamente caricato) e levado para um orfanato. Também clandestinamente, rouba pequenos objetos e comida. A comida, está claro o motivo, os objetos, no entanto, servem para consertar um autômato encontrado por seu pai antes de morrer e que Hugo acredita, quando o fizer funcionar, revelará uma mensagem do falecido pai para ele. Mas para tal, falta uma chave, em forma de coração. É quando entra a menina Isabelle (Chloe Moretz sempre muito agradável e com um sotaque perfeito) e seu padrinho (Ben Kingsley), um velho vendedor de brinquedos chamado... Georges. A junção desses personagens os levará a descobertas e reacenderá dores, memórias esquecidas e a magia irretocável do cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;"É a Terra do Nunca, Oz e a Ilha do Tesouro tudo junto em um só"&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;A frase acima é dita pela personagem de Chloe Moretz, lá pelas tantas. E não é à toa: Scorsese introduz, na estação de trem parisiense, pequenas demonstrações de que o filme se trata, sobretudo, de imaginação, e quando a imaginação (no caso da personagem Isabelle) passa obrigatoriamente por uma biblioteca, natural que nesse universo de cinema e literatura, vejamos por ali, de relance (eu só notei na segunda vez a que assisti), figuras como James Joyce, Salvador Dali e do músico Django Reinhardt.&amp;nbsp;O diretor une nesse universo, além do novo e do velho no cinema, as várias formas de arte que terminam por se comunicar e ajudar a mover o mundo, como peças de um grande mecanismo.&amp;nbsp;Mas a peça fundamental dessa engrenagem estética é, sem dúvida, Georges Méliès.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-2Pvquboodwc/T0GVVtvylMI/AAAAAAAAA4s/vyhqfX1JlCE/s1600/viagem-a-lua-de-georges-melies.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="247" src="http://4.bp.blogspot.com/-2Pvquboodwc/T0GVVtvylMI/AAAAAAAAA4s/vyhqfX1JlCE/s320/viagem-a-lua-de-georges-melies.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Viagem à Lua (1902)&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;Scorsese se rende ao pioneiro do cinema e dedica instantes de quase reprodução atualizada de seus filmes (a locomotiva que avança sobre as pessoas, o garoto pendurado no relógio etc.)&amp;nbsp;além de exibir, de fato, uma sorte de filmes da era do cinema mudo: estão lá &lt;i&gt;A General (1927)&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;O Garoto (1921)&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Chegada do Trem na Estação (1895)&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;A Saída dos Operários da Fábrica dos Lumière (1895)&lt;/i&gt;. Sem contar com as imagens resgatadas de Georges Méliès, ainda nos seus anos de auge, produzindo seus filmes no início do século XX e a exibição, direta ou indireta, de filmes do próprio Méliès, como o &lt;i&gt;Viagem à Lua&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;O Melómano (1903)&lt;/i&gt;. É um mosaico da construção da fantasia no cinema.&amp;nbsp;E é aqui que entra o 3D estereoscópico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;3D&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Depois de &lt;i&gt;Avatar&lt;/i&gt;, tudo que se teve, salvo algumas animações, é um plantel de filmes em completo frenesi, que utilizam o recurso unicamente para aumentar as bilheterias jogando coisas contra o público nas salas. Martin Scorsese usa a tecnologia para promover a imersão nessa fantasia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diretor se aproveita do 3D para colocar o espectador em amplos espaços, passando pelas pessoas e ampliando a sensação de magia do cinema. Porque o 3D é a nova mágica - para aludir ao trabalho original de Méliès - da sétima arte no século XXI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos grandes e azuis do garoto Hugo (Asa Butterfly) apanham o mundo ao seu redor como um detalhista das coisas e dos comportamentos. Para nós, sentados em frente a tela, o 3D de Scorsese se apropria do antigo para oferecer, às novas gerações, uma homenagem didática, elucidativa e política (o filme faz a defesa da preservação das obras antigas em dado momento) aos primórdios do cinema. Rendendo-se ao Méliès de sua infância, o diretor faz o seu mais doce e melhor trabalho em anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há poréns? Há, sempre. Reconheço que parece difícil, nos primeiros 20 minutos, se emocionar e se envolver com a história do menino Hugo. Mas o crescendo é nítido e colorido. Ao final, pode-se concluir, sem problemas:&amp;nbsp;&lt;b&gt;A Invenção de Hugo Cabret&lt;/b&gt; é uma obra prima!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12852748-6764834255126975836?l=setimaarteealgomais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/feeds/6764834255126975836/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12852748&amp;postID=6764834255126975836&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/6764834255126975836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/6764834255126975836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/2012/02/scorsese-e-melies-uma-viagem-ao-cinema.html' title='Scorsese e Méliès: uma viagem ao cinema'/><author><name>Vinícius Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12044401839957395821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-1A8-F1RS3M4/T0BjtteZjtI/AAAAAAAAA3Q/jOVNVgUwg_E/s220/Img0076.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/--WSGwTgFQDo/T0GURSBdirI/AAAAAAAAA4M/Iicw7QWrBMY/s72-c/09062401_blog.uncovering.org_melies.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748.post-186868516823904493</id><published>2012-02-19T00:54:00.000-03:00</published><updated>2012-02-19T01:00:00.628-03:00</updated><title type='text'>A Dama de Ferro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Jr_5xodFpfw/T0BwWGNfY6I/AAAAAAAAA38/kD3twhmAkzo/s1600/IronLady.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-Jr_5xodFpfw/T0BwWGNfY6I/AAAAAAAAA38/kD3twhmAkzo/s320/IronLady.jpg" width="213" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Meryl Streep é a atriz mais premiada dos EUA e, salvo engano, uma das mais premiadas da história do cinema. No mínimo, foi a mais indicada a maior gama de premiações possíveis. Em &lt;b&gt;A Dama de Ferro (The Iron Lady, 2011)&lt;/b&gt;, ela mostra o porquê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas antes, o filme é fraco, diga-se. E omisso, e cúmplice da personagem principal. Ora, a Baronesa Margaret Tatcher não era lá flor que se cheirasse a ponto de merecer uma &lt;i&gt;biopic&lt;/i&gt; tão condescendente. (Critica "fascistas" autoritários no filme, mas aliava-se ao Pinochet em vida real.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ela pode ser tratada como a mãe do neoliberalismo - e, em grande parte, uma das responsáveis pelo mundo tal qual conhecemos -, pode, por essa mesma via, ser vista como uma arrogante e autoritária primeira-ministra: flexibilização da economia, desregulamentação do setor financeiro, privatizações e consequente aumento vertiginoso do desemprego, repressão a movimentos oposicionistas, guerra das Malvinas. Definitivamente, a figura não era a mais bem amada das redondezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o filme de Phyllida Loyd (diretora de &lt;i&gt;Mamma Mia!&lt;/i&gt;) alivia tudo isso e conduz a personagem, partindo de seus momentos mais recentes, depois da descoberta do Alzeimer em 2008, de forma a sobrepô-la aos seus pares/adversários homens (num tom de quase apelo feminista, todos os homens que a cercam são um bocado idiotas) e, mormente, humanizá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Patina, contudo: não consegue dar o tom pomposo e triunfante de &lt;i&gt;O Discurso do Rei&lt;/i&gt; (a fotografia até lembra, note-se), não consegue distanciar-se do julgamento, como no caso de &lt;i&gt;A Rainha&lt;/i&gt;, e tampouco consegue encerrar-se trajando-a de heroína adorada e infalível de fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-pDfmgc_CkKw/T0Bwet_qFHI/AAAAAAAAA4E/8wX3-nwF4iE/s1600/margareth.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-pDfmgc_CkKw/T0Bwet_qFHI/AAAAAAAAA4E/8wX3-nwF4iE/s320/margareth.jpg" width="255" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;A Dama de Ferro&lt;/b&gt; termina por ser um retrato melancólico de alguém que está findando lentamente há anos e há mais anos já não é a lembrada como a líder que um dia fora, para o bem ou para o mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salvam-se cenas, como a que seria antológica cena de abertura, não fosse o resto, em que lady Tatcher vai, envelhecida e frágil, comprar leite em uma padaria e ninguém a reconhece mais; e a da lágrima final de despedida da lembrança do marido - soberba!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, voltamos à Meryl Streep: da maquiagem cuidadosa ao trabalho de empostação de voz, ela está irreconhecível e irretocável. Streep dá à ex-premier britânica uma aura realmente humanizada que a faz (Streep, não Tatcher) merecer qualquer prêmio neste ano, incluindo o Oscar do próximo dia 26/02.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há apostas de que Meryl será premiada, em certa medida, como homenagem à política, grande aliada do governo de Ronald Reagan.&amp;nbsp;Porém, a politicagem das premiações comerciais não vai esquecer que sua Dama de Ferro já foi recentemente premiada no BAFTA - o Oscar britânico e concorrente direto - e que Viola Davis, como a negra que enfrentou as adversidades e virou escritora, faz mais o tipo "sonho americano".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12852748-186868516823904493?l=setimaarteealgomais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/feeds/186868516823904493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12852748&amp;postID=186868516823904493&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/186868516823904493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/186868516823904493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/2012/02/dama-de-ferro.html' title='A Dama de Ferro'/><author><name>Vinícius Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12044401839957395821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-1A8-F1RS3M4/T0BjtteZjtI/AAAAAAAAA3Q/jOVNVgUwg_E/s220/Img0076.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Jr_5xodFpfw/T0BwWGNfY6I/AAAAAAAAA38/kD3twhmAkzo/s72-c/IronLady.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748.post-4409293881114795978</id><published>2012-02-12T21:17:00.002-03:00</published><updated>2012-02-12T21:23:31.742-03:00</updated><title type='text'>De Irã e de Itália</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-nJ_9i33JKRk/TzhVoqgqHpI/AAAAAAAAA2w/Bwohe5Wz6I8/s1600/atores-leila-hatami-e-peyman-moadi-no-filme-a-separacao-dirigido-por-asghar-farhadi-1326420354750_560x400.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="228" src="http://4.bp.blogspot.com/-nJ_9i33JKRk/TzhVoqgqHpI/AAAAAAAAA2w/Bwohe5Wz6I8/s320/atores-leila-hatami-e-peyman-moadi-no-filme-a-separacao-dirigido-por-asghar-farhadi-1326420354750_560x400.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A Separação (Jodaeiye Nader az Simin, 2011)&lt;/b&gt; é aquela coisa: um drama de família que inicia fadado pelo próprio título. Não há conciliação possível ali. A inconsequência quase infantil (mas esse é um olhar ocidental bem preconceituoso, admito), a fé, a subserviência (não só da mulher aos homens, mas dos cidadãos ao Estado - tão arcaico quanto sua legislação baseada na religião) são fatores inexoráveis que se sobrepõe aos laços de fraternidade. Não há um único afago como gesto de gentileza, apenas como consolo de lágrimas. E as lágrimas - das mulheres, quase sempre - rolam aos cântaros, porque seus atos, sabem elas, podem gerar consequências graves: divórcio, violência doméstica, pecado. Uma história triste - do Alzeimer ao aborto, do divórcio à difícil decisão de uma adolescente sobre com quem ficar, o pai ou a mãe - contada com uma naturalidade sofrida e louvável, carregada por um elenco formidável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;OBS:&lt;/b&gt; &lt;b&gt;A Separação,&lt;/b&gt;&amp;nbsp;de Asghar Farhadi,&amp;nbsp;está indicado a Oscar de filme estrangeiro. Vem ganhando tudo, desde o início da temporada de premiações, na Europa e na América, porém, hoje, perdeu o Bafta de Melhor Filme em Língua não Inglesa para &lt;i&gt;A Pele que Habito&lt;/i&gt;, de Almodóvar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Qaa7-X99Ong/TzhV-bsVFsI/AAAAAAAAA3A/FNttsQiOpY0/s1600/Habemus-papam.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="175" src="http://3.bp.blogspot.com/-Qaa7-X99Ong/TzhV-bsVFsI/AAAAAAAAA3A/FNttsQiOpY0/s320/Habemus-papam.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Habemus Papam (2011)&lt;/b&gt;, um acerto de ponta à ponta! Nanni Moretti consegue sua primeira cesta de três pontos com a escalação do genial Michel Piccoli (de Belle de Jour e Belle toujours), desses atores irretocáveis que o cinema e as premiações comerciais na América são incapazes de perceber (ora, quem é George Clonney na frente de Piccoli?). Ele faz o Papa em questão, recém eleito e descobrindo-se em uma profunda confusão existencial sobre sua condição homem/sacerdote. Partindo dessa premissa - o Papa que não quer ser Papa - o filme passa à desconstrução do espetáculo cênico que compõe a Igreja e para observar os homens por debaixo das vestes clericais. (Uma humanidade suportada, na hora da angústia, pela ironia da presença de um psicanalista - cético). O humor fino, sem cinismo, equilibra as horas de espera dos cardeais pela decisão final do Sumo Pontífice com as horas em que o Santo Papa, fugido da clausura, revisita sua antiga humanidade fora dos muros do Vaticano. Assim, somos envoltos, primeiro na pompa suntuosa de um conclave; depois, na fé que coloca em dúvida a própria capacidade de liderar algo tão grandioso (a Igreja Romana e os católicos); em seguida, na humanidade de alguém que quisera ser ator, mas se vê incapaz de representar seu papel máximo. Um filme magnífico, fácil, dos melhores de 2011 e que só pude assistir nessa semana passada e que merece nota para duas cenas dignas da posteridade: os clérigos rezando para não serem eleitos Papa e a cena de um torneio de voleibol entre os cardeais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;Me falta ver &lt;i&gt;O Garoto de Bicicleta&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;L'apollonide&lt;/i&gt;. Quando o fizer, comento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;Agora, na tv, &lt;b&gt;O Estranho Caso de Angélica (2010)&lt;/b&gt;, de Manoel Oliveira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12852748-4409293881114795978?l=setimaarteealgomais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/feeds/4409293881114795978/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12852748&amp;postID=4409293881114795978&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/4409293881114795978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/4409293881114795978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/2012/02/de-ira-e-de-italia.html' title='De Irã e de Itália'/><author><name>Vinícius Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12044401839957395821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-1A8-F1RS3M4/T0BjtteZjtI/AAAAAAAAA3Q/jOVNVgUwg_E/s220/Img0076.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-nJ_9i33JKRk/TzhVoqgqHpI/AAAAAAAAA2w/Bwohe5Wz6I8/s72-c/atores-leila-hatami-e-peyman-moadi-no-filme-a-separacao-dirigido-por-asghar-farhadi-1326420354750_560x400.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748.post-4028756409647255036</id><published>2012-01-29T22:18:00.004-03:00</published><updated>2012-01-29T22:18:54.754-03:00</updated><title type='text'>Entre Pitt e Oldman: do medíocre "Moneyball" ao irretocável "O Espião que Sabia Demais"</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-aXtKeNzrJhw/TyXt2J3PhOI/AAAAAAAAA2E/hnklqimiwdI/s1600/moneyball-i2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://1.bp.blogspot.com/-aXtKeNzrJhw/TyXt2J3PhOI/AAAAAAAAA2E/hnklqimiwdI/s320/moneyball-i2.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Imagine assim: um filme grande (2h15min), com uma história que não é particularmente instigante, emocionante, contada de forma muito convencional, sem equívocos, com alguns clichês - nada que agrida - sobre um troço (no caso um esporte, no caso baseball) que você não entende e que, de longe, parece um jogo bem chato. Esse é &lt;b&gt;Moneyball - o homem que mudou o jogo (Moneyball, 2011)&lt;/b&gt;. Meu amigo Thiago 'Pinky' Ursulino me disse: "cara, Moneyball é legal. Eu gostei porque não é um filme sobre baseball com aquela besteira de um jogo no final...". Bom, cada um com seu gosto, mas esse é um filme sobre baseball. Do começo ao fim. Com estratégias, detalhes, macetes, tiques nervosos e firulas particulares desse universo. Tem também "o jogo" do filme. Tem dois, inclusive, mas não vale dizer os resultados. E é também um filme sobre um americano teimoso que há mais de dez ano aposta numa estratégia que parece dar certo, porém nunca com o time dele. É isso, como eu disse antes: não é mal feito, mas não é particularmente um trabalho notável, é chato não em si como cinema, mas pelo assunto que aborda. Não havia razão nenhuma para premiação (nem pra indicação de Brad Pitt ao Oscar), mas as coisas são como são, não como deveriam ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-jziqHdp3qi4/TyXt8t7HLZI/AAAAAAAAA2M/JPIo_mFnqCc/s1600/tinkerabre.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="174" src="http://1.bp.blogspot.com/-jziqHdp3qi4/TyXt8t7HLZI/AAAAAAAAA2M/JPIo_mFnqCc/s320/tinkerabre.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Agora imagine desse jeito: um filme repleto de ocultações, com personagens que têm pequenas ondulações de humor e sentimento; que variam entre a frieza do dever (serem espiões durante a Guerra Fria na Inglaterra) e suas vidas, mostradas sempre em cenas sutis, quase delicadas. Imagine uma história tão complicada, que obscura; tão obscura, que quase incompreensível; tão incompreensível, instigante ao ponto de fazer uma trama de ritmo quase estagnado ser envolvente ao ponto de se querer ver novamente. Trata-se de &lt;b&gt;O Espião que Sabia Demais (Tinker, Tailor, Soldier, Spy, 2011)&lt;/b&gt;, injustiçado pelas premiações americanas até aqui (não concorreu ao Globo de Ouro, não está entre os indicados ao Oscar e Gary Oldman - fantástico - concorre sozinho, infelizmente, e infelizmente sem grandes chances, ao "carequinha de ouro", mas ficou fora do prêmio do Sindicato de Atores). E é difícil entender como este filme pode ser preterido enquanto mediocridades como Os Descendentes e Moneyball estão no páreo! Bom, vai-se entender... O certo é que Tomas Alfredson disse que será muito normal se os espectadores saírem do filme com a impressão de que não entenderam nada. Mas o diretor de &lt;i&gt;Deixa Ela Entrar&lt;/i&gt; defende que não se deve entregar tudo de bandeja aos espectadores. É preciso deixá-los assimilar e pensar o filme por conta própria. Nessa perspectiva, o diretor acertou em cheio novamente. Um filme extraordinário!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-kAUS_8f9HTE/TyXuBqlL16I/AAAAAAAAA2U/mtfilpiyRIk/s1600/tinker2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="220" src="http://2.bp.blogspot.com/-kAUS_8f9HTE/TyXuBqlL16I/AAAAAAAAA2U/mtfilpiyRIk/s320/tinker2.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Sobre Gary Oldman - e valeria falar dos outros atores em cena, também - é uma delícia vê-lo sair de um sujeito extremamente sentimental para um executor do trabalho frio e calculista. Sua expressão impassiva enquanto, nas entrelinhas de sua voz, anuncia o trágico fim de um traidor, contrasta com o momento em que seu personagem, o espião do MI6, Smiley, relembra uma conversa com um amigo e encena o diálogo de frente para a câmera. A expressão continua a mesma, mas é a voz, o tom de voz que denota o homem por detrás da máquina gelada de matar. Essa sutileza não é apenas do talento de Oldman (indiscutível), é também reflexo de um diretor que mostra a paixão de seus personagens e até sua homossexualidade sem precisar de muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Torço, no Oscar, por Jean Dujardin. Mas ficaria contente com a vitória de Oldman.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12852748-4028756409647255036?l=setimaarteealgomais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/feeds/4028756409647255036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12852748&amp;postID=4028756409647255036&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/4028756409647255036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/4028756409647255036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/2012/01/entre-pitt-e-oldman-do-mediocre.html' title='Entre Pitt e Oldman: do medíocre &quot;Moneyball&quot; ao irretocável &quot;O Espião que Sabia Demais&quot;'/><author><name>Vinícius Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12044401839957395821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-1A8-F1RS3M4/T0BjtteZjtI/AAAAAAAAA3Q/jOVNVgUwg_E/s220/Img0076.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-aXtKeNzrJhw/TyXt2J3PhOI/AAAAAAAAA2E/hnklqimiwdI/s72-c/moneyball-i2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748.post-8795905345450655881</id><published>2012-01-28T23:03:00.000-03:00</published><updated>2012-01-29T01:19:12.458-03:00</updated><title type='text'>Misoginia em Fincher e dualidade moral em Eastwood</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-fKZG31LYeyI/TySnzIvEauI/AAAAAAAAA1w/UqhhWL_mhqY/s1600/The-Girl-with-the-Dragon-Tattoo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="171" src="http://3.bp.blogspot.com/-fKZG31LYeyI/TySnzIvEauI/AAAAAAAAA1w/UqhhWL_mhqY/s320/The-Girl-with-the-Dragon-Tattoo.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Millenium - os Homens que não Amavam as Mulheres (The Girl With Dragon Tatoo, 2011)&lt;/b&gt; não é impressionante. O desenvolvimento da narrativa, na mão de um cara com muito mais &lt;i&gt;know how&lt;/i&gt;, se dá de maneira mais fluida e mesmo ainda sendo um filme grande (158 min), a história do jornalista e da investigadora punk numa investigação que envolve estupradores nazistas e uma família de industriais corruptos não é tão massante quanto o original de 2009. Ajuda o elenco ser conhecido e, aparentemente, melhor em cena. O que impressiona mesmo é a bela Rooney Mara ter ficado tão charmosamente feia. E é curioso que, se lembrarmos de &lt;i&gt;Clube da Luta&lt;/i&gt; e do recente &lt;i&gt;A Rede Social&lt;/i&gt; (em que Mara era a ex-namorada de Mark Zuckerberg), fica a impressão, recorrentemente observada, de misoginia por parte do diretor, que trata as mulheres de seus filmes, comumente, sempre da pior maneira possível.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;* * *&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;J.Edgar (idem, 2011)&lt;/b&gt;, por outro lado, é um filme injustiçado pela Academia - que merece certo aplauso por algumas indicações, e muitas críticas por tantas outras. A biopic de Clint Eastwood deveria estar na disputa, pelo menos, de Filme, Diretor e Melhor Ator, com um Leonardo Di Caprio que soube envelhecer, independente da maquiagem de idoso. Mas ficou de fora.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-7C5j4eOUCNc/TySomFzumII/AAAAAAAAA14/au1jGgmYMwc/s1600/jedgar6.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="170" src="http://4.bp.blogspot.com/-7C5j4eOUCNc/TySomFzumII/AAAAAAAAA14/au1jGgmYMwc/s320/jedgar6.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Indo ao filme, ele é um retrato do controverso diretor do FBI, J. Edgar Hoover, que criou e comandou o bureau por quase 50 anos, mantendo deus e o mundo nas mãos, através de dossiês incriminadores. Nesse retrato, fotografado quase sempre sob a visão do claro-escuro, tem-se um homem dividido entre a vontade honesta de manter "a lei e a ordem" e o maquiavelismo para manter o próprio poder. Se de um lado (a luz) está um patriota preocupado com a segurança do país, do outro (as trevas) encontra-se um sujeito sem escrúpulo para fazer o que acredita correto, que não conseguiu adaptar-se aos novos tempos, alimentou paranoias e confundiu a imagem do que era subversão e mudança de perspectiva social, com o advento dos movimentos pelos direitos civis dos negros, por exemplo. Um homem capaz de narrar suas memórias com tanta paixão que os fatos e a fantasia se confundem em suas histórias, assim como eram confusas suas relações com a mãe, com as mulheres e os homens. Nesse ponto, ainda sob o dualismo moral, Eastwood foi capaz de filmar duas belas cenas, com certo sofrimento, mas alguma ternura, sobre um aspecto íntimo da vida do personagem - sua homossexualidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12852748-8795905345450655881?l=setimaarteealgomais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/feeds/8795905345450655881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12852748&amp;postID=8795905345450655881&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/8795905345450655881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/8795905345450655881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/2012/01/misoginia-em-fincher-e-dualidade-moral.html' title='Misoginia em Fincher e dualidade moral em Eastwood'/><author><name>Vinícius Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12044401839957395821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-1A8-F1RS3M4/T0BjtteZjtI/AAAAAAAAA3Q/jOVNVgUwg_E/s220/Img0076.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-fKZG31LYeyI/TySnzIvEauI/AAAAAAAAA1w/UqhhWL_mhqY/s72-c/The-Girl-with-the-Dragon-Tattoo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748.post-6368318614136535868</id><published>2012-01-28T00:56:00.000-03:00</published><updated>2012-01-30T15:49:03.824-03:00</updated><title type='text'>De Histórias e Descendentes</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-tpbO44e8lVo/TyNw1-RjSiI/AAAAAAAAA1g/OFoS_EfRbh8/s1600/the-help-movie-image-viola-davis-01.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="178" src="http://2.bp.blogspot.com/-tpbO44e8lVo/TyNw1-RjSiI/AAAAAAAAA1g/OFoS_EfRbh8/s320/the-help-movie-image-viola-davis-01.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;b&gt;Histórias Cruzadas (The Help, 2011)&lt;/b&gt; tem falhas. Faltasutileza em alguns instantes e o acre sabor de "negros só se salvam com aajuda de brancos" fica no céu da boca.&lt;/span&gt; Por conta disso, e deabraçar o maniqueísmo sem vergonha e pelas conclusões "do bem" das personagens "dobem" ao final, soa reacionário já que induz os sentimentos do espectador:chorar, simpatizar, amar, compadecer, regozijar. Com tudo isso,entretanto, me parece bem longe de ser realmente racista. Diferente, porexemplo, do conservador, preconceituoso e cínico &lt;i&gt;Domésticas - o filme&lt;/i&gt;, deFernando Meirelles e [ATUALIZADO] &lt;i&gt;Um Sonho Possível&lt;/i&gt; [ATUALIZADO]. Bem feito, bem cuidado, poderia ser menor. Se não é umaobra para a posteridade, seja nas formas, seja no conteúdo, não é um filmevilanesco. E a Viola Davis, com sua sutileza de sentimentos, é genial!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif;"&gt;* * *&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-uYBGgd_mvsE/TyNxBCs8I_I/AAAAAAAAA1o/8mIIXJu-Cp8/s1600/351312-the-descendants.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="180" src="http://1.bp.blogspot.com/-uYBGgd_mvsE/TyNxBCs8I_I/AAAAAAAAA1o/8mIIXJu-Cp8/s320/351312-the-descendants.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif;"&gt;&lt;b&gt;Os Descendentes (The Descendants, 2011)&lt;/b&gt; é a aposta &lt;i&gt;indie&lt;/i&gt; da Academia neste ano. Tem o simpático George Clonney - que, como sempre digo, interpreta a si mesmo com pequenas variações de tons, e sempre é indicado por essa única razão (ou uma barba) -, tem um Havaí sempre fantástico, uma trilha sonora "nativa" deliciosa e uma história que pretendia algumas coisas. Não me convence, contudo. A relação do pai com as filhas, que é nula no início, não me parece ter se aprofundado muito ao fim; as personagens mostram algo de si, mas nunca sabemos ao certo se aquilo é real ou o impulso de um momento narrativo (a declaração da filha mais velha no leito da mãe vegetal); as motivações da trama &amp;nbsp;nem são aprofundadas, nem me parecem claramente conectadas entre si, tampouco são... motivadoras a quem as assiste. Pode-se passar sem esse filme fraco, sem problema.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,'Times New Roman',serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12852748-6368318614136535868?l=setimaarteealgomais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/feeds/6368318614136535868/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12852748&amp;postID=6368318614136535868&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/6368318614136535868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/6368318614136535868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/2012/01/de-historias-e-descendentes.html' title='De Histórias e Descendentes'/><author><name>Vinícius Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12044401839957395821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-1A8-F1RS3M4/T0BjtteZjtI/AAAAAAAAA3Q/jOVNVgUwg_E/s220/Img0076.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-tpbO44e8lVo/TyNw1-RjSiI/AAAAAAAAA1g/OFoS_EfRbh8/s72-c/the-help-movie-image-viola-davis-01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748.post-3882730941051865907</id><published>2012-01-26T11:46:00.002-03:00</published><updated>2012-01-26T13:48:50.244-03:00</updated><title type='text'>O Artista</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-srzUhDa9x8o/TyFmAVKXafI/AAAAAAAAA04/eZu5qzdkCJo/s1600/The-Artist.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-srzUhDa9x8o/TyFmAVKXafI/AAAAAAAAA04/eZu5qzdkCJo/s320/The-Artist.jpg" width="216" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Às vezes, insisto em repetir isso, o cinema fala bem mais do que parece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se pensamos em &lt;i&gt;Titanic (1997)&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Avatar (2009)&lt;/i&gt;, ambos de James Cameron, a princípio lembraremos de um romance no meio de uma tragédia histórica e de outro romance no meio de uma aventura fantástica, em um mundo fantástico. Mas é além. Sem falar das observações políticas e sociológicas possíveis nas duas histórias, é preciso pensar que Cameron, em seus dois épicos, nos disse alguma coisa a mais sobre o próprio cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro, é tempo de deixar o passado, o antigo para trás e olhar para frente, para o futuro, para um novo método. O &lt;i&gt;Titanic&lt;/i&gt; não é apenas um navio, é também o símbolo de uma era, de um modelo de sociedade, pomposo, aristocrático, fechado no conservadorismo blasé e arrogante - que nem Deus seria capaz de causar algum dano. Mas o transatlântico pode ser visto, ainda e mormente, como um avatar do cinema: a história é a mesma, mas ela precisa ser revista, revitalizada, recriada. A potestade dos épicos, dos westerns, tudo precisa ser repensada nas suas formas e dimensões. Não se trata de abandonar, mas de rever: se a megalomania de Titanic afunda aquele navio/sociedade/cinema, o faz para apresentar um pequeno barco, levando uma moça sobrevivente desse passado, para vislumbrar um novo mundo, o novo cinema. Titanic decratava o fim de uma era, para inaugurar o novo milênio que estava por vir. Antecipava-se, ali, o fantástico &lt;i&gt;Avatar&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E &lt;i&gt;Avatar&lt;/i&gt;, o que nos diz? Ele responde ao filme anterior: se é preciso inovar, ousar as formas, as estéticas; se é preciso ingressar de vez no século XXI e suas novas tecnologias, não se faz necessário, contudo, subverter as histórias. Basta recontá-las. E é isso que &lt;i&gt;Avatar&lt;/i&gt; nos dá: um novo cinema, mas sempre e inexoravelmente galgado no que o passado nos trás de melhor (a trama de &lt;i&gt;Avatar&lt;/i&gt;, todos já a conhecíamos de antes, de outros filmes, de outros tempos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que chegamos à segunda década do novo século e o cinema industrial americano/europeu vinha capengando. O que há de realmente interessante, passa rápido pelo circuitão ou sequer chega, pois é feito fora do escopo América/Reino Unido/França. Mas neste ano, algo, solitário, parece querer dizer alguma coisa: &lt;b&gt;O Artista (The Artist, 2011)&lt;/b&gt;, filme francês de Michel Hazanavicius, dialóga com esses filmes na medida que nos diz que o passado não é ruim, apenas fica para trás e as novas formas precisam ser abraçadas, incentivadas. O curioso, entretanto, é que no advento do 3D estereoscópico, da captura de movimentos (que deixou &lt;i&gt;O Planeta dos Macacos&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;As Aventuras de Tin Tin&lt;/i&gt; de mãos abanando nesse Oscar), o filme francês que fala da decadência do cinema mudo é... mudo. E preto &amp;amp; branco. Também é curioso que este filme, à moda antiga, seja o grande favorito da Academia neste ano, pelas previsões, contra um concorrente que trata das origens do cinema usando os procedimentos mais avançados da tecnologia 3D (&lt;i&gt;A Invenção de Hugo Cabret&lt;/i&gt;, de Martin Scorsese, que Luiz Carlos Merten sinalizou um diálogo forte com o filme francês).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O Artista&lt;/b&gt; trata, mais ou menos, da mesma temática de &lt;i&gt;Cantando na Chuva&lt;/i&gt;, com pequenas diferenças: um astro do mudo (George Valenti, interpretado pelo Jean Dujardin inspiradíssimo em Gene Kelly) entra em decadência com o advento do filme falado, ao qual ele não consegue se adaptar. No mesmo momento, uma moça (Peppy Miller, vivida por Bérénice Bejo), descoberta por ele, é alçada ao estrelato do novo cinema. Em suma, ao final, é preciso se reinventar como for possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um clichê dizer que o filme é uma homenagem ao cinema, porém, para além das referências estilisticas do passado, &lt;b&gt;O Artista&lt;/b&gt; nos leva à reflexão: é preciso, por vezes, resgatar esse passado para pensar o presente e o futuro e daí saber se reconstruir ao novo mundo para um novo público - que tem sempre razão, atesta um personagem em dado momento. Nesse sentido, há dois planos que denotam bem a ideia colocada ali: em um, vemos, na perspectiva de um espectador numa sala de cinema antiga, a tela grande onde passa o último sucesso de Valentin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Th-zsxT79SM/TyFmeWe1gsI/AAAAAAAAA1I/64MM8JNlDug/s1600/artist8.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="223" src="http://3.bp.blogspot.com/-Th-zsxT79SM/TyFmeWe1gsI/AAAAAAAAA1I/64MM8JNlDug/s320/artist8.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;O espetáculo de ser o espectador do espectador, no cinema dentro do cinema&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Aqui, vendo o filme dentro do filme, somos os espectadores dos espectadores, ao mesmo tempo que somos espectadores daquele filme em cena. Em outro plano, ao final de um espetáculo de sapateado, Valentin e Peppy encerram seu número apontando em direção à câmera, ao público, a nós na cadeira do cinema. Essas duas cenas, em momentos diferentes da trama, dizem: antigo ou novo, o cinema é um espetáculo e é dedicado, feito, pensado para o nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-VzVP3I9S8tA/TyFmmB-dF9I/AAAAAAAAA1Q/c0FUJyiYskg/s1600/1205-LRAINER-The-Artist_full_600.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://4.bp.blogspot.com/-VzVP3I9S8tA/TyFmmB-dF9I/AAAAAAAAA1Q/c0FUJyiYskg/s320/1205-LRAINER-The-Artist_full_600.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Mudo, falado, dançado; p&amp;amp;b, colorido, ou em 3D: o espetáculo é para o público&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O Artista&lt;/b&gt; é um filme belíssimo e já era meu favorito antes de assisti-lo simplesmente porque vinha ao encontro de toda uma parafernalha que chegou a indicar &lt;i&gt;A Origem&lt;/i&gt; e premiar &lt;i&gt;Quem Quer Ser um Milionário&lt;/i&gt;. É um filme belíssimo em si, nas formas, nas homenagens e na ousadia de retroagir tanto para dizer algo tão atual. Hazanavicius não se propõe original, revolucionário ou cult, como tantos patetas que se cultua de uns anos para cá; ele se propõe devotado a uma arte e referencia o passado que o trouxe (nos trouxe, por que não?) ao que temos de cinema hoje sem vergonha, com muito respeito e qualidade técnica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Favorito ou não, é difícil saber como os 6 mil votantes da Academia pensarão na hora de marcarem suas fichas de escolha. Mas o simples fato de este filme estar no páreo com mais força, parece um alento dentro de uma indústria que, nos últimos anos, tem trabalhado no sentido de produzir algo novo na embalagem, mas vazio de alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O verei novamente no cinema. Porque é assim que deve ser!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12852748-3882730941051865907?l=setimaarteealgomais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/feeds/3882730941051865907/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12852748&amp;postID=3882730941051865907&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/3882730941051865907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/3882730941051865907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/2012/01/o-artista.html' title='O Artista'/><author><name>Vinícius Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12044401839957395821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-1A8-F1RS3M4/T0BjtteZjtI/AAAAAAAAA3Q/jOVNVgUwg_E/s220/Img0076.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-srzUhDa9x8o/TyFmAVKXafI/AAAAAAAAA04/eZu5qzdkCJo/s72-c/The-Artist.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748.post-564603841046418351</id><published>2012-01-24T11:00:00.001-03:00</published><updated>2012-01-24T11:14:44.064-03:00</updated><title type='text'>Indicados</title><content type='html'>Fiquei surpreso e queimei a língua: Terrence Mallick entrou no páreo de Melhor Diretor. Spielberg, como eu dissera, não. Porém, seu &lt;b&gt;Cavalo de Guerra&lt;/b&gt; tá na disputa principal contra &lt;b&gt;A Árvore da Vida&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Hugo&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;O Artista&lt;/b&gt; - provável favorito. Tem ainda o tal &lt;b&gt;Decendentes&lt;/b&gt; e o filme de baseball do Brad Pitt. Leonardo Di Caprio ficou fora e entrou Gary Oldman (bem podia ter saído o Brad Pitt). E Tin Tin ficou de fora das Animações. Enfim, segue a lista...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Best picture&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;“War Horse”&lt;br /&gt;“The Artist”&lt;br /&gt;“Moneyball”&lt;br /&gt;“The Descendants”&lt;br /&gt;“The Tree of Life”&lt;br /&gt;“The Help”&lt;br /&gt;“Hugo”&lt;br /&gt;“Extremely Loud &amp;amp; Incredibly Close”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Best supporting actress:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Berenice Bejo&lt;br /&gt;Jessica Chastain&lt;br /&gt;Melissa McCarthy&lt;br /&gt;Janet McTeer&lt;br /&gt;Octavia Spencer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Best supporting actor&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Kenneth Branagh&lt;br /&gt;Jonah Hill&lt;br /&gt;Christopher Plummer&lt;br /&gt;Nick Nolte&lt;br /&gt;Max von Sydow&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Best actress&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Viola Davis&lt;br /&gt;Glenn Close&lt;br /&gt;Rooney Mara&lt;br /&gt;Meryl Streep&lt;br /&gt;Michelle Williams&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Best actor&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Damian Bachir&lt;br /&gt;George Clooney&lt;br /&gt;Jean Dujardin&lt;br /&gt;Brad Pitt&lt;br /&gt;Gary Oldman&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Director&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Michel Hazanavicius&lt;br /&gt;Martin Scorsese&lt;br /&gt;Alexander Payne&lt;br /&gt;Terrence Malick&lt;br /&gt;Woody Allen&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Woddy Allen, aposto, não vai aparecer na cerimônia.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lista completa pode ser conferida aqui: http://oscar.go.com/nominees &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12852748-564603841046418351?l=setimaarteealgomais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/feeds/564603841046418351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12852748&amp;postID=564603841046418351&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/564603841046418351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/564603841046418351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/2012/01/indicados.html' title='Indicados'/><author><name>Vinícius Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12044401839957395821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-1A8-F1RS3M4/T0BjtteZjtI/AAAAAAAAA3Q/jOVNVgUwg_E/s220/Img0076.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748.post-3689415087768923595</id><published>2012-01-23T21:46:00.001-03:00</published><updated>2012-01-23T22:20:42.746-03:00</updated><title type='text'>Palpites</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-_p6EONl4vzU/Tx3-V7n0NmI/AAAAAAAAA0s/JirvSoPkxUc/s1600/1303907238_oscar2012.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="173" src="http://2.bp.blogspot.com/-_p6EONl4vzU/Tx3-V7n0NmI/AAAAAAAAA0s/JirvSoPkxUc/s200/1303907238_oscar2012.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;- Woody Allen vai ser indicado ao Oscar ou seu &lt;b&gt;Meia-noite em Paris&lt;/b&gt; será (provavelmente como melhor roteiro original) e ele não irá sequer à cerimônia da Academia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Terrence Mallick ficará injustamente de fora da corrida por melhor diretor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Torço pelo &lt;b&gt;O Artista&lt;/b&gt;, mesmo não tendo visto ainda, por N razões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Minha segunda simpatia é &lt;b&gt;A Invenção de&amp;nbsp;Hugo Cabret&lt;/b&gt;, de Scorsese, forte candidato a diretor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não será ano de Spielberg.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- George Clonney tem, talvez, sua melhor chance, porque, enfim, Brad Pitt fazendo um técnico de baseball dificilmente leva. DiCaprio corre por fora. Mas as surpresas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O favorito na minha modestíssima opinião é o protagonista francês, Jean Dujardin. Mas as tais surpresas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nas animações, torço por &lt;b&gt;Rango&lt;/b&gt;, aposto em Tin Tin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não creio que Michelle Williams/Merilyn Monroe leve de melhor atriz, já que a Academia nunca gostou da loira de pinta no rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano tem de ser de Meryl Streep! Seja pela sua performance fantástica - vide os trailers -, seja pela dívida da Academia com ela (em mais de trinta anos e com a 17ª indicação à vista, ela só venceu duas vezes e poderia ter ganho qualquer uma das últimas três indicações que teve), seja porque vai homenagear uma figura política histórica ainda viva, mas à beira da morte.&amp;nbsp;Se Meryl - que é maior que o Oscar e já venceu o Globo de Ouro de melhor atriz de drama deste ano - não vencer, podem encerrar a premiação por aqui, porque não valerá de mais nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale uma observação entretanto: a maioria das vezes em que uma atriz ganhou o Globo de Ouro de melhor atriz drama, levou também a estatueta careca de atriz principal. Contudo, nas vezes que uma atriz de comédia/musical venceu o Globo de Ouro e o Oscar de melhor atriz, tratava-se de um filme mais musical que de comédia, salvo, na memória agora, Helen Hunt, em &lt;i&gt;Melhor Impossível&lt;/i&gt; e Gwyneth Paltrow, num Oscar comprado, em &lt;i&gt;Shakespeare Apaixonado&lt;/i&gt;. Michelle Williams venceu de melhor atriz de comédia ou musical. Mas seu filme é um drama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na questão de atores e atrizes coadjuvantes, não tenho palpites. Torço, por pura simpatia, por Nick Nolte e gosto da Jessica Chastain (que pode ser indicada por &lt;b&gt;Histórias Cruzadas&lt;/b&gt;, que não vi, e que está ótima em A Árvore da Vida).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tudo ficará mais claro no SAG Awards no próximo domingo. Ou mais complicado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12852748-3689415087768923595?l=setimaarteealgomais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/feeds/3689415087768923595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12852748&amp;postID=3689415087768923595&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/3689415087768923595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/3689415087768923595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/2012/01/palpites.html' title='Palpites'/><author><name>Vinícius Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12044401839957395821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-1A8-F1RS3M4/T0BjtteZjtI/AAAAAAAAA3Q/jOVNVgUwg_E/s220/Img0076.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-_p6EONl4vzU/Tx3-V7n0NmI/AAAAAAAAA0s/JirvSoPkxUc/s72-c/1303907238_oscar2012.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748.post-2540862925201914751</id><published>2012-01-15T22:24:00.002-03:00</published><updated>2012-01-15T22:24:45.380-03:00</updated><title type='text'>Dublados x Legendados: por um cinema inclusivo e de bom senso</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-bmc2IZSNIPw/TxN8AVarX6I/AAAAAAAAA0c/FVz7TAX19r8/s1600/panoramica.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="106" src="http://2.bp.blogspot.com/-bmc2IZSNIPw/TxN8AVarX6I/AAAAAAAAA0c/FVz7TAX19r8/s400/panoramica.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Já havia ameaçado entrar na seara dos filmes dublados vs.legendados (ou em áudio original, que seja). Tratava-se de uma resposta a um artigo de um renomado crítico de cinema brasileiro. Ao invés, tentei um debate com ele pelo twitter onde só recebi uma únicaresposta seca, sem margem para diálogo. Pior, a resposta, dada quando mencioneique o aumento de cópias dubladas era, em alguma medida, uma questão de políticasocial, foi de uma arrogância que me desarmou (“não me interesso por política,mas sim pela preservação da arte”).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Bom, passaram-se meses e o amigo Thiago Paiva me mostrou umamatéria (com maior cara de pauta paga) na Folha sobre a Universidade deDublagem, ou qualquer coisa que o valha, e me pediu para comentar algo sobre otema aqui no blog. Cá estamos. E minha posição está clara: sou favorável aampliação de cópias dubladas dos filmes nos cinemas por entender que issorepresenta um movimento de ampliação de mercado, sim, mas de um mercado queantes era deixado à margem, limitado à programação da TV aberta, com baixíssimapossibilidade de frequentar o cinema.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O crítico em questão falou uma série de coisas, taiscomo: a dublagem prejudica a compreensão da atuação daquele profissional (oator) que usou sua voz como um dos elementos para a composição do personagem –concordo; a dublagem, para acontecer, se faz necessário um processo de inserçãode uma faixa de áudio, em detrimento de outra que, muitas vezes, faz com quetenhamos prejuízo na captação do som ambiente da cena (experimente ouvir umamesma cena dublada e em áudio original e perceberá uma diferença nos barulhosque circundam os personagens). Bom, fato, mas nada que as novas tecnologias nãopossam resolver. Falou ainda que para as pessoas que não sabem ler, e por issonão vão ao cinema, existem as opções da TV paga – crescente entre as camadas demenor renda – os DVDs e Blu-rays que possuem opções de áudio dublado emportuguês. Acontece que defendeu isso depois de dizer que a experiência de irao cinema é única e tem de ser vivida. Ora pois! Depois, num momentoextremamente infeliz, ele disse que “quem ama realmente o cinema não pode ser afavor da dublagem”. Preciso refutar essa bobagem?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Embora eu carregue uma gostosa memória afetiva de certascópias dubladas, exibidas pela Sessão da Tarde, na Globo, como &lt;i&gt;Conta Comigo, O Jardim Secreto, Baby, umporquinho atrapalhado&lt;/i&gt; e por aí vai, não gosto de filmes dublados. De fatome incomoda não poder captar o trabalho de voz feito pelo ator, tenho realmentea impressão de que o som tem algo faltando quando não se trata do áudiooriginal e é extremamente comum perder-se o teor real de piadas ou frasesquando os dubladores não apreendem a mensagem e apenas traduziram, ou pior,modificam a fala para algo mais corriqueiro. (Às vezes, em especial com filmesde comédia, a piada só funciona na língua original e as traduções sãonormalmente um desastre). Mas isso tudo não diminui um fato: o aumento decópias dubladas nos cinemas fez com que uma camada da população que não ia aoscinemas passassem a consumir essa arte de forma mais... adequada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do que detratores das dublagens dizem, cópiasdubladas não empobrecem a arte, elas ampliam o leque social que passa a teracesso a ela. Se há filmes dublados, quem antes não assistia ia à tela grandepoderá fazê-lo e, eventualmente, tornar-se um novo amante. Desse ponto emdiante, sabe-se lá o que poderá acontecer na vida de um novo cinéfilo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;É preciso reconhecer que, nos últimos nove anos, com oaumento do poder de compra do trabalhador, aumento de sua renda, as classes C eD (detesto essas classificações) passaram a consumir o que antes lhes eranegado. Desconsiderar isso e atacar quem não sabe (ainda!) ler legendas deanalfabetos é um acinte elitista sem par.&amp;nbsp;Mas a questão vai além: as cópias dubladas incluem umpúblico de pessoas surdas, idosos, crianças. (Não, o seu filho de oito anos quejá acompanha a legenda não é maioria e não pode ser usado como exemplo, caroleitor!) E eles também precisam ser levados em conta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O tal crítico dissera que não podemos moldar uma sociedadepensando na minoria. Mas sempre moldamos as coisas excluindo-as e uma eliteintelectual, tão preocupada em preservar signos de dominação, inclusosinclusive nas artes, nunca se preocupou em levar as obras de arte, de todaforma, àqueles que nunca tiveram acesso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;De modo algum defendo cinema 100% dublado! Acho que o bomsenso e a razão podem, perfeitamente, fazer com que metade das cópias sejamdubladas enquanto a outra continue com áudio original. Reconheço, contudo, quenão é o que se tem visto pelas distribuidoras no Brasil. Que tenhamos umaanimação como &lt;i&gt;O Gato de Botas&lt;/i&gt; com todas as cópias dubladas, é compreensível. Omesmo não vale para um filme como &lt;i&gt;Missão:Impossível 4&lt;/i&gt;, de temática adulta, com censura mais alta e que teve, salvoengano, 60% de cópias dubladas, enquanto &lt;i&gt;OsMuppets&lt;/i&gt;, também um filme de piadas mais maduras, com um público alvo maisvelho, teve apenas quatro cópias legendadas em São Paulo, por exemplo. NoRecife e em Fortaleza, nada.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O aumento de cópias dubladas é um movimento demercado, mas não deixa de ser um ato social de política de inclusão. E semanter a “qualidade” de uma obra de arte for algo excludente, de que vale aarte afinal?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12852748-2540862925201914751?l=setimaarteealgomais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/feeds/2540862925201914751/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12852748&amp;postID=2540862925201914751&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/2540862925201914751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/2540862925201914751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/2012/01/dublados-x-legendados-por-um-cinema.html' title='Dublados x Legendados: por um cinema inclusivo e de bom senso'/><author><name>Vinícius Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12044401839957395821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-1A8-F1RS3M4/T0BjtteZjtI/AAAAAAAAA3Q/jOVNVgUwg_E/s220/Img0076.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-bmc2IZSNIPw/TxN8AVarX6I/AAAAAAAAA0c/FVz7TAX19r8/s72-c/panoramica.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748.post-8372421654080919773</id><published>2012-01-07T16:28:00.000-03:00</published><updated>2012-01-07T16:28:00.334-03:00</updated><title type='text'>Feliz Ano Novo - assim esperamos</title><content type='html'>O fato é que vim à Fortaleza não apenas passar aniversário e ano e rever os amigos e amigas queridos, mas, principalmente, acompanhar minha mãe em uma cirurgia de pedra na vesícula. Sua saúde está bem e ela está um pouco tensa com esses dias de véspera, mas vai passar e ficarei do seu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O assunto mesmo é que em Fortaleza, às vésperas do 31, presenciou-se algo tão inusitado quanto grave: uma paralisação de mais de 80% das forças da Polícia Militar no estado do Ceará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As reivindicações do movimento não eram novas, entretanto, o governador, Sr. Cid Gomes, não se dispôs em momento algum a ouvir os policiais, o que gerou uma situação insustentável que culminou num movimento grevista horas antes do réveillon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, e o que se podia esperar da greve de policiais? Segundo informações, no dia 2, houve 30 casos de arrastões registrados na cidade. A notícia nos chegou por telefone, na noite do mesmo dia, quando andávamos pelo simpático calçadão reformado da Praia de Iracema – lotada de famílias e turistas. Não havia mais que três guardas municipais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coisa piorou na manhã do dia 3, quando mais notícias de arrastões se espalharam, seguidas de denúncias de aumento de furtos e roubos, tiros no estacionamento de um supermercado e a ameaça de greve, agora, dos Policiais Civis. Some-se a isso a boataria que se propagava com uma velocidade só não mais incrível que a criatividade dos exageros expostos no Twitter e no Facebook, e Fortaleza, às 11 horas da manhã, estava com o Centro praticamente fechado depois de um arrastão, esse sim, confirmado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, do gabinete do governador, arrogância e empáfia eram as palavras de ordem, e se transmitiam por todas as secretarias, usando de suas assessorias para criar um clima patético de abafa, auxiliado por políticos e jornalistas alinhados ao Palácio da Abolição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se havia uma boa dose de exagero nos boatos, ao fundo deles havia fatos e estes eram violência urbana ou, no mínimo, um sério, perigoso e crescente clima de insegurança que merecia um respeitoso, para usar de eufemismo, pronunciamento do governador. Mas ele estava em Paris, com seu xerife Arialdo Pinho, fazendo sabe-se lá o quê num momento em que o Estado que o elegeu precisava de sua liderança – muito questionada e na minha modesta opinião sem nenhum crédito daqui pra frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resultado: depois de sair muito arranhado na disputa contra os professores estaduais em greve no segundo semestre passado, Cid Gomes, um sujeito de competência e idoneidade tão questionáveis quanto sua autoridade e liderança política, perdeu feio para os policiais militares. Aceitou, tardiamente e de maneira patética, todas as reivindicações: aumento gradativo de 80% do salário, incorporação de benefícios, redução da carga horária de 46 para 40 horas, vale refeição e a anistia aos policiais que protestaram contra o Governo do Estado meses atrás. O problema é que o fez quando o povo da cidade se percebeu temeroso de ver sua capital pegar fogo – literalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Provocações breves...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Embora eu apoie totalmente o movimento grevista, visto que recorrer ao comando da PM não serviu de nada nos últimos três anos, a instituição – que precisa ser revista e modificada –, da forma que está, não poderia passar pelo constrangimento de ter policiais insurgentes perdoados pelo governador quando incorreram em insubordinação clara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação chegou a este ponto porque a menina dos olhos de Cid – o famoso e alardeado Ronda do Quarteirão – é uma falácia de carros caros, uniformes bonitos e policiais mal pagos e despreparados.&lt;br /&gt;Falta saber se, com o aumento dos salários, como lembrou uma amiga acolá, os policiais vão parar de pedir pedágio, comer às custas da população e etc. e tal. Não sei se essas coisas procedem, mas é reclamação recorrente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado da administração, obras que o governador prometera para o meio de 2011 estão paradas em vastos buracos à beira do mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Cinema, porque a vida só não basta&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Iniciei o ano estudando/assistindo a Luiz Buñuel, com os excelentes &lt;b&gt;O Anjo Exterminador (El Angél Exterminador, 1969)&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Ensaio de um Crime (Ensayo de un crime, 1955)&lt;/b&gt; e o surreal curta-metragem de 1929, &lt;b&gt;Um cão Andaluz (Un chien andalou)&lt;/b&gt;, co-dirigido por Salvador Dalí. Há outras coisas do diretor mexicano no HD para serem vistas e depois teço algum comentário, mas há novidades no cinema que precisam ser conferidas (estou curioso por &lt;i&gt;Cavalo de Guerra&lt;/i&gt; e ansioso por &lt;i&gt;As Aventuras de Tin Tin&lt;/i&gt;, ambos do Spielberg).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em breve, visito o restante da filmografia, de cinco filmes, de Terrence Mallick, e revisito Apichatpong e Kiarostami. Prometi a mim que iria aprofundar Scorsese, coisa que se iniciou no final de 2011, além de cinema alemão e italiano da primeira metade do século XX. É preciso continuar com Godard e iniciar Truffaut. Após os 175 filmes (entre inéditos e revisados, antigos e novos) do ano passado, o mês de janeiro está capenga, mas vou recuperar a média e tentar ver mais filmes nesse ano. Se o mundo não acabar antes.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;De repente, 30&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;Eis que 30 de dezembro de 1981 eu nascia. E vira o mundo que era bom! Aos trinta anos, lembro que imaginava a vida diferente, quando tinha apenas 20.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não está ruim. Até que o mundo se acabe.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12852748-8372421654080919773?l=setimaarteealgomais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/feeds/8372421654080919773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12852748&amp;postID=8372421654080919773&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/8372421654080919773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/8372421654080919773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/2012/01/feliz-ano-novo-assim-esperamos.html' title='Feliz Ano Novo - assim esperamos'/><author><name>Vinícius Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12044401839957395821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-1A8-F1RS3M4/T0BjtteZjtI/AAAAAAAAA3Q/jOVNVgUwg_E/s220/Img0076.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748.post-950310697098172621</id><published>2011-12-27T21:48:00.000-03:00</published><updated>2011-12-27T21:56:35.665-03:00</updated><title type='text'>Os 10 que eram 11</title><content type='html'>Esta é a última postagem do ano. Viajo amanhã e até dia 9/01/12 estarei sem internet com facilidade.&amp;nbsp;(Ano que vem, aliás, vejo se faço um balanço dos seis meses de Recife). Vi, até o início deste post, 175 filmes, sendo pouco mais de 40 revisões e o último &lt;b&gt;Demônio das Onze Horas&lt;/b&gt;, de Godard. Conheci muita gente apenas nesse ano e eles mereciam estar dentro de uma lista de melhores. Mas aqui se trata do que passou nos cinemas, então, como o ano acabou e nada de muito interessante virá, de forma definitiva, até dia 31, faço aqui minha lista dos 10 mais de 2011. O critério é o mesmo, com um adendo: ter estreado em circuito comercial - festivais não vale - em Fortaleza entre 1º de janeiro e 1º de julho ou em Recife (onde agora resido) entre 2 de julho e 31 de dezembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;1. Tio Boonmee, que pode recordar vidas passadas (Weersethakul Apichatpong, TAI, 2010)&lt;/b&gt;: fui apresentado a este tailandês com este filme, sereno, místico, respeitoso e respeitável. Planos contemplativos de um homem, e sua família, à beira da morte - tratada como parte natural e bela da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;2. Film Socialisme (Jean-Luc Godard, FRA, 2010)&lt;/b&gt;: conheci este diretor revolucionário tardiamente - ou no devido momento. Aqui, ele faz um apanhado do século XX num experimento de imagens e sons que dão conta de nosso tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;3. Singularidades de uma rapariga loura (Manoel de Oliveira, POR, 2009)&lt;/b&gt;: assisti-o duas vezes, porque na primeira cheguei a achá-lo chato. Mas como causou estranhamento, e isso é bom, revi e a coisa melhorou muito! O artificial está em cena, como falsa é a beleza de Luiza, na janela, de leque chinês abanando. O tosco de Manoel é cuidadoso e apaixonante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;4. A Árvore da Vida (Terrence Mallick, EUA, 2011)&lt;/b&gt;: sem Deus para remediar/mediar/controlar, desde o início, a beleza da vida não está no milagre, mas no instante - que não volta mais e faz doer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;5. Cópia Fiel (Abbas Kiarostami, FRA/ITA/IRA, 2010)&lt;/b&gt;: original. Cópia. Dois. Um. Múltiplos. Ilusão. Real. Há dois planos que sintetizam os personagens e um punhado de outros que mostram a habilidade desde diretor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;6. A Pele que Habito (Pedro Almodóvar, ESP, 2011)&lt;/b&gt;: "terror puro, simples, sem sustos nem gritos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;7. Bravura Indômita (Joel e Ethan Coen, EUA, 2010)&lt;/b&gt;: o melhor filme do Oscar, talvez superado apenas por &lt;i&gt;Toy Story 3&lt;/i&gt;. Faz o original de Henry Hathaway (1969) um filme menor. E isso não é pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;8. Super 8 (J.J.Abrams, EUA, 2011)&lt;/b&gt;: podia ser do Spielberg, mas tem quase o monstro de &lt;i&gt;Cloverfield&lt;/i&gt;. Aqui, da ingenuidade nasce o amor, a aventura, o medo... em suma, nasce o cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;9. O Mágico (Sylvain Chomet, FRA, 2010)&lt;/b&gt;: quando os ofícios artísticos elementares, circenses, são engolidos pelas novas artes da modernidade, resta a solidão e uma tristeza de doer. Belo e magoado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;10.&lt;/b&gt; Vou dar um empate técnico nesta posição porque não lembro exatamente quando esses filmes estrearam. Mas merecem estar na lista &lt;b&gt;Tetro (2010)&lt;/b&gt;, o expressionista &lt;i&gt;film noir&lt;/i&gt; de Francis Ford Coppola, e o improvável e duro &lt;b&gt;Inverno da Alma (Debra Ganik, 2010)&lt;/b&gt;, com uma América pouco vista. Uma mistura de thriller policial com drama de família e um final sem meios termos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos serão revistos, porque como diria Julio Bressane, "o importante é rever".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz 2012!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12852748-950310697098172621?l=setimaarteealgomais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/feeds/950310697098172621/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12852748&amp;postID=950310697098172621&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/950310697098172621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/950310697098172621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/2011/12/os-10-que-eram-11.html' title='Os 10 que eram 11'/><author><name>Vinícius Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12044401839957395821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-1A8-F1RS3M4/T0BjtteZjtI/AAAAAAAAA3Q/jOVNVgUwg_E/s220/Img0076.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748.post-2478359656965654454</id><published>2011-12-26T11:16:00.000-03:00</published><updated>2011-12-26T17:14:06.162-03:00</updated><title type='text'>Sobre cinema, deus e drogas, ou coisas do cinema de Aronofsky</title><content type='html'>Não me recordo agora por que diabos inventei de rever os filmes de Darren Aronofsky. Decidi não rever &lt;i&gt;Cisne Negro&lt;/i&gt; agora, que ainda está mais ou menos fresco, e, para minimizar o dano, decidi pular&lt;i&gt; Fonte da Vida&lt;/i&gt;, de quem tenho uma lembrança tão estranha (em certa medida, ruim mesmo) porque, enfim, a vida é curta e lembro que o filme era consideravelmetne grande. Ou chato. Então, vi &lt;b&gt;Pi (idem, 1998)&lt;/b&gt; e revi &lt;b&gt;Requiem Para um Sonho (Requiem for a dream, 2000)&lt;/b&gt; e esses filmes e a postura do diretor em certa entrevista a que assisti, me fizeram lembrar de uma sensação de adolescência.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Cinema de inocência&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estava ainda no ensino médio, por volta dos 18, 19 anos, eu e uns amigos fizemos um filme. Não me recordo por que razão - acho que haveria algum festival de cinema amador no colégio ou qualquer coisa que o valha - mas lembro, vagamente, que eu escrevera a história junto com &lt;a href="http://twitter.com/#%21/victorxis"&gt;Victor Xis&lt;/a&gt;, e dirigi, co-ajudado por Daniel Abreu, hoje cineasta de pequeno porte mas certo talento. Também atuávamos naquela história de gangsters com ares (e clara inspiração) de &lt;i&gt;Godfather&lt;/i&gt;. O que interessa era uma cena, a de abertura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro de tê-la escrito - e não sei se a filmamos (uma coisa é pensar na cena, outra é torná-la possível) - da seguinte forma: a câmera abria o foco apontando, de dentro da garagem da casa de minha madrinha, para a rua. Vinha seguindo para trás, fazia um giro para a esquerda, focando a porta grande, de madeira talhada. A porta abria de par em par e a câmera seguia entrando pela sala principal, dando conta dos objetos, das cores (era uma casa de paredes amarelo-queimado e piso de mosaico de madeira, o que ajudava na iluminação soturna). A lente seguia agora para o corredor que dava para os quartos, longo, escuro, com o quarto principal ao fundo, com a porta fechada. Interessava o quarto do lado direito do corredor, do qual mantivemos a porta entreaberta, com a luz projetada na parede contrária do corredor. Nesse instante, começava-se a ouvir os gemidos, os prazeres. A câmera seguia lentamente, entrava pela porta e visava a parede frontal, iluminada por uma luz forte amarela, onde projetava-se a silhueta de uma moça sobre um rapaz, em uma cama. Se a silhueta estava à frente, o casal, logicamente, estavam nas costas da câmera, então, fazia-se um giro de 180°, vagarosamente, captando tudo (não muita coisa) que havia no quarto até subir do chão para a cama, onde, finalmente, veríamos, cobertos por um lençol, a moça (acho que o nome dela era Patrícia, um tesão de garota!) já saindo de cima do rapaz (que era o Victor, filho do mafioso - eu - e protagonista da história) e deitando-se do lado dele, ambos sorridentes, jovens e suados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro também que, ao pensar nessa cena, sem conhecer cinema e seus procedimentos como hoje, eu fiquei eufórico. Havia arquitetado um plano-sequência, pensado nas cores a na trilha sonora, tudo de forma a construir um clima e a dizer algo: cedo ou tarde o espectador notaria que aquela história era trágica, repleta de segredos e pecados nos cantos escuros daquela casa - que aliás, não era grande, mas conseguimos dar uma boa ampliada na percepção espacial do lugar. Era &lt;i&gt;mise-en-scenè&lt;/i&gt;, pois. Era algo original? Não! A própria história, o meu personagem, e todo o resto tinha clara inspiração em Coppola, em Brian De Palma, embora talvez sem tanta consciência disso. Eu fazia um poderoso chefão com tiques de Marlon Brandon (risos... ora, quem sou eu!). E o tal plano-sequência (e eu nem conhecia essa expressão) já havia desde quê... Mizoguchi, com &lt;i&gt;As Irmãs de Gion&lt;/i&gt; (1932)? Murnau, com &lt;i&gt;Aurora&lt;/i&gt; (1927)? Desde os Lumiére? O que interessa é que não era original, mesmo que fosse incosciente, mas o sentimento, infantil, era de algo espetacular e que depois se envaideceu por ter realizado algo que, se já feito anteriormente, era recurso de grandes cineastas, de grandes filmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Nulidade de Aronofsky: forma e conteúdo&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-P0ZGrhLTxlQ/TviCVW292FI/AAAAAAAAAz8/d4hkn15GmRg/s1600/Pi.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="192" src="http://4.bp.blogspot.com/-P0ZGrhLTxlQ/TviCVW292FI/AAAAAAAAAz8/d4hkn15GmRg/s320/Pi.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;A pompa da fotografia na procura de um deus nulo de significados&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;É quando chegamos, finalmente, ao tal Darren Aronofsky. No início do ano, ou no final do ano passado, o jovem diretor deu entrevista ao JN acerca de seu filme com Natalie Portman. Não me recordo de tudo, mas algo ficou na mente: ele se disse, descaradamente, como a alternativa ao cinema comercial, se disse o diferente, o original dentro do mercado industrital hollywoodiano. Punf! Faz-me rir! Retroagindo a seus dois primeiros filmes citados acima, nota-se rapidamente a grande mentira que é essa afirmação e a impressão que dá é de que Aronofsky é aquele adolescente que eu fora, só que mais pedante e presunçoso (se é que é possível). É como se ele acreditasse que está fazendo algo absolutamente novo, diferente, realmente produto de um artesão inusitado, quando faz a sua câmera, com fotografia preta &amp;amp; branca, tremer para transmitir sensação de desorientamento, ou quando faz cortes rápidos, repetidos a exaustão, para mostrar o processo contínuo de degradação do corpo com o uso de remédios (&lt;b&gt;Pi&lt;/b&gt;) ou drogas (&lt;b&gt;Requiem...&lt;/b&gt;). Será que ele acredita que ao trazer um bailarino que se transforma em um monstro no meio do palco, ou quando faz penas saírem do meio das unhas de sua protagonista, ou uma planta da barriga de Hugh Jackman, faz algo inequivocamente seu? Pelo sim ou pelo não, os filmes de Aronofsky (salvo &lt;i&gt;O Lutador&lt;/i&gt;, de longe seu melhor e mais realista e honesto trabalho), um cara que conhece os procedimentos, são falsos justamente porque ele faz crer que cada plano, cada corte, cada acorde das músicas de sua trilha são produtos de sua genialidade incompreendida - e relativamente admirada pela indústria americana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando vemos &lt;b&gt;Pi&lt;/b&gt;, por exemplo, com uma história rasa, metida a inteligente e profunda, cheia de artimanhas religiosas e segredinhos de literatura de auto-ajuda mística, não podemos negar que o diretor, em seu primeiro trabalho, aclamado em festivais de cinema independente, tinha alguma noção de história do cinema e seus mecanismos. Mas tudo ali fora visto antes, bem como no resto de sua filmografia, desde os trabalhos de Quentin Tarantino, até o expressionismo alemão dos anos '30.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-NytZ-WMu3sc/TviDM4NeKZI/AAAAAAAAA0U/76PYZkRu6hA/s1600/requiem_para_um_sonho_2000_g.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="171" src="http://3.bp.blogspot.com/-NytZ-WMu3sc/TviDM4NeKZI/AAAAAAAAA0U/76PYZkRu6hA/s320/requiem_para_um_sonho_2000_g.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Tique nervoso: a câmera cansativa da loucura&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;No caso de &lt;b&gt;Requiem...&lt;/b&gt; a coisa se agrava porque a embalagem bem cuidada (o filme é realmente bem narrado e conduzido) disfarça um conservadorismo voraz, que degenera todos os personagens marginalizados e nunca os trata como indivíduos com possibilidades e passíveis de aprender e viver experiências, apenas como umas bestas quadradas alienadas, que jamais atingiram o sucesso do &lt;i&gt;american way&lt;/i&gt; (trajado de terno, gravata, cabelo engomado e palco de programa de auditório) simplesmente porque não têm força de vontade para tal. A simplicidade discursiva do pensamento "sociológico" do diretor se mostra primária como os achismos próprios da juventude, que só engana quem está disposto a tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Tiques de um cinema vazio&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Os tiques de Aronofsky, adorados por essa parcela de espectadores alternativos, mas tão contaminados com enlatados cult quanto os fãs de Michael Bay, poderiam ser referências estéticas e, progressivamente, a técnica poderia se aprimorar para tornar-se uma marca, um estilo. No instante em que começam a se repetir e se misturar com uma série de movimentos óbvios (a visão estilhaçada da bailarina no espelho) ou sem propósito (o loop de câmera em &lt;i&gt;Fonte da Vida&lt;/i&gt;, de que me lembrei agora, que não faz sentido algum para qualquer coisa que esteja acontecendo na trama ou na cena), seu conteúdo visual se esvazia de qualquer tentativa de ser uma estética própria, assinada, pensada e se revela não mais que uma reprodução, cuidadosa embora falsa, de tudo que em mãos corretas produziria melhores resultados (DePalma e o&lt;i&gt; noir&lt;/i&gt; de &lt;i&gt;Dália Negra&lt;/i&gt;, Coppola e o expressionismo de &lt;i&gt;Tetro&lt;/i&gt;). Não é o caso de Aronofsky: ele se vende um diretor singular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-sV7XAARU63o/TviCt1pe0vI/AAAAAAAAA0I/OLlKYMgYPAQ/s1600/Black_Swan12-600x400.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://1.bp.blogspot.com/-sV7XAARU63o/TviCt1pe0vI/AAAAAAAAA0I/OLlKYMgYPAQ/s320/Black_Swan12-600x400.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Fragmentação da imagem não como estilo, mas como retórica estética vazia&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;Quando eu era menino, eu podia me arvorar, ingenuamente, originalidade. Em outro momento, podia me arvorar está fazendo (copiando, que seja) o que outros grandes fizeram. Eu era um garoto, não tinha milhões de dólares, não concorria a Oscar, não era midiatizado nem me arrogava melhor que quem quer que fosse. Nosso filme era simples e humilde. O cinema de Darren Aronofsky é elaborado, bem feitinho, repleto de cuidado, publicidade e boas intenções. Mas seu conteúdo é feio e mal tratado como seus personagens o são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;[atualizado]&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; A despeito do que eu disse, Cisne Negro foi eleito, em vários sites no Brasil, como o melhor filme de 2011.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12852748-2478359656965654454?l=setimaarteealgomais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/feeds/2478359656965654454/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12852748&amp;postID=2478359656965654454&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/2478359656965654454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/2478359656965654454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/2011/12/sobre-cinema-deus-e-drogas-ou-coisas-do.html' title='Sobre cinema, deus e drogas, ou coisas do cinema de Aronofsky'/><author><name>Vinícius Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12044401839957395821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-1A8-F1RS3M4/T0BjtteZjtI/AAAAAAAAA3Q/jOVNVgUwg_E/s220/Img0076.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-P0ZGrhLTxlQ/TviCVW292FI/AAAAAAAAAz8/d4hkn15GmRg/s72-c/Pi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748.post-7686833321910742989</id><published>2011-12-24T22:10:00.000-03:00</published><updated>2011-12-24T22:16:15.070-03:00</updated><title type='text'>Noite de Natal: descobrindo Scorsese</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-E9WBG92mijk/TvZ3G0WcMPI/AAAAAAAAAzw/xOS0hIdO03g/s1600/Martin-Scorsese.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="192" src="http://1.bp.blogspot.com/-E9WBG92mijk/TvZ3G0WcMPI/AAAAAAAAAzw/xOS0hIdO03g/s200/Martin-Scorsese.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Noite de Natal e para quem nunca foi de celebrar a data resta o cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem revisões, descobri, tardiamente, reconheço, três obras de Martin Scorsese: &lt;b&gt;Taxi Driver (idem, 1976)&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;A Última Tentação de Cristo (The Last Temptation of Christ, 1988)&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Os Bons Companheiros (The Goodfellas, 1990)&lt;/b&gt;. Do meio para as extremidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme de Jesus não vi até o fim por conta de uma gripe. Vi, sim, um J.C. atípico, sem retórica, quase popular. &amp;nbsp;Vi um Judas homem honrado, de fibra, com um ideal e uma causa convictas, mas incapaz de trair a um irmão. Vi um Jesus que era marceneiro e, em seu ofício, fazedor de cruzes. Algo pouco cristão, se pensarmos no que decorreria ao personagem. Vi um Jesus, como o de Saramago, humano, frágil, luxurioso e, mormente, constantemente em dúvida. Não vi o final, então, retornarei a este filme em breve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bons companheiros são coisa rara. No caso do filme, ver-se-á no final, na história real do personagem de Ray Liota. Ouvira, tempos atrás, algumas observações de críticos mil sobre o filme: não posso negar que enche os olhos o plano-sequência em que o personagem de Liota entra, com a namorada, pelo "submundo" dos fundos de uma boate e as portas se lhe abrem, e tudo se lhe apresenta farto e devotado. Mas o todo não me move, nem pra mais nem pra menos. Talvez seja meu problema com biopics - mesmo uma feita por um cara como Scorsese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Deve haver alguma ligação entre este e &lt;i&gt;Cassino&lt;/i&gt;, do mesmo diretor. Eles se parecem e muito!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já &lt;b&gt;Taxi Driver&lt;/b&gt;... eis aqui uma pérola! Vermelha, como as cores fortes dos inferninhos em que se mete Travis Bickel (a melhor aparição, segundo &lt;a href="http://twitter.com/#!/biancamisino"&gt;Bianca Misino&lt;/a&gt;, e eu concordo, de Robert De Niro) em sua empreitada pessoal e direitista de limpar o mundo dos vermes que deixam fétida a noite de Nova York. Atenção: não se trata de um filme com valores à direita, conservador como o &lt;i&gt;Requiem...&lt;/i&gt; de Aronofsky, por exemplo, trajado de retrato-denúncia. Jaz aqui uma NY da qual o próprio Scorsese escapou: uma cidade de gangsters, arruaceiros, fanáticos, criminosos, cafetões e prostitutas. O diretor, filho de irlandeses, poderia ter seguido o caminho do crime, qual seu personagem "bom moço" de &lt;i&gt;Os Infiltrados&lt;/i&gt;. Mas seguiu o cinema, provocador e de qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para nossa sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o clímax! Ah, o clímax!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou, não me pergunte por quê, revendo Darren Aronofsky. Em breve, opino aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ano que vem começarei com Buñuel. Bem melhor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Recife, uma garrafa de Periquita portuguesa para Bianca - que me apresentou a este vinho - e aos amigos de longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz Natal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12852748-7686833321910742989?l=setimaarteealgomais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/feeds/7686833321910742989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12852748&amp;postID=7686833321910742989&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/7686833321910742989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/7686833321910742989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/2011/12/descobrindo-scorsese.html' title='Noite de Natal: descobrindo Scorsese'/><author><name>Vinícius Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12044401839957395821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-1A8-F1RS3M4/T0BjtteZjtI/AAAAAAAAA3Q/jOVNVgUwg_E/s220/Img0076.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-E9WBG92mijk/TvZ3G0WcMPI/AAAAAAAAAzw/xOS0hIdO03g/s72-c/Martin-Scorsese.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748.post-4046196690994799328</id><published>2011-12-22T23:39:00.002-03:00</published><updated>2011-12-22T23:39:36.039-03:00</updated><title type='text'>Enquanto está fresco... Missão Impossível 4</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-lRDsWz70gqo/TvPpgT1hy4I/AAAAAAAAAzk/0PDfM5SCOH4/s1600/mission_impossible_ghost_protocol.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-lRDsWz70gqo/TvPpgT1hy4I/AAAAAAAAAzk/0PDfM5SCOH4/s320/mission_impossible_ghost_protocol.jpg" width="204" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Acabo de ver &lt;b&gt;Missão Impossível 4: protocolo fantasma (Mission: Impossible - ghost protocol, 2011)&lt;/b&gt; e lhes digo que me surpreendi. Não que seja o longa de Brad Bird (do excelente &lt;i&gt;Ratatouille&lt;/i&gt;) a última palavra em filmes de ação. Tampouco é o melhor da série - o de Brian De Palma ainda é o melhor. Mas o bom humor - um aspecto que, se não fazia falta alguma no intrincado filme de De Palma, fazia falta demais no segundo e terceiro filmes - aqui cai como um alento, um bônus para algo em que pouco se podia apostar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, Tom Cruise e suas sandices fora de tela (que refletem muito mal sobre sua inocente filha de cinco nos, mas isso é outra história) transformaram a série em algo tão lucrativo quanto patético. Se havia algum interesse na maneira como John Woo conduzia a câmera no segundo, tanto a história quanto qualquer aspecto do terceiro, dirigido por J.J. Abrams, pelo menos pra mim, poderia ser apagado da memória. Mas fez uma dinheirama e trouxe o astro hollywoodiano a este quarto longa. Eis que ele acertou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suportado por um elenco de apoio (os parceiros da missão) em ótima condição e afinado, Cruise é novamente envolvido em situações nada verossímeis e é justamente daí que sai - com aquela pitada de humor - o maior interesse nesse quarto filme. Missão 4 recupera as &lt;i&gt;gags&lt;/i&gt; que James Bond e Jason Bourne tinham, de forma sensata nos momentos em que aqueles personagens estavam instalados, abandonado. Se Bourne já nasceu sendo prático e "real", Bond se adaptou ao novo mundo e perdeu aquelas parafernálias de seu passado para usar coisas triviais, como celular e pen-drivers. Seu carro agora é no máximo estiloso. Nesse contexto atual, o agente Ethan Hunt trás um monte de trocinhos high-tech, usados com despretensão no meio de sequências absurdas - e uma delas, no maior prédio do mundo, tão tensa quanto a famosa cena de Cruise pendurado por cabos no primeiro filme, de 1996.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez fosse isso que faltava à franquia, já que ela não retornaria à sofisticação de seu início: rir mais de si mesma. Mas sabendo rir, sem parecer ridícula - como foi parte da carreira do ator nos últimos dez anos, a despeito de quanto sucesso lhe rendeu. E isso (vide diálogo no final, entre Cruise e um ex-parceiro) é algo que este filme aprendeu a fazer e bem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12852748-4046196690994799328?l=setimaarteealgomais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/feeds/4046196690994799328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12852748&amp;postID=4046196690994799328&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/4046196690994799328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/4046196690994799328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/2011/12/enquanto-esta-fresco-missao-impossivel.html' title='Enquanto está fresco... Missão Impossível 4'/><author><name>Vinícius Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12044401839957395821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-1A8-F1RS3M4/T0BjtteZjtI/AAAAAAAAA3Q/jOVNVgUwg_E/s220/Img0076.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-lRDsWz70gqo/TvPpgT1hy4I/AAAAAAAAAzk/0PDfM5SCOH4/s72-c/mission_impossible_ghost_protocol.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748.post-7023313075392518887</id><published>2011-12-18T21:06:00.002-03:00</published><updated>2011-12-18T21:06:44.509-03:00</updated><title type='text'>Cinema entre altos e baixos</title><content type='html'>Na tarde de sábado, antes de sair para a Cultura de onde o resto da noite seria bastante interessante, peguei aqui, na TV, o final de &lt;b&gt;Os Imperdoáveis (The Unforgiven, 1992)&lt;/b&gt;, de Clint Eastwood.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É provavelmente o último grande faroeste de hollywood. Vi a sequência final em que William Munny (Clint), como um desses mitos do velho oeste, digladia-se contra oito homens em um bar e mata cinco deles. Os outros fogem. Me chamou mais a atenção como Eastwood se despede do gênero, que passaria a década de 90 toda sem um outro grande exemplar, e que só veria um grande filme de novo em 2010 com &lt;i&gt;Bravura Indômita&lt;/i&gt;, dos irmãos Coen. A cena, com uma música melancólica, é feita com a silhueta de Munny diante da cova de sua esposa, debaixo de uma árvore, com um letreiro falando do destino daquele homem e seus dois filhos. Todo o ar é de despedida, de adeus. E é o encerramento de um filme cru e belíssimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Os Muppets&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;No meio da semana, quando fui apanhar os óculos novos, aproveitei e assisti ao &lt;b&gt;Os Muppets (The Muppets, 2011)&lt;/b&gt;, uma diversão só! Não é a história mais interessante e elaborada que se tenha notícia, mesmo na trajetória dos bonecos de marionetes, mas é leve, é despretensioso, brinca com a metalinguagem e, acima de tudo, sabe rir de si mesmo, um ponto mais que positivo. Até da Amy Adams eu gostei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Contágio (Contagion, 2011)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O novo de Soderbergh (novo porque o mais recente, mas já saiu de cartaz) é que não tem nada a acrescentar. Patina entre ser um drama humano diante de uma catástrofe e ser um thriller político/corporativo. Não tem sutileza (o excesso de cenas que focam as mãos evidenciando, para quem não havia entendido ainda, que o toque humano se tornou sinônimo de morte por conta do vírus), não tem profundidade em nenhum aspecto de sua narrativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;A noite&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;de sábado eu conto depois. Ou não!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12852748-7023313075392518887?l=setimaarteealgomais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/feeds/7023313075392518887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12852748&amp;postID=7023313075392518887&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/7023313075392518887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/7023313075392518887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/2011/12/cinema-entre-altos-e-baixos.html' title='Cinema entre altos e baixos'/><author><name>Vinícius Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12044401839957395821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-1A8-F1RS3M4/T0BjtteZjtI/AAAAAAAAA3Q/jOVNVgUwg_E/s220/Img0076.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748.post-6622934903365190416</id><published>2011-12-10T23:06:00.001-03:00</published><updated>2011-12-11T00:40:40.156-03:00</updated><title type='text'>Paratodos (de gatos, racistas e campeões)</title><content type='html'>&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-sHaQYMHNS0A/TuQiFZrOgcI/AAAAAAAAAzU/Rq4j28-4Ew4/s1600/socrates1.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="132" src="http://1.bp.blogspot.com/-sHaQYMHNS0A/TuQiFZrOgcI/AAAAAAAAAzU/Rq4j28-4Ew4/s200/socrates1.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Dr. Sócrates, 1954-2011&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;b&gt;A morte de um campeão&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O Corinthians foi campeão brasileiro, o Vasco fez um belo vice-campeonato e o Vozão caiu por pura falta de liderança administrativa. Sina dos times pequenos. Em contrapartida, Pernambuco está em festa futebolística!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, e tristemente, a notícia de futebol que importa mesmo foi a prematura morte do Dr. Sócrates, que, como diria Rolando Boldrin, "partiu antes do combinado" levado por uma infecção generalizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi-se um sujeito de passes sutis, inteligente dentro e fora de campo. Um esguio jogador de 1m91cm que era genial justamente por jogar com movimentos limpos, objetivos. Seu toque de calcanhar era um achado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morreu no dia do pentacampeonato de seu Timão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;b&gt;De fama e racismo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Em outra passada, uma pirralha, bonitinha mas ordinária, de 18 anos, fez uma confusão no twitter nesses dias. O motivo: andou publicando uns xingamentos racistas contra nordestinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E um senhor, no meu trabalho, em debate, disse que não havia racismo no Brasil, havia apenas segregação social. Outro disse que a culpa era dos próprios negros, amaldiçoados por deus no início dos tempos (esse era evangélico, negro, mas se disse "moreno claro").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a fissura - essa coisa da menina na internet - pela fama a qualquer custo, mesclada aos preconceitos incrustados nas raízes desse país. (O episódio, por sinal, me fez lembrar de&amp;nbsp;&lt;i&gt;Pânico 4.&lt;/i&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei que fim levou a história dessa gauchinha que precisava de umas palmadas e uma boa educação social. Mas ela é maior de idade e não me surpreenderia que reaparecesse, em breve, nas páginas e manchetes de jornais e revistas - como ré de processo por discriminação racial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A propósito de revistas&lt;/b&gt;... essa é online.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O crítico Sérgio Alpendre lançou, nessa semana, sua nova incursão virtual sobre cinema - e música, e quadrinhos e outras coisas. &lt;a href="http://revistainterludio.com.br/"&gt;Revista Interlúdio&lt;/a&gt;. Ele já foi da falecida Paisá e era (ou ainda é) colaborador da Contracampo.&amp;nbsp;Não tive a chance, ainda, de saber mais da ideia do projeto, só dei-lhe meus cumprimentos e adicionei o site na minha lista de favoritos obrigatórios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A propósito de favoritos, alguém sabe porque é impossível encontrar as colunas atuais de Luiz Fernando Veríssimo no site de O Estado de São Paulo? Só encontro as antigas!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-3dFnpX_B5-g/TuQhujJJprI/AAAAAAAAAzM/JOtKec4ECV0/s1600/gato+de+botas.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-3dFnpX_B5-g/TuQhujJJprI/AAAAAAAAAzM/JOtKec4ECV0/s200/gato+de+botas.jpg" width="138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;A propósito de cinema...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Hoje fui assistir a'&lt;i&gt;Os Muppets&lt;/i&gt;, mas perdi o horário e cai na sala lotada, de pais e suas crianças, de &lt;b&gt;O Gato de Botas (Puss in Boots, 2011)&lt;/b&gt;&amp;nbsp;em 3D.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A despeito do falatório, sempre achei ótimo ver filmes "infantis" - e este é um exemplar genuíno - com crianças presentes. Elas reagem, para o bem ou para o mal, e as reações refletem bem os acertos mais urgentes do filme. Mas só nesses casos.&amp;nbsp;E taí um caso de excelente 3D a se ver! Nada de coisas jogadas na tela sem razão. O recurso é bem usado como só vi em &lt;i&gt;Avatar&lt;/i&gt; (pensando assim, rápido), dando uma ótima noção dos espaços, das paisagens, dos cenários. É um 3D pensado, cuidadoso, que contribui com a mise-en-scenè e com a narrativa.&amp;nbsp;A coisa se desenrola, em boa medida, como os filmes de Sergio Leone, no calor dos desertos mexicanos (mas acho que o Gato é espanhol), com homens feios, saloons escuros e empoeirados onde se pode beber uma boa dose de whisky ou um copo gelado de... leite. (Aliás, reparem como o cartaz da animação parece com a capa do filme &lt;i&gt;Os Imperdoáveis&lt;/i&gt;, de Clint Eastwood.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre personagens que pouco se conhece por aqui (Humpty Dumpty e o casal Jack &amp;amp; Jill), a aventura gira em torno da busca pelos feijões mágicos que levam ao castelo no céu e à gansa dos ovos de ouro. Mas o que vale mesmo são os primeiros 60 minutos: introdução e desenvolvimento. Isso porque o clímax parece não funcionar a contento. Talvez pela falta de carisma dos coadjuvantes, especialmente do antagonista - meio evidente pelo traçado das sobrancelhas - e, pessoalmente, acho que pela falta de um gato que usasse mais sua espada, já que carrega uma para todo lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom,&amp;nbsp;depois de muita piada para adultos e crianças (a meninada vibrava com o Gato se comportando, do nada, sem ninguém esperar, como um gato: bebendo leite, correndo atrás da luz na parede etc.),&amp;nbsp;o saldo é positivo. Temos aí uma potencial franquia muito mais divertida que aquela do ogro verde, se a DreamWorks souber conduzir seu personagem. Não deu para ver no áudio original - época de férias, animação, crianças... o negócio tinha de ser dublado mesmo. Assim, não sei como ficaram Zack Galifianakis, Salma Hayek e, lógico, Antonio Banderas. Ainda assim, valeu o ingresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na falta de algo melhor, vou chamar esses posts sobre um monte de coisa de &lt;b&gt;Paratodos&lt;/b&gt;. Assim, junto, tipo &amp;nbsp;jogo do bicho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12852748-6622934903365190416?l=setimaarteealgomais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/feeds/6622934903365190416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12852748&amp;postID=6622934903365190416&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/6622934903365190416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/6622934903365190416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/2011/12/paratodos-de-gatos-racistas-e-campeoes.html' title='Paratodos (de gatos, racistas e campeões)'/><author><name>Vinícius Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12044401839957395821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-1A8-F1RS3M4/T0BjtteZjtI/AAAAAAAAA3Q/jOVNVgUwg_E/s220/Img0076.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-sHaQYMHNS0A/TuQiFZrOgcI/AAAAAAAAAzU/Rq4j28-4Ew4/s72-c/socrates1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748.post-8213076251236686199</id><published>2011-11-28T16:52:00.001-03:00</published><updated>2011-11-28T19:34:12.271-03:00</updated><title type='text'>Uma mulher de Claricinha...</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;b&gt;Feliz Aniversário&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarice Lispector&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A família foi pouco a pouco chegando. &lt;br /&gt;Os que vieram de Olaria estavam muito bem vestidos porque a visita significavaao mesmo tempo um passeio a Copacabana. A nora de Olaria apareceu de azul-marinho,com enfeite de paetês e um drapeado disfarçando a barriga sem cinta. Omarido não veio por razões óbvias: não queria ver os irmãos. Mas mandarasua mulher para que nem todos os laços fossem cortados — e esta vinhacom o seu melhor vestido para mostrar que não precisava de nenhum deles,acompanhada dos três filhos: duas meninas já de peito nascendo, infantilizadasem babados cor-de-rosa e anáguas engomadas, e o menino acovardado peloterno novo e pela gravata.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;Tendo Zilda — a filha com quem a aniversariante morava — disposto cadeirasunidas ao longo das paredes, como numa festa em que se vai dançar, a norade Olaria, depois de cumprimentar com cara fechada aos de casa, aboletou-senuma das cadeiras e emudeceu, a boca em bico, mantendo sua posição de ultrajada."Vim para não deixar de vir", dissera ela a Zilda, e em seguidasentara-se ofendida. As duas mocinhas de cor-de-rosa e o menino, amarelose de cabelo penteado, não sabiam bem que atitude tomar e ficaram de péao lado da mãe, impressionados com seu vestido azul-marinho e com os paetês.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;Depois veio a nora de Ipanema com dois netos e a babá. O marido viria depois.E como Zilda — a única mulher entre os seis irmãos homens e a única que,estava decidido já havia anos, tinha espaço e tempo para alojar a aniversariante— e como Zilda estava na cozinha a ultimar com a empregada os croquetese sanduíches, ficaram: a nora de Olaria empertigada com seus filhos decoração inquieto ao lado; a nora de Ipanema na fila oposta das cadeirasfingindo ocupar-se com o bebê para não encarar a concunhada de Olaria;a babá ociosa e uniformizada, com a boca aberta.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;E à cabeceira da mesa grande a aniversariante que fazia hoje oitenta enove anos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;Zilda, a dona da casa, arrumara a mesa cedo, enchera-a de guardanapos depapel colorido e copos de papelão alusivos à data, espalhara balões sungadospelo teto em alguns dos quais estava escrito "Happy Birthday!",em outros "Feliz Aniversário!" &amp;nbsp;No centro havia dispostoo enorme bolo açucarado. Para adiantar o expediente, enfeitara a mesa logodepois do almoço, encostara as cadeiras à parede, mandara os meninos brincarno vizinho para não desarrumar a mesa.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;E, para adiantar o expediente, vestira a aniversariante logo depois doalmoço. Pusera-lhe desde então a presilha em torno do pescoço e o broche,borrifara-lhe um pouco de água-de-colônia para disfarçar aquele seu cheirode guardado — sentara-a à mesa. E desde as duas horas a aniversarianteestava sentada à cabeceira da longa mesa vazia, tesa na sala silenciosa.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;De vez em quando consciente dos guardanapos coloridos. Olhando curiosaum ou outro balão estremecer aos carros que passavam. E de vez em quandoaquela angústia muda: quando acompanhava, fascinada e impotente, o vôoda mosca em torno do bolo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;Até que às quatro horas entrara a nora de Olaria e depois a de Ipanema.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;Quando a nora de Ipanema pensou que não suportaria nem um segundo maisa situação de estar sentada defronte da concunhada de Olaria — que cheiadas ofensas passadas não via um motivo para desfitar desafiadora a norade Ipanema — entraram enfim José e a família. E mal eles se beijavam,a sala começou a ficar cheia de gente que ruidosa se cumprimentava comose todos tivessem esperado embaixo o momento de, em afobação de atraso,subir os três lances de escada, falando, arrastando crianças surpreendidas,enchendo a sala — e inaugurando a festa.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;Os músculos do rosto da aniversariante não a interpretavam mais, de modoque ninguém podia saber se ela estava alegre. Estava era posta á cabeceira.Tratava-se de uma velha grande, magra, imponente e morena. Parecia oca.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt; — Oitenta e nove anos, sim senhor! disse José, filho mais velho agoraque Jonga tinha morrido. — Oitenta e nove anos, sim senhora! disse esfregandoas mãos em admiração pública e como sinal imperceptível para todos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;Todos se interromperam atentos e olharam a aniversariante de um modo maisoficial. Alguns abanaram a cabeça em admiração como a um recorde. Cadaano vencido pela aniversariante era uma vaga etapa da família toda. Simsenhor! disseram alguns sorrindo timidamente.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;— Oitenta e nove anos!, ecoou Manoel que era sócio de José. É um brotinho!,disse espirituoso e nervoso, e todos riram, menos sua esposa.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;A velha não se manifestava.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;Alguns não lhe haviam trazido presente nenhum. Outros trouxeram saboneteira,uma combinação de jérsei, um broche de fantasia, um vasinho de cactos —nada, nada que a dona da casa pudesse aproveitar para si mesma ou paraseus filhos, nada que a própria aniversariante pudesse realmente aproveitarconstituindo assim uma economia: a dona da casa guardava os presentes,amarga, irônica.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;— Oitenta e nove anos! repetiu Manoel aflito, olhando para a esposa.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;A velha não se manifestava.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;Então, como se todos tivessem tido a prova final de que não adiantava seesforçarem, com um levantar de ombros de quem estivesse junto de uma surda,continuaram a fazer a festa sozinhos, comendo os primeiros sanduíches depresunto mais como prova de animação que por apetite, brincando de quetodos estavam morrendo de fome. O ponche foi servido, Zilda suava, nenhumacunhada ajudou propriamente, a gordura quente dos croquetes dava um cheirode piquenique; e de costas para a aniversariante, que não podia comer frituras,eles riam inquietos. E Cordélia? Cordélia, a nora mais moça, sentada, sorrindo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;— Não senhor! respondeu José com falsa severidade, hoje não se fala emnegócios!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;— Está certo, está certo! recuou Manoel depressa, olhando rapidamentepara sua mulher que de longe estendia um ouvido atento.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;— Nada de negócios, gritou José, hoje é o dia da mãe!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;Na cabeceira da mesa já suja, os copos maculados, só o bolo inteiro —ela era a mãe. A aniversariante piscou os olhos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;E quando a mesa estava imunda, as mães enervadas com o barulho que os filhosfaziam, enquanto as avós se recostavam complacentes nas cadeiras, entãofecharam a inútil luz do corredor para acender a vela do bolo, uma velagrande com um papelzinho colado onde estava escrito "89". Masninguém elogiou a idéia de Zilda, e ela se perguntou angustiada se elesnão estariam pensando que fora por economia de velas — ninguém se lembrandode que ninguém havia contribuído com uma caixa de fósforos sequer paraa comida da festa que ela, Zilda, servia como uma escrava, os pés exaustose o coração revoltado. Então acenderam a vela. E então José, o líder, cantoucom muita força, entusiasmando com um olhar autoritário os mais hesitantesou surpreendidos, "vamos! todos de uma vez!" — e todos de repentecomeçaram a cantar alto como soldados. Despertada pelas vozes, Cordéliaolhou esbaforida. Como não haviam combinado, uns cantaram em portuguêse outros em inglês. Tentaram então corrigir: e os que haviam cantado eminglês passaram a português, e os que haviam cantado em português passarama cantar bem baixo em inglês.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;Enquanto cantavam, a aniversariante, à luz da vela acesa, meditava comojunto de uma lareira.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;Escolheram o bisneto menor que, debruçado no colo da mãe encorajadora,apagou a chama com um único sopro cheio de saliva! Por um instante baterampalmas à potência inesperada do menino que, espantado e exultante, olhavapara todos encantado. A dona da casa esperava com o dedo pronto no comutadordo corredor - e acendeu a lâmpada.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;— Viva mamãe!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;— Viva vovó!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;— Viva D. Anita, disse a vizinha que tinha aparecido.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;— &amp;nbsp;Happy birthday! gritaram os netos, do Colégio Bennett.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;Bateram ainda algumas palmas ralas.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;A aniversariante olhava o bolo apagado, grande e seco.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;— Parta o bolo, vovó! disse a mãe dos quatro filhos, é ela quem deve partir!assegurou incerta a todos, com ar íntimo e intrigante. E, como todos aprovassemsatisfeitos e curiosos, ela se tornou de repente impetuosa: — parta obolo, vovó!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;E de súbito a velha pegou na faca. E sem hesitação , como se hesitandoum momento ela toda caísse para a frente, deu a primeira talhada com punhode assassina.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;— Que força, segredou a nora de Ipanema, e não se sabia se estava escandalizadaou agradavelmente surpreendida. Estava um pouco horrorizada.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;— Há um ano atrás ela ainda era capaz de subir essas escadas com maisfôlego do que eu, disse Zilda amarga.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;Dada a primeira talhada, como se a primeira pá de terra tivesse sido lançada,todos se aproximaram de prato na mão, insinuando-se em fingidas acotoveladasde animação, cada um para a sua pazinha.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;Em breve as fatias eram distribuídas pelos pratinhos, num silêncio cheiode rebuliço. As crianças pequenas, com a boca escondida pela mesa e osolhos ao nível desta, acompanhavam a distribuição com muda intensidade.As passas rolavam do bolo entre farelos secos. As crianças angustiadasviam se desperdiçarem as passas, acompanhavam atentas a queda.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;E quando foram ver, não é que a aniversariante já estava devorando o seuúltimo bocado?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;E por assim dizer a festa estava terminada. Cordélia olhava ausente paratodos, sorria.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;— Já lhe disse: hoje não se fala em negócios! respondeu José radiante.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;— Está certo, está certo! recolheu-se Manoel conciliador sem olhar a esposaque não o desfitava. Está certo, tentou Manoel sorrir e uma contração passou-lherápido pelos músculos da cara.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;— Hoje é dia da mãe! disse José.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;Na cabeceira da mesa, a toalha manchada de coca-cola, o bolo desabado,ela era a mãe. A aniversariante piscou. Eles se mexiam agitados, rindo,a sua família. E ela era a mãe de todos. E se de repente não se ergueu,como um morto se levanta devagar e obriga mudez e terror aos vivos, a aniversarianteficou mais dura na cadeira, e mais alta. Ela era a mãe de todos. E comoa presilha a sufocasse, ela era a mãe de todos e, impotente à cadeira,desprezava-os. E olhava-os piscando. Todos aqueles seus filhos e netose bisnetos que não passavam de carne de seu joelho, pensou de repente comose cuspisse. Rodrigo, o neto de sete anos, era o único a ser a carne deseu coração, Rodrigo, com aquela carinha dura, viril e despenteada. CadêRodrigo? Rodrigo com olhar sonolento e intumescido naquela cabecinha ardente,confusa. Aquele seria um homem. Mas, piscando, ela olhava os outros, aaniversariante. Oh o desprezo pela vida que falhava. Como?! como tendosido tão forte pudera dar á luz aqueles seres opacos, com braços molese rostos ansiosos? Ela, a forte, que casara em hora e tempo devidos comum bom homem a quem, obediente e independente, ela respeitara; a quem respeitarae que lhe fizera filhos e lhe pagara os partos e lhe honrara os resguardos.O tronco fora bom. Mas dera aqueles azedos e infelizes frutos, sem capacidadesequer para uma boa alegria. Como pudera ela dar à luz aqueles seres risonhos,fracos, sem austeridade? O rancor roncava no seu peito vazio. Uns comunistas,era o que eram; uns comunistas. Olhou-os com sua cólera de velha. Pareciamratos se acotovelando, a sua família. Incoercível, virou a cabeça e comforça insuspeita cuspiu no chão.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;— Mamãe! gritou mortificada a dona da casa. Que é isso, mamãe! gritouela passada de vergonha, e não queria sequer olhar os outros, sabia queos desgraçados se entreolhavam vitoriosos como se coubesse a ela dar educaçãoà velha, e não faltaria muito para dizerem que ela já não dava mais banhona mãe, jamais compreenderiam o sacrifício que ela fazia. — Mamãe, queé isso! — disse baixo, angustiada. — A senhora nunca fez isso! — acrescentoualto para que todos ouvissem, queria se agregar ao espanto dos outros,quando o galo cantar pela terceira vez renegarás tua mãe. Mas seu enormevexame suavizou-se quando ela percebeu que eles abanavam a cabeça comose estivessem de acordo que a velha não passava agora de uma criança.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;— Ultimamente ela deu pra cuspir, terminou então confessando contritapara todos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;Todos olharam a aniversariante, compungidos, respeitosos, em silêncio.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;Pareciam ratos se acotovelando, a sua família. Os meninos, embora crescidos— provavelmente já além dos cinqüenta anos, que sei eu! — os meninosainda conservavam os traços bonitinhos. Mas que mulheres haviam escolhido!E que mulheres os netos — ainda mais fracos e mais azedos — haviam escolhido.Todas vaidosas e de pernas finas, com aqueles colares falsificados de mulherque na hora não agüenta a mão, aquelas mulherezinhas que casavam mal osfilhos, que não sabiam pôr uma criada em seu lugar, e todas elas com asorelhas cheias de brincos — nenhum, nenhum de ouro! A raiva a sufocava.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;— Me dá um copo de vinho! disse.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;O silêncio se fez de súbito, cada um com o copo imobilizado na mão.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;— Vovozinha, não vai lhe fazer mal? insinuou cautelosa a neta roliça ebaixinha.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;— Que vovozinha que nada! explodiu amarga a aniversariante. — Que o diabovos carregue, corja de maricas, cornos e vagabundas! me dá um copo de vinho,Dorothy! — ordenou.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;Dorothy não sabia o que fazer, olhou para todos em pedido cômico de socorro.Mas, como máscaras isentas e inapeláveis, de súbito nenhum rosto se manifestava.A festa interrompida, os sanduíches mordidos na mão, algum pedaço que estavana boca a sobrar seco, inchando tão fora de hora a bochecha. Todos tinhamficado cegos, surdos e mudos, com croquetes na mão. E olhavam impassíveis.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;Desamparada, divertida, Dorothy deu o vinho: astuciosamente apenas doisdedos no copo. Inexpressivos, preparados, todos esperaram pela tempestade.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;Mas não só a aniversariante não explodiu com a miséria de vinho que Dorothylhe dera como não mexeu no copo. Seu olhar estava fixo, silencioso. Comose nada tivesse acontecido.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;Todos se entreolharam polidos, sorrindo cegamente, abstratos como se umcachorro tivesse feito pipi na sala. Com estoicismo, recomeçaram as vozese risadas. A nora de Olaria, que tivera o seu primeiro momento uníssonocom os outros quando a tragédia vitoriosamente parecia prestes a se desencadear,teve que retornar sozinha à sua severidade, sem ao menos o apoio dos trêsfilhos que agora se misturavam traidoramente com os outros. De sua cadeirareclusa, ela analisava crítica aqueles vestidos sem nenhum modelo, semum drapeado, a mania que tinham de usar vestido preto com colar de pérolas,o que não era moda coisa nenhuma, não passava era de economia. Examinandodistante os sanduíches que quase não tinham levado manteiga. Ela não seservira de nada, de nada! Só comera uma coisa de cada, para experimentar.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;E por assim dizer, de novo a festa estava terminada. As pessoas ficaramsentadas benevolentes. Algumas com a atenção voltada para dentro de si,à espera de alguma coisa a dizer. Outras vazias e expectantes, com um sorrisoamável, o estômago cheio daquelas porcarias que não alimentavam mas tiravama fome. As crianças, já incontroláveis, gritavam cheias de vigor. Umasjá estavam de cara imunda; as outras, menores, já molhadas; a tarde calarapidamente. E Cordélia, Cordélia olhava ausente, com um sorriso estonteado,suportando sozinha o seu segredo. Que é que ela tem? alguém perguntou comuma curiosidade negligente, indicando-a de longe com a cabeça, mas tambémnão responderam. Acenderam o resto das luzes para precipitar a tranqüilidadeda noite, as crianças começavam a brigar. Mas as luzes eram mais pálidasque a tensão pálida da tarde. E o crepúsculo de Copacabana, sem ceder,no entanto se alargava cada vez mais e penetrava pelas janelas como umpeso.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;— Tenho que ir, disse perturbada uma das noras levantando-se e sacudindoos farelos da saia. Vários se ergueram sorrindo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;A aniversariante recebeu um beijo cauteloso de cada um como se sua peletão infamiliar fosse uma armadilha. E, impassível, piscando, recebeu aquelaspalavras propositadamente atropeladas que lhe diziam tentando dar um finalarranco de efusão ao que não era mais senão passado: a noite já viera quasetotalmente. A luz da sala parecia então mais amarela e mais rica, as pessoasenvelhecidas. As crianças já estavam histéricas.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;— Será que ela pensa que o bolo substitui o jantar, indagava-se a velhanas suas profundezas.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;Mas ninguém poderia adivinhar o que ela pensava. E para aqueles que juntoda porta ainda a olharam uma vez, a aniversariante era apenas o que pareciaser: sentada à cabeceira da mesa imunda, com a mão fechada sobre a toalhacomo encerrando um cetro, e com aquela mudez que era a sua última palavra.Com um punho fechado sobre a mesa, nunca mais ela seria apenas o que elapensasse. Sua aparência afinal a ultrapassara e, superando-a, se agigantavaserena. Cordélia olhou-a espantada. O punho mudo e severo sobre a mesadizia para a infeliz nora que sem remédio amava talvez pela última vez:É preciso que se saiba. É preciso que se saiba. Que a vida é curta. Quea vida é curta.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;Porém nenhuma vez mais repetiu. Porque a verdade era um relance. Cordéliaolhou-a estarrecida. E, para nunca mais, nenhuma vez repetiu — enquantoRodrigo, o neto da aniversariante, puxava a mão daquela mãe culpada, perplexae desesperada que mais uma vez olhou para trás implorando à velhice aindaum sinal de que uma mulher deve, num ímpeto dilacerante, enfim agarrara sua derradeira chance e viver. Mais uma vez Cordélia quis olhar.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;Mas a esse novo olhar — a aniversariante era uma velha à cabeceira damesa.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;Passara o relance. E arrastada pela mão paciente e insistente de Rodrigoa nora seguiu-o espantada.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;— Nem todos têm o privilégio e o orgulho de se reunirem em torno da mãe,pigarreou José lembrando-se de que Jonga é quem fazia os discursos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;— Da mãe, vírgula! riu baixo a sobrinha, e a prima mais lenta riu semachar graça.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;— Nós temos, disse Manoel acabrunhado sem mais olhar para a esposa. Nóstemos esse grande privilégio disse distraído enxugando a palma úmida dasmãos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;Mas não era nada disso, apenas o mal-estar da despedida, nunca se sabendoao certo o que dizer, José esperando de si mesmo com perseverança e confiançaa próxima frase do discurso. Que não vinha. Que não vinha. Que não vinha.Os outros aguardavam. Como Jonga fazia falta nessas horas — José enxugoua testa com o, lenço — como Jonga fazia falta nessas horas! Também forao único a quem a velha sempre aprovara e respeitara, e isso dera a Jongatanta segurança. E quando ele morrera, a velha nunca mais falara nele,pondo um muro entre sua morte e os outros. Esquecera-o talvez. Mas nãoesquecera aquele mesmo olhar firme e direto com que desde sempre olharaos outros filhos, fazendo-os sempre desviar os olhos. Amor de mãe era durode suportar: José enxugou a testa, heróico, risonho.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;E de repente veio a frase:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;— Até o ano que vem! disse José subitamente com malícia, encontrando,assim, sem mais nem menos, a frase certa: uma indireta feliz! Até o anoque vem, hein?, repetiu com receio de não ser compreendido.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;Olhou-a, orgulhoso da artimanha da velha que espertamente sempre viviamais um ano.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;— No ano que vem nos veremos diante do bolo aceso! esclareceu melhor ofilho Manoel, aperfeiçoando o espírito do sócio. Até o ano que vem, mamãe!e diante do bolo aceso! disse ele bem explicado, perto de seu ouvido, enquantoolhava obsequiador para José. E a velha de súbito cacarejou um riso frouxo,compreendendo a alusão.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;Então ela abriu a boca e disse:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;— Pois é.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;Estimulado pela coisa ter dado tão inesperadamente certo, José gritou-lheemocionado, grato, com os olhos úmidos:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;— No ano que vem nos veremos, mamãe!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;— Não sou surda! disse a aniversariante rude, acarinhada.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;Os filhos se olharam rindo, vexados, felizes. A coisa tinha dado certo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;As crianças foram saindo alegres, com o apetite estragado. A nora de Olariadeu um cascudo de vingança no filho alegre demais e já sem gravata. Asescadas eram difíceis, escuras, incrível insistir em morar num prediozinhoque seria fatalmente demolido mais dia menos dia, e na ação de despejoZilda ainda ia dar trabalho e querer empurrar a velha para as noras —pisado o último degrau, com alívio os convidados se encontraram na tranqüilidadefresca da rua. Era noite, sim. Com o seu primeiro arrepio.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;Adeus, até outro dia, precisamos nos ver. Apareçam, disseram rapidamente.Alguns conseguiram olhar nos olhos dos outros com uma cordialidade semreceio. Alguns abotoavam os casacos das crianças, olhando o céu à procurade um sinal do tempo. Todos sentindo obscuramente que na despedida se poderiatalvez, agora sem perigo de compromisso, ser bom e dizer aquela palavraa mais — que palavra? eles não sabiam propriamente, e olhavam-se sorrindo,mudos. Era um instante que pedia para ser vivo. Mas que era morto. Começarama se separar, andando meio de costas, sem saber como se desligar dos parentessem brusquidão.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;— Até o ano que vem! repetiu José a indireta feliz, acenando a mão comvigor efusivo, os cabelos ralos e brancos esvoaçavam. Ele estava era gordo,pensaram, precisava tomar cuidado com o coração. Até o ano que vem! gritouJosé eloqüente e grande, e sua altura parecia desmoronável. Mas as pessoasjá afastadas não sabiam se deviam rir alto para ele ouvir ou se bastariasorrir mesmo no escuro. Além de alguns pensarem que felizmente havia maisdo que uma brincadeira na indireta e que só no próximo ano seriam obrigadosa se encontrar diante do bolo aceso; enquanto que outros, já mais no escuroda rua, pensavam se a velha resistiria mais um ano ao nervoso e à impaciênciade Zilda, mas eles sinceramente nada podiam fazer a respeito: "Pelomenos noventa anos", pensou melancólica a nora de Ipanema. "Paracompletar uma data bonita", pensou sonhadora.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Enquanto isso, lá em cima, sobre escadase contingências, estava a aniversariante sentada à cabeceira da mesa, erecta,definitiva, maior do que ela mesma. &lt;br /&gt;Será que hoje não vai ter jantar, meditava ela. &lt;br /&gt;A morte era o seu mistério.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;Texto extraído do livro "Laços de Família", Editora Rocco - Riode Janeiro, 1998, pág. 54.&lt;br /&gt;Clarice Lispector: tudo sobre a autora e sua obra em "Biografias".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12852748-8213076251236686199?l=setimaarteealgomais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/feeds/8213076251236686199/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12852748&amp;postID=8213076251236686199&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/8213076251236686199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/8213076251236686199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/2011/11/uma-mulher-de-claricinha.html' title='Uma mulher de Claricinha...'/><author><name>Vinícius Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12044401839957395821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-1A8-F1RS3M4/T0BjtteZjtI/AAAAAAAAA3Q/jOVNVgUwg_E/s220/Img0076.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748.post-6543313315727796298</id><published>2011-11-25T22:34:00.001-03:00</published><updated>2011-11-25T23:10:34.354-03:00</updated><title type='text'>O triunfo dos "pés livres"</title><content type='html'>&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-VWYuoX2adpw/TtBIqDKckHI/AAAAAAAAAzE/-4yJne0E4fU/s1600/gal_footloose_15.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="188" src="http://2.bp.blogspot.com/-VWYuoX2adpw/TtBIqDKckHI/AAAAAAAAAzE/-4yJne0E4fU/s320/gal_footloose_15.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;O triunfo dos "pés livres"&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;Só há uma certeza em &lt;b&gt;Footloose (idem, 1984)&lt;/b&gt;: a dança liberta. É, sem perceber, com esse horizonte que o personagem de Kevin Bacon transforma uma cidade sitiada pela opressão e pelo medo. Mas não é qualquer medo. Trata-se do medo da sobra de uma tragédia. Cidade pequena, a comunidade ainda sofre a perda de jovens num acidente, cinco anos antes, depois de um baile onde estavam todos bêbados. A associação é simples, dança e bebida, igual a morte. Assim, faz sentido que o reverendo (representação de sabedoria do lugar, mas também da tirania da igreja), pai de um dos jovens falecidos, tenha conseguido aprovar Lei que proíbe o rock'n roll e a dança. Acontece que neste filme aparentemente tolo, com muito mais a dizer do que se pode pensar num olhar inicial, tudo que é oprimido parece conseguir um escape pelas beiradas: o toca-fitas sobre um carro, as poesias e os textos proibidos escritos à mão, o linguajar lascivo da filha do reverendo, o atrevimento da moça ao desafiar a morte em frente a um trem. Ao jovem rebelde, que retornou da cidade grande, cabe a função de relembrar àquela gente que a vida continua, a despeito das dores que carregamos, e que se a igreja pode proibir a dança porque "ela corrompe o espírito e o corpo", é na Bíblia que ele encontrará as palavras de libertação:&amp;nbsp;&lt;i&gt;"Louvai ao Senhor com uma nova canção; louvai ao Senhor com danças"&lt;/i&gt; - Salmo 149.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12852748-6543313315727796298?l=setimaarteealgomais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/feeds/6543313315727796298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12852748&amp;postID=6543313315727796298&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/6543313315727796298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/6543313315727796298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/2011/11/o-triunfo-dos-pes-livres.html' title='O triunfo dos &quot;pés livres&quot;'/><author><name>Vinícius Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12044401839957395821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-1A8-F1RS3M4/T0BjtteZjtI/AAAAAAAAA3Q/jOVNVgUwg_E/s220/Img0076.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-VWYuoX2adpw/TtBIqDKckHI/AAAAAAAAAzE/-4yJne0E4fU/s72-c/gal_footloose_15.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748.post-6889507744822188530</id><published>2011-11-19T12:41:00.001-03:00</published><updated>2011-11-20T14:50:09.873-03:00</updated><title type='text'>Monstros, Almodóvar e picadeiro</title><content type='html'>&lt;b&gt;Conservadorismo crepuscular&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Pouco provável que eu assista ao novo filme da &lt;b&gt;Saga Crepúsculo&lt;/b&gt;, mas, conversando aqui e acolá, me parece haver algumas reflexões sobre certas miudezas que permeiam o filme, para além das questões de mercado - que melhoraram a série tecnicamente, mas a deixaram sem vida, sem graça.&amp;nbsp;É preciso pensar no que este sucesso tem proposto para essa meninada: vê-se aí machismo, patriarcalismo, mulheres frágeis, submissas; rapazes protetores, provedores, autoritários, controladores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pablo Villaça, com seu jeito arrogante, exacerbou a coisa, mas com algum sentido dissecou brevemente os problemas éticos/morais/sociais (Bella é claramente maníaco depressiva com compulsão por morte, Edward é um violentador de mulheres e - nessa eu ri - Jacob é um pedófilo em potencial) que embebem a trama de Stephenie Meyer (&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=WWtQUeAKgxk"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=WWtQUeAKgxk&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro que deu uma exagerada no olhar, mas fez uma ótima análise sobre as mazelas da série foi Marcelo Hessel do &lt;a href="http://omelete.uol.com.br/amanhecer-saga-crepusculo/cinema/saga-crepusculo-amanhecer-parte-1-critica/"&gt;Omelete&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;&lt;www.omelete.com.br&gt;Quem não faz a mínima ideia do que está dizendo é, novamente, Maurício Saldanha, do Cabine Celular, ainda sobre o filme &lt;i&gt;Eclipse&lt;/i&gt; (&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=STiOAOahVuQ&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=STiOAOahVuQ&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;)&lt;/www.omelete.com.br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Almodóvar: o terror&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-DcNqGoTGkJ0/Tsh2ryqxwjI/AAAAAAAAAy8/vAw38pk1OxI/s1600/a-pele-que-habito-690x225.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="130" src="http://4.bp.blogspot.com/-DcNqGoTGkJ0/Tsh2ryqxwjI/AAAAAAAAAy8/vAw38pk1OxI/s400/a-pele-que-habito-690x225.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Sempre tive uma relação de amor e desagrado com Almodóvar. Algo constante e que ia e vinha dentro de cada um de seus filmes. Sempre o vi melhor diretor que Woody Allen (essa comparação pra mim é tão natural! Pra vocês, não?), mas sempre achei os filmes do americano mais atraentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Almodóvar me ganhou hoje com &lt;b&gt;A Pele que Habito (La Piel que Habito, 2011)&lt;/b&gt;. Neste terror puro, sem gritos nem sustos, o diretor espanhol vai atrás da construção do medo através da ideia, da sugestão de terror.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque, no frigir dos ovos, não temos medo do Jason, ou do Freddy: temos medo da morte e a morte não tem forma. Contudo, ela pode ganhar símbolos: a navalha, por exemplo (numa das cenas mais tensas do filme).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tem a questão da identidade, da pele que se habita que, na visão do médico (Antonio Banderas, crudelíssimo), é o que nos define realmente mais do que está habitando a pele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como um Frankenstein moderno, Almodóvar deve ter retalhado seu filme de referências, além do monstro de Mary Shelley. Mas eu acho que sei pouco de cinema para reconhecê-las. Sei que eis aí um filme fantástico e apavorante!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O picadeiro para a menina&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-S1TLWlXmZeE/Tsh1fwzmUgI/AAAAAAAAAyc/HnvccfK7RxA/s1600/o+palha%25C3%25A7o.bmp" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="131" src="http://2.bp.blogspot.com/-S1TLWlXmZeE/Tsh1fwzmUgI/AAAAAAAAAyc/HnvccfK7RxA/s200/o+palha%25C3%25A7o.bmp" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Sim, trata-se, &lt;b&gt;O Palhaço (2011)&lt;/b&gt;, da melancolia do artista Pangaré (Selton Melo) que, como o ator, sofre de uma crise criativa existencial e sai de cena. Mas é para a menininha loira que o filme e o circo se dedicam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A meu ver (acho que todo crítico/comentador de cinema deveria começar com essa frase), o plano em que paga-se o olhar brilhante da menininha, debaixo da arquibancada, a visar a dançarina coma a espada, belíssima, grand finalle da apresentação; e o plano-sequência final, seguindo a menininha pelo acampamento dos artistas do circo, sintetizam bem o que &lt;b&gt;O Palhaço&lt;/b&gt; quer, no final das contas: o filme pode até contar uma história de tristeza e incerteza de um homem que precisa se redescobrir no seu ofício, mas é para aquela menininha que o picadeiro se dedica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque o picadeiro é a magia bela da cena em que a bailarina dança e é o ar de brincadeira infantil da menina correndo pelo acampamento.&amp;nbsp;A "esperança" na porta do picadeiro é a esperança de continuidade daquele sonho/ofício, é a esperança de melhoria, de resolução das pendências. E tudo fica melhor quado a estrela tem seu ventilador...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cinema de Selton Melo, neste filme, se dedica, por outro lado, a atores esquecidos: Paulo José - superando sua doença nítida na sua fala torpe; Jorge Loredo (o Zé Bonitinho) e Moacyr Franco, que tem, fácil, a cena mais engraçada do filme. (A propósito, uma história dentro da história, muito bem contada).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, assim me pareceu. E se não foi, valeu pela emoção que me causou o final, lindo, repleto de contentamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-8Wk5yrsMbZc/Tsh1v_0p50I/AAAAAAAAAyk/lr_haZK8Uzs/s1600/vampyr3.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="142" src="http://3.bp.blogspot.com/-8Wk5yrsMbZc/Tsh1v_0p50I/AAAAAAAAAyk/lr_haZK8Uzs/s200/vampyr3.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;b&gt;Outros Vampiros&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Vampiros à moda antiga: vi &lt;b&gt;O Vampiro (Vampyr, 1932)&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Nosferatu - sinfonia do horror (Nosferatu, 1922)&lt;/b&gt;. Ambos, inspirados na obra de Bram Stocker, fazem esse pessoal de diamante comer poeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas talvez o Pablo Villaça tenha razão: Edward não é um vampiro, é uma fada (sem pejorativismo).&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12852748-6889507744822188530?l=setimaarteealgomais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/feeds/6889507744822188530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12852748&amp;postID=6889507744822188530&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/6889507744822188530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/6889507744822188530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/2011/11/monstros-almodovar-e-picadeiro.html' title='Monstros, Almodóvar e picadeiro'/><author><name>Vinícius Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12044401839957395821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-1A8-F1RS3M4/T0BjtteZjtI/AAAAAAAAA3Q/jOVNVgUwg_E/s220/Img0076.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-DcNqGoTGkJ0/Tsh2ryqxwjI/AAAAAAAAAy8/vAw38pk1OxI/s72-c/a-pele-que-habito-690x225.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748.post-7974549985328538230</id><published>2011-11-08T23:57:00.002-03:00</published><updated>2011-11-13T13:26:33.345-03:00</updated><title type='text'>Revisitar é preciso: Munique, Steven Spielberg</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-a_N8PDP4FqM/Tr_thYuwp5I/AAAAAAAAAyQ/e7NHEupxhrI/s1600/Munique.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="135" src="http://1.bp.blogspot.com/-a_N8PDP4FqM/Tr_thYuwp5I/AAAAAAAAAyQ/e7NHEupxhrI/s320/Munique.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Quando assisti a &lt;b&gt;Munique (Munich, 2005)&lt;/b&gt; no ano de lançamento, achei ali o melhor filme de Steven Spielberg. Revi nessa semana e ratifiquei a impressão a ponto de querer vê-lo novamente em breve.&amp;nbsp;Parte disso, entretanto, se deve não só ao filme em si, mas a um repensar meu sobre as posições do diretor, que confronta seu conservadorismo mantenedor de boa parte de sua carreira e faz, neste filme sobre o Massacre de Munique, na Olimpíada de 1972, sua peça mais madura, mais sombria, mais sóbria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Munique&lt;/b&gt;&amp;nbsp;é o primeiro trabalho em que Spielberg se desvincula de seu discurso pró Israel e América para desnudar, pelo menos um pouco, os malefícios de governos que ultrapassam suas convicções (religiosas, inclusive) e destroem cidadãos para torná-los assassinos de homens e mulheres do "lado de lá" da fronteira - ideológica.&amp;nbsp;Mesmo com uma sequência rápida em que o filme meio que inocenta a CIA e o governo americano de conhecerem previamente os planos do Setembro Negro, o diretor faz aqui sua cutucada mais forte nas próprias feridas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário de &lt;i&gt;O Resgate do Soldado Ryan&lt;/i&gt;, por exemplo, em que o certo e o errado, o bem e o mal estavam inexoravelmente demarcados (a cena dos soldados americanos libertando um soldado alemão, seguida deste mesmo alemão matando um de seus inimigos que o havia libertado),&amp;nbsp;não há, de forma clara, mocinhos e bandidos neste filme. O diálogo entre Avener (Eric Bana) e um militante palestino sobre a criação do Estado Palestino é o momento chave dessa quebra de paradigma. Em seguida, todas as questões que Avner começa a se propor sobre os meios e os fins do governo de Golda Meir também colocam Israel e a política judaico-americana sobre os palestinos em xeque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, a família...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chama a atenção a posição em que está colocada a família - ainda um valor absoluto para o diretor que reconhece, em dado instante, que "o lar [a família] é o que importa. Mas custa caro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em dado instante, quando Avner está a ser convocado pela Primeira Ministra israelita para virar o assassino que o estado judeu precisa, ele diz que ela quer a presença do filho de um heroi por perto. Golda, afiada, retruca: "não, você não se parece com seu pai. É com sua mãe que você tem semelhança".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas de que mãe estamos tratando? Se não da mãe biológica - que fugiu da Alemanha para sobreviver - certamente da mãe-pátria, por quem se deve fazer tudo que for necessário, inclusive deixar de ser para ser um vulto e cumprir o dever à risca e a contento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avner é o pai faltando em &lt;i&gt;E.T.&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;O Império do Sol &lt;/i&gt;enquanto&amp;nbsp;Israel é a hipérbole do que rasga a família - na pele de um tubarão, na carcaça de uma espaçonave (Contato Imediato do Primeiro Grau), no imaginário mal resolvido da infância (&lt;i&gt;Hook - a volta do Capitão Gancho&lt;/i&gt;) ou no divórcio dos pais (&lt;i&gt;Prenda-me se for capaz!&lt;/i&gt;). Mas a família, o lar, que pode ser em qualquer lugar em que a gente se sinta em casa, esse é o porto seguro para onde se quer voltar sempre, é a Krakovia, de Viktor Navoski (O Terminal).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o jardim no quintal de Avner.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12852748-7974549985328538230?l=setimaarteealgomais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/feeds/7974549985328538230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12852748&amp;postID=7974549985328538230&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/7974549985328538230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/7974549985328538230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/2011/11/revisitar-e-preciso-munique-steven.html' title='Revisitar é preciso: Munique, Steven Spielberg'/><author><name>Vinícius Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12044401839957395821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-1A8-F1RS3M4/T0BjtteZjtI/AAAAAAAAA3Q/jOVNVgUwg_E/s220/Img0076.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-a_N8PDP4FqM/Tr_thYuwp5I/AAAAAAAAAyQ/e7NHEupxhrI/s72-c/Munique.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748.post-3451374674958697292</id><published>2011-11-06T16:36:00.001-03:00</published><updated>2011-11-06T21:17:08.988-03:00</updated><title type='text'>Cinema aos pedaços, ou "pedaços do passado revisitados"</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Aviso aos navegantes: o post está enorme!&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;* * *&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-o-DpT1R_Sqg/TrbAoIspgXI/AAAAAAAAAyA/NnGmWxKKC0Y/s1600/Cinesaoluiz.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="204" src="http://1.bp.blogspot.com/-o-DpT1R_Sqg/TrbAoIspgXI/AAAAAAAAAyA/NnGmWxKKC0Y/s320/Cinesaoluiz.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-zd8aNO53eLg/TrbAyBkslrI/AAAAAAAAAyI/vpUnrWVBT90/s1600/328088_302927096390471_100000195494804_1383116_683728270_o.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="250" src="http://2.bp.blogspot.com/-zd8aNO53eLg/TrbAyBkslrI/AAAAAAAAAyI/vpUnrWVBT90/s320/328088_302927096390471_100000195494804_1383116_683728270_o.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Essas duas fotos são (de um passado mais longe do que o meu) do &lt;b&gt;Cine São Luiz&lt;/b&gt; e do falecido &lt;b&gt;Cine Diogo&lt;/b&gt;. Tentei encontrar do &lt;b&gt;Cine Fortaleza&lt;/b&gt;, mas não tive sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cresci, no final dos anos '80 e início dos '90, indo a esses cinemas e foi aí, sem perceber, que minha paixão pela sétima arte nasceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cine São Luiz, inaugurado em 1959 e localizado na Praça do Ferreira, em Fortaleza, recentemente, foi comprado pelo Governo do Estado do Ceará, salvo engando está em processo de tombamento e espero que façam bom uso dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Qualquer uso será melhor do que torná-lo um igreja evangélica, ou qualquer outra que o valesse, como quase aconteceu).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi uma penca de coisas nesses três cinemas e lembro do cheiro das salas, que misturava o ar frio com o aroma das pipocas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No São Luiz, lembro de &lt;i&gt;Superman 4, Batman, De Volta Para o Futuro III, True Lies, Homem-aranha, Senhor dos Anéis - as Duas Torres, Matrix - reloaded&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o Cine Diogo, inaugurado em 1940, não existe mais desde 1997. Hoje, é um shopping modesto de mesmo nome. Nele, lembro que o último filme a que assisti foi &lt;i&gt;Highlander III&lt;/i&gt;, pelos idos de 1994.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesma coisa vale para o Cine Fortaleza, fechado em 1999, onde vi &lt;i&gt;De Volta Para o Futuro II, Rei Leão&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Fievel - Um Conto Americano, Todos os Cães Merecem o Céu&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um desses, vi ainda &lt;b&gt;Um Tira da Pesada III (1994),&lt;/b&gt;&amp;nbsp;do John Landis. Por sinal, revi, nesta semana, os três filmes em que Eddie Murphy faz o hilário Axl Foley.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terceiro me pareceu bem fraco, em especial diante da dinâmica investigativa do segundo e da leveza do primeiro. Mas valeu revê-los. (Pretendo fazer isso com a trilogia de Rambo e com &lt;i&gt;Um Príncipe em Nova York, &lt;/i&gt;também do Landis).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revi, também, o fantástico &lt;b&gt;O Garoto (1921)&lt;/b&gt;, de Charles Chaplin e finalmente dei uma chance a &lt;b&gt;Sonhos Roubados (2010)&lt;/b&gt;, da Sandra Werneck, que tava aqui no HD do computador ocupando espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filminho besta! Poderia ter sido mais do mesmo mas é só um mais do mesmo ruim, com um trio de atrizes fraquíssimo e uma trama sem saber muito pra onde ir. Pior, talvez até saiba pra onde ir, o problema é que todos já lá estiveram (&lt;i&gt;Cidade de Deus, Última Parada 174, Cidade dos Homens&lt;/i&gt; e mais uma pá de filmes anteriores a esses) e assim esse filme sobre três garotas no cenário de degradação social não tem nada de novo a dizer, seja no discurso, seja nas formas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que diz muito é obviedades: precisava, a todo instante, as meninas explicarem minuciosamente cada minuto do passado delas? Todo mundo tava calejado de saber da falta dos pais e da família, dos abusos sofridos, da miséria, da falta de perspectiva de mundo. Enfim, só um filme a mais, sem nada mais a dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem diferente, assisti ao&amp;nbsp;&lt;b&gt;De Olhos Bem Fechados (1999)&lt;/b&gt;, do Kubrick. Esse me pareceu estranho, em certa medida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em dado momento, meio que como o personagem de Tom Cruise, não tinha muita certeza do que estava acontecendo. Mas o saldo do filme é positivíssimo e eu adoro a cena das máscaras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como havia dito, também revisitei &lt;b&gt;Robocop - o policial do futuro (1987)&lt;/b&gt;. No caso deste, realmente me saltaram aos olhos a forma como Paul Verhoeven lida com o neo liberalismo e as privatizações. A forma como o estado (polícia), o capital (empresa privada) e a violência urbana estão emaranhados um no outro sem remedições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu continuo com a impressão de que Paul Verhoeven, por mais que sempre diga, e saiba como dizer, alguma coisa de relevante nos seus filmes, não consegue me entregar algo de fôlego contínuo. Tanto aqui no &lt;b&gt;Robocop&lt;/b&gt; quanto lá no &lt;i&gt;Tropas Estelares&lt;/i&gt;, me parece que seriam filmes bem melhores se se desdobrassem mais sobre suas reflexões e oferecessem menos de suas tramas de foregroud, no geral, sem grandes temperos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas foram os pedaços que me chamaram mais atenção nessa semana que passou: pedaços de filmes que vira e revi agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo: pedaços de &lt;b&gt;Minority Report - a Nova Lei (2003)&lt;/b&gt;, do Spielberg, mostraram uma iluminação entre o claro estourado e um escuro expressionista que me deram vontade de rever o filme todo de novo; pedaços de &lt;b&gt;O Resgate do Soldado Ryan (Spielberg, 1997)&lt;/b&gt; fortaleceram minha impressão de que o diretor pode até votar nos Democratas (não sei ao certo), mas sua retórica é conservadora, reacionária, com "bem" e o "mal" bem definidos como América/sociedade judáico-cristã e todo o resto que não isso (bem diferente, no mesmo ano, de &lt;i&gt;Além da Linha Vermelha&lt;/i&gt;, do Terrence Malick, por exemplo); pedaços poucos de &lt;b&gt;Guerra ao Terror (2009)&lt;/b&gt;, de Kathryn Bigelow, um dos filmes mais tensos que vi nos últimos anos. A cena do soldado no meio das bombas é qualquer coisa de tirar o fôlego!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pedaços de &lt;b&gt;Crash - no Limite&lt;/b&gt;, do Paul Haggis, se não me engano de 2005. Esse me desapontou muito. Chorei na primeira vez que vi este filme (e na segunda, também, eu acho). Agora, me senti apenas enganado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme te emociona com aquela música em tons árabes ou sei lá o quê, muito bonitos, e melosos, e tocantes; te fisga com a cena do tiro na menininha, mas pra quê? Só para que você não perceba que o filme tem posturas absolutamente racistas, discriminadoras e, o que é pior, disfarçadas de "vejam, nem tudo é 'preto', nem tudo é 'branco'. No final somos só humanos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Típico caso de pelego que reforça o discurso conservador.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12852748-3451374674958697292?l=setimaarteealgomais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/feeds/3451374674958697292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12852748&amp;postID=3451374674958697292&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/3451374674958697292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/3451374674958697292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/2011/11/cinema-aos-pedacos-ou-pedacos-do.html' title='Cinema aos pedaços, ou &quot;pedaços do passado revisitados&quot;'/><author><name>Vinícius Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12044401839957395821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-1A8-F1RS3M4/T0BjtteZjtI/AAAAAAAAA3Q/jOVNVgUwg_E/s220/Img0076.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-o-DpT1R_Sqg/TrbAoIspgXI/AAAAAAAAAyA/NnGmWxKKC0Y/s72-c/Cinesaoluiz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748.post-4735448606979049029</id><published>2011-10-29T12:12:00.000-03:00</published><updated>2011-10-29T22:35:45.296-03:00</updated><title type='text'>Gigante como nunca antes na história desse país</title><content type='html'>Faz dias que não posto aqui. A bem da verdade, mal tenho ligado o computador desde quinta-feira passada, quando me acidentei e quebrei o braço direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a primeira fratura depois de 15 anos e a 84ª (ou 87ª, segundo minha mãe) nos 29 anos de vida. Vou sobreviver. Estou até melhor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Triste foi o acidente, que envolveu também uma pancada forte na cabeça por conta de uma fenda no piso do Parque Dona Lindu, ter ocorrido ao final da noite quando minha mãe e eu assistíramos ao show de gravação do dvd do Quinteto Violado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-RUyNxACcK8A/TqwXjba642I/AAAAAAAAAx4/zurQLboxb-M/s1600/ewerton-e-lula-em-2006.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://2.bp.blogspot.com/-RUyNxACcK8A/TqwXjba642I/AAAAAAAAAx4/zurQLboxb-M/s320/ewerton-e-lula-em-2006.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A propósito de Dona Lindu, hoje fui pego pelo pé com a manchete no portal da Folha de São Paulo: "Ex-presidente Lula está com câncer...". Simplesmente não consigo conceber o Lula com câncer ou, pior, morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cresci criado em meio a um universo de politização. Minha mãe era militante fundadora do PSB (hoje essa patuscada política que tem como um dos líderes Ciro e Cid Gomes e o playboy Eduardo Campos) e sempre esteve ligada aos movimentos políticos e sociais. Assim tínhamos uma ligação forte com o PT e com Lula, desde dantes '89.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cresci falando e fazendo política. E cresci petista até minha filiação em 2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas mais que petista, sou lulista com orgulho: orgulho de ter visto, com um contragosto aqui ou acolá, esse nordestino reduzir a pobreza, a desigualdade; ter visto-o elevar nosso país a status nunca antes vistos na história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, ano passado, Ricardo Noblat teve a infelicidade de escrever um texto cujo título era: "Popular sim, grande não". Dizia que Lula era pop, mas grande mesmo tivera sido JK, Tancredo, Vargas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses senhores foram grandes. Lula é o maior. Torço muito pela recuperação desse gigante, meu companheiro e presidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só ontem assisti a &lt;b&gt;Poltergeist (1982)&lt;/b&gt;. Ok, anos '80, mas já havia &lt;i&gt;O Exorcista&lt;/i&gt; nos início dos anos '70, assim, é quase imperdoável que esse "clássico" do terror seja tão fraco. E bota fraco nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a menininha loirinha tem de ter umas aulas de como ser assustadora com a Samara!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom mesmo é a programação de hoje do MAX que, desde o meio-dia, está exibindo uma série de animações japonesas. A partir das 16:30 vai ter três filmes de Hayao Miyazaki.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;[ATUALIZADO]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é patético o comportamento dos estudantes, absolutamente desorientados dos fatos, nessa confusão que foi o vazamento de questões do ENEM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o MEC e o Inep (bem como o ENEM) mereçam severas melhorias, eu posso até acatar. Mas atribuir ao Ministério a culpa pelo vazamento quando um professor, como supostamente&amp;nbsp;foi divulgado por aluno da própria escola, copiou e veiculou as questões, acobertado pela instituição privada de Fortaleza, aí é querer demais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou é má vontade (o que não me surpreenderia dada a nossa classe média), ou é desconhecimento dos fatos, seja por serem enganados pela escola e pela mídia, através de uma pensata de oposição que quer derrubar o ENEM (possível); seja por pura burrice (provável e eis a minha aposta).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12852748-4735448606979049029?l=setimaarteealgomais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/feeds/4735448606979049029/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12852748&amp;postID=4735448606979049029&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/4735448606979049029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/4735448606979049029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/2011/10/gigante-como-nunca-antes-na-historia.html' title='Gigante como nunca antes na história desse país'/><author><name>Vinícius Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12044401839957395821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-1A8-F1RS3M4/T0BjtteZjtI/AAAAAAAAA3Q/jOVNVgUwg_E/s220/Img0076.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-RUyNxACcK8A/TqwXjba642I/AAAAAAAAAx4/zurQLboxb-M/s72-c/ewerton-e-lula-em-2006.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748.post-7713452119629483726</id><published>2011-10-17T17:42:00.002-03:00</published><updated>2011-10-18T07:52:43.115-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Com algum lag, lamento também a morte de Leon Cakoff, crítico e cineasta importante que pereceu ante um câncer no último dia 14. Dentre livros, alguns filmes e o trabalho como crítico, Cakoff era também idealizador e responsável pela Mostra Internacional de Cinema de São Paulo - que, aliás, se inicia, em sua 35ª edição nesta semana, se eu não estiver mal informado. É uma pena, mas deixo que melhor falem dele esses dois senhores, &lt;a href="http://cinema.uol.com.br/ultnot/2011/10/14/heroi-da-cinefilia-leon-cakoff-foi-ate-personagem-de-fellini-em-ginger-e-fred.jhtm"&gt;Sérgio Alpendre&lt;/a&gt;&amp;nbsp;e &lt;a href="http://inacio-a.blogosfera.uol.com.br/2011/10/15/o-sublime-e-o-atroz/"&gt;Inácio Araújo&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos depois, assisti a &lt;b&gt;Los Angeles: Cidade Proibida (1997)&lt;/b&gt;. Filme policial dos anos '90 passado na L.A. dos anos '50, com gangsters, uma polícia (corrupta e espetacular) em formação, mulheres belíssimas e Hollywood.&amp;nbsp;Dá uma boa receita, a junção desses ingredientes, tanto que o filme levou Oscar de Melhor Roteiro Adaptado, em 1998.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mesmo cenário, mas bem superior, está &lt;b&gt;Dália Negra (2003)&lt;/b&gt;, &lt;i&gt;film noir&lt;/i&gt; de Brian De Palma, revisitado nesta semana com muito gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqui cabe observar a injustiça que a Hollywood dos dois trabalhos é capaz de produzir: o filme de Curtis Hanson foi um golpe de sorte deste diretor simplório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Linear, sem grandes equívocos, mas longe de ser um trabalho digno de ficar para a posteridade. Ao contrário, o filme de De Palma (que, diga-se, nunca foi sequer indicado a Oscar, embora tenha tido filmes seus concorrendo em categorias diversas - &lt;i&gt;Os Intocáveis&lt;/i&gt; me vem à memória como tendo disputado 4 ou 5 estatuetas e ganho de Melhor Ator Coadjuvante, para Sean Connery) não só é uma história interessantíssima como uma aula de cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O plano em que De Palma, em uma sequência, une as três tramas que norteiam o protagonista é talvez o ponto imagético mais alto do filme - que está sempre por cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é isso, a Academia e Hollywood por vezes preferem diretores menores vide Sam Mendes, Danny Boyle e o Curtis Hanson. De Palma, todavia, fica de fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro cara que fica de fora, pra não esquecer, é Paul Verhoeven, de quem revi pedaços de &lt;b&gt;RoboCop - o policial do futuro (1987)&lt;/b&gt;. Como revi com novos olhos &lt;i&gt;Tropas Estelares&lt;/i&gt;, parei alguns minutos para assisitir a esse violentíssimo clássico oitentista. Não vi todo, mas o filme tem mais a dizer do que antes eu cria. Voltarei a ele em breve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia da criança, me dei algo de presente, já que ninguém mais me presenteia com nada depois dos 25. &lt;b&gt;Acossado&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Demônio das Onze Horas&lt;/b&gt;, ambos de Jean-Luc Godard, que não vi ainda. Ganhei de mim ainda Truffaut/Hitchcock, livro luxuoso e enorme em que o diretor (da Nouvelle Vague) e crítico (da Cahiers du Cinema) francês vai a fundo com o diretor inglês do suspense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá na empresa, na última sexta-feira, casei trabalho com diversão: incubiram-me de escrever uma coluna semanal (às sextas) indicando filmes para o final de semana em DVD, na TV ou no Cinema, é claro. A primeira, segundo um colega informou hoje, por telefone, foi um sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já deu mais comentários lá que aqui no blog...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12852748-7713452119629483726?l=setimaarteealgomais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/feeds/7713452119629483726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12852748&amp;postID=7713452119629483726&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/7713452119629483726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/7713452119629483726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/2011/10/com-algum-lag-lamento-tambem-morte-de.html' title=''/><author><name>Vinícius Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12044401839957395821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-1A8-F1RS3M4/T0BjtteZjtI/AAAAAAAAA3Q/jOVNVgUwg_E/s220/Img0076.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748.post-2571768161013019110</id><published>2011-10-08T21:57:00.003-03:00</published><updated>2011-10-10T10:00:55.543-03:00</updated><title type='text'>O Rei Leão: maior que o 3D</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-B6GbvUhaeUs/TpDvhi3Gz-I/AAAAAAAAAxg/T3eOrZcVd1k/s1600/o-rei-le%25C3%25A3o-imagem-1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-B6GbvUhaeUs/TpDvhi3Gz-I/AAAAAAAAAxg/T3eOrZcVd1k/s320/o-rei-le%25C3%25A3o-imagem-1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O cinema não é mais o mesmo de 17 anos atrás, embora muita coisa permaneça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está o traço claro, limpo e comportado. Está a referência bíblica inserida numa mise-en-scène new age, que povoa a pensata dos estúdios Walt Disney Pictures. Está, aqui, o maniqueísmo inevitável e todos os personagens eternizados na história, tão grandes quanto o cinema. Está o &lt;i&gt;happy end&lt;/i&gt;, antevisto por Timão e Pumba numa determinada canção: "...final feliz, escrito está".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os tempos são outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São tempos de 3D, de novos herois infantis, de novas animações e tecnologias. São tempos em que não é mais preciso voz retumbante, jubas ou coroas reais para ser apaixonante. Pode-se ser um rato, um robô catador de lixo, ou um peixe desmemoriado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses novos tempos, a Disney se vê obrigada a resgatar o que há de melhor de seu passado, já que não consegue mais produzir nada que emplaque na era pós Pixar (aliás, já anunciou a reedição de &lt;i&gt;Procurando Nemo, Monstros S.A., A Pequena Sereia&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;A Bela e a Fera&lt;/i&gt; em 3D).&amp;nbsp;Assim, é preciso relançar, no formato 3D, aquilo que carrega em si qualidades indubitáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demos o braço, ora: e por que não? O&amp;nbsp;&lt;i&gt;Avatar&lt;/i&gt;, de James Cameron, é exatamente isso: a história exata, que todos amam e conhecem, apenas pintada com novas cores, num novo formato. Pois está claro que as boas histórias, teoriza &lt;i&gt;Avatar&lt;/i&gt;, serão sempre recontadas, independente da forma, e é só isso, e com algum aprumo técnico, de que se precisa, afinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, com outros olhos, hoje,&amp;nbsp;&lt;b&gt;O Rei Leão&lt;/b&gt; merece lá uma ou outra observação sobre suas posições narrativas e estéticas (a distinção de bem e mal, além de reacionária, me pareceu um tanto racista nas cores e formas). Nada que minimize, contudo, sua condição de clássico. E como bom clássico, eis aí uma história capaz de tocar, no riso ou na lágrima, as crianças que estavam na sala do cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim, Simba e cia. ainda são um belo filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, se a sala do Shopping Recife, na Boa Viagem, é de um conforto só, é desrespeitoso o posicionamento das cadeiras para as crianças, que precisavam, muitas delas, de mais de um assento de apoio para poderem ver a tela. Além disso, na minha infância, havia o paredão do Cine São Luiz, no centro de Fortaleza. Hoje temos telões, na maioria das vezes, que minimizam o impacto das imagens. Isso sem falar do som, horrível, fazendo as músicas e os diálogos perderem a força original.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12852748-2571768161013019110?l=setimaarteealgomais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/feeds/2571768161013019110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12852748&amp;postID=2571768161013019110&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/2571768161013019110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/2571768161013019110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/2011/10/o-cinema-nao-e-mais-o-mesmo-de-17-anos.html' title='O Rei Leão: maior que o 3D'/><author><name>Vinícius Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12044401839957395821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-1A8-F1RS3M4/T0BjtteZjtI/AAAAAAAAA3Q/jOVNVgUwg_E/s220/Img0076.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-B6GbvUhaeUs/TpDvhi3Gz-I/AAAAAAAAAxg/T3eOrZcVd1k/s72-c/o-rei-le%25C3%25A3o-imagem-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748.post-8940502418803558331</id><published>2011-10-07T09:30:00.002-03:00</published><updated>2011-10-07T09:30:47.792-03:00</updated><title type='text'>8 Mulheres</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-L5wL1_PO0hI/To7wkki872I/AAAAAAAAAxc/pHRnIG6PiFA/s1600/vlcsnap-2010-11-29-13h57m34s126.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="225" src="http://4.bp.blogspot.com/-L5wL1_PO0hI/To7wkki872I/AAAAAAAAAxc/pHRnIG6PiFA/s400/vlcsnap-2010-11-29-13h57m34s126.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Com atraso, atualizo o blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi &lt;b&gt;8 Mulheres (8 Femmes, 2002)&lt;/b&gt;, de Fronçois Ozon, com Catherine Deneuve, Fanny Ardant e mais um elenco de seis estrelas francesas - dentre elas a bela e sedutora Ludivine Sagnier, de &lt;i&gt;Na Beira da Piscina&lt;/i&gt;, do mesmo diretor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente mulheres fazem esse &lt;i&gt;whodunnit&lt;/i&gt; musical, bem humorado e teatralizado sobre um assassinato que ocorre dentro de uma mansão e todas as mulheres da casa são suspeitíssimas de terem matado o único homem do lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As atrizes estão se divertindo muito, mesmo nos momentos mais cansativos (normalmente, para mim, quando as músicas estão em cena) em que elas cantam com um certo tom ridículo imperando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filme charmoso, com planos que parecem focar um palco onde essas oito atrizes comandam o espetáculo. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12852748-8940502418803558331?l=setimaarteealgomais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/feeds/8940502418803558331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12852748&amp;postID=8940502418803558331&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/8940502418803558331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/8940502418803558331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/2011/10/8-mulheres.html' title='8 Mulheres'/><author><name>Vinícius Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12044401839957395821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-1A8-F1RS3M4/T0BjtteZjtI/AAAAAAAAA3Q/jOVNVgUwg_E/s220/Img0076.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-L5wL1_PO0hI/To7wkki872I/AAAAAAAAAxc/pHRnIG6PiFA/s72-c/vlcsnap-2010-11-29-13h57m34s126.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748.post-1994244594161284973</id><published>2011-10-06T08:49:00.002-03:00</published><updated>2011-10-07T09:19:47.188-03:00</updated><title type='text'>"Com um toque, ele inventou o século XXI"</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ND1_ShIN1Yg/To2dl0EfERI/AAAAAAAAAxY/SWyi9_ElACQ/s1600/apple-steve-jobs.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5660353579632759058" src="http://2.bp.blogspot.com/-ND1_ShIN1Yg/To2dl0EfERI/AAAAAAAAAxY/SWyi9_ElACQ/s320/apple-steve-jobs.jpg" style="cursor: pointer; display: block; height: 155px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Desde que passei a ter alguma noção do universo das novas tecnologias, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Steve Jobs&lt;/span&gt; sempre me pareceu o mais simpático desses criadores gênios. O Bill Gates me parece um chato e o Zuckerberg é claramente um mal caráter - pelo menos foi assim que o filme de David Fincher (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rede Social&lt;/span&gt;) o fez parecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O certo é que Jobs, que morreu ontem prematuramente, eu diria, a despeito de sua doença (câncer de pâncreas), deu uma certa cara à tecnologia moderna no século XXI. A 'maçã' tomou o mundo, e a estética de seus equipamentos se espalhou como referência de qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mim, pessoalmente, que pouco manjo de informática e etc., me interessa mais o Jobs cofundador da Pixar Animations Studio. Não sei se é possível, ainda, falar em revolução nas animações, mas sem dúvida as coisas mudaram depois do "studio da luminária".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em parceria com a Walt Disney Pictures, ou por conta própria, a empresa de animações criou, ano a ano, na última década, os mais belos longas em animação de Hollywood.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com todo respeito a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Rei Leão&lt;/span&gt; (que merece ser revisto nos cinemas, agora em 3D), a Pixar criou obras de arte: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Procurando Nemo, Ratatouille, Wall-E&lt;/span&gt; (com uma robozinha claramente inspirada na linha de computadores Mac). Antes de tudo, a empresa fez &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Toy Story&lt;/span&gt;, uma das ideias mais geniais que já apareceu em matéria de roteiro "para criança". Steve Jobs foi, em parte, co-responsável por tudo isso e ainda fez o i-Phone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A matéria do Diário de Pernambuco de capa, hoje, diz "Com um toque, ele inventou o século XXI". Provável. Daqui para frente, o futuro terá, inexoravelmente, algum traço de suas feições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja na tela de um micro computador, seja num filme de animação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12852748-1994244594161284973?l=setimaarteealgomais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/feeds/1994244594161284973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12852748&amp;postID=1994244594161284973&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/1994244594161284973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/1994244594161284973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/2011/10/com-um-toque-ele-inventou-o-seculo-xxi.html' title='&quot;Com um toque, ele inventou o século XXI&quot;'/><author><name>Vinícius Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12044401839957395821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-1A8-F1RS3M4/T0BjtteZjtI/AAAAAAAAA3Q/jOVNVgUwg_E/s220/Img0076.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-ND1_ShIN1Yg/To2dl0EfERI/AAAAAAAAAxY/SWyi9_ElACQ/s72-c/apple-steve-jobs.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748.post-889276322996182940</id><published>2011-10-03T16:18:00.004-03:00</published><updated>2011-10-03T16:44:58.384-03:00</updated><title type='text'>Entre o tudo, o nada e o mau gosto - e o autoritarismo</title><content type='html'>Não gosto do Rafinha Bastos. Um desserviço à comédia crítica, afiada; à comédia refinada do politicamente incorreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse senhor ultrapassa todos os limites para a agressão, para a leviandade de fazer piada com o que deve ser combatido: a violência contra a mulher, a discriminação contra a pessoa com deficiência e etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas me preocupa que, por conta da inconsequência desse imbecil, sem se perceber (o que torna a coisa mais grave), temos um caso quase unânime de censura a um humorista. E todo mundo acha isso muito normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Censuraríamos a trupe do Monty Pyton? Em um nível muito mais inteligente que o desse Rafinha e muito menos agressívo, a piada ali era aguda. Também já o fora Os Trapalhões, em dado momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto: do Rafinha Bastos para outro tipo de humor, a linha é tênue. E se eu acho que esse camarada merecia uma moção de repúdio do público, nem de longe eu defendia que ele fosse calado por nossas instituições, como o Ministério Público quase o fez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem decidi dormir para acordar cedo hoje e perdi a chance de assistir a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;8 mulheres&lt;/span&gt;, de Françoi Ozon (no Glitz), ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dália Negra&lt;/span&gt;, de Brian De Palma (no Liv). Estava passando, ainda, o excelente Inimigos Públicos, de Michael Mann (TC Premium).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabei não dormindo atacado por muriçocas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12852748-889276322996182940?l=setimaarteealgomais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/feeds/889276322996182940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12852748&amp;postID=889276322996182940&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/889276322996182940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/889276322996182940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/2011/10/entre-o-tudo-o-nada-e-o-mau-gosto.html' title='Entre o tudo, o nada e o mau gosto - e o autoritarismo'/><author><name>Vinícius Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12044401839957395821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-1A8-F1RS3M4/T0BjtteZjtI/AAAAAAAAA3Q/jOVNVgUwg_E/s220/Img0076.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748.post-8914886888342619915</id><published>2011-09-28T10:23:00.017-03:00</published><updated>2011-10-08T23:18:48.620-03:00</updated><title type='text'>Entre o tudo e o nada, ou "por um cinema ruim!"</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-37uYLzamvXU/TodevLud1OI/AAAAAAAAAxI/tdLgQZXveYA/s1600/thehappening_18.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5658595621508863202" src="http://3.bp.blogspot.com/-37uYLzamvXU/TodevLud1OI/AAAAAAAAAxI/tdLgQZXveYA/s320/thehappening_18.jpg" style="cursor: pointer; float: right; height: 320px; margin: 0pt 0pt 10px 10px; width: 213px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nessa semana, o discurso defendia que &lt;i&gt;Fim dos Tempos&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;A Serbian Movie&lt;/i&gt; não fossem exibidos. O primeiro poderia causar forte impacto em pessoas potencialmente suicidas, o segundo seria uma desnecessária incitação à pedofilia. Nenhum dos dois filmes é perto disso. Mas é o que acontece quando se vê na superfície sem se emaranhar nas entranhas.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não gosto de nenhum dos dois, contudo (considero M. Night Shyamalan um gênio e o diretor sérvio tinha lá suas metáforas a fazer), mas daí a proibir que sejam veiculados ou realizados é outra coisa. Quem fará tal proibição? "O Estado". Bom, baseado em quê? "Bom senso". De quem? Da mesma sociedade que heroifica - pela ótica equivocada, diga-se - o Capitão Nascimento? Há algo de torto nessa linha de raciocínio. Uma linha que já proibiu Godard de exibir &lt;i&gt;Je Vous Salut, Marie&lt;/i&gt;, nos anos '80.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Mas precisamos de limites. Não se pode deixar passar tudo". Acontece que nesse discurso só se quer proibido aquilo que incomoda, que perturba. No caso do cinema, que se proíba o cinema "ruim" de &lt;i&gt;Fim dos Tempos&lt;/i&gt; (muito bem realizado, aliás), de &lt;i&gt;A Serbian Movie&lt;/i&gt;, ou de Mojica Marins. Deixe-se, por outro lado, o cinema confortável, o cinema do riso discriminador de Daniel Filho ou pseudo-crítico de Fernando Meirelles. No mínimo, deixe passar o cinema que ignoramos. Até que nada passará.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Entre o tudo e o nada, a linha é bem fina. E eu prefiro o tudo, repleto de cinema "ruim".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;* * *&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Do outro lado da barricada, a palavra, em dado instante, defendia que Marco Maciel era homem íntegro, correto, justo e bom. Quase santificaram-no, a despeito de sua contribuição ao regime militar, a despeito de seu cargo biônico de governador de Pernambuco. A despeito dele e sua trajetória política.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os olhos eram verdes e aristocráticos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;* * *&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Já ontem, em bate-papo na aula de Educação Inclusiva da faculdade de Pedagogia da Universidade Federal de Pernambuco - para qual fui convidado a palestrar -, um dos alunos, no meio de uma pergunta sobre como foi meu processo de entrada no universo escolar, me solta a seguinte, batida e falaciosa sentença: "porque no estado de exceção, somos todos deficientes".&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nunca ouvi alguém dizer "somos todos negros", "somos todos homossexuais", "somos todos indígenas". Nenhum dos alunos o disse.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tentar uma aproximação com o deficiente é mais bonito, é piedoso. O resto é marginalização.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;* * *&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Revi &lt;b&gt;Conan, o Bárbaro, &lt;/b&gt;o de 1982, que coloca o atual no chinelo. Lá, Conan era o triunfo narrativo do guerreiro brutal contra o misticismo malévolo. (Adoro quando Schwarzenegger ora ao deus Crom e no final da reza diz "mas se não estiver ouvindo, vá pro inferno"). Ao contrário, o exemplar atual, além de desnecessário, é o triunfo da imbecilidade sobre uma história rica de possibilidades.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Revi, ainda,&amp;nbsp;&lt;b&gt;Tropas Estelares (1997)&lt;/b&gt;, de Paul Verhoeven. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5658596269148929074" src="http://1.bp.blogspot.com/-TZeeFFq7jPw/TodfU4X4_DI/AAAAAAAAAxQ/LYwz2iobQOY/s320/starship-troopers.jpg" style="cursor: pointer; float: right; height: 214px; margin: 0px 0px 10px 10px; width: 320px;" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Entendo a visão de Inácio Araújo, mas acho&lt;/div&gt;&lt;div&gt;que ela se sustenta a fios bem finos. Nem de longe creio o filme como nazista, qual fora injustamente julgado à época de seu lançamento, mas a reflexão crítica da primeira metade (com a excelente propaganda belicista que convoca o jovem "cidadão" e o difere do "civil", aquele que não vai ao combate, que não assume a responsabilidade de cuidar da nação - agora sem fronteiras e armamentista) dá lugar a um bom bocado de ação pela ação, imagética, nada discursiva. Até o final, quando a propaganda é retomada e o discurso do filme também.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12852748-8914886888342619915?l=setimaarteealgomais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/feeds/8914886888342619915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12852748&amp;postID=8914886888342619915&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/8914886888342619915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/8914886888342619915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/2011/09/uma-semana-verborragica-ou-por-um.html' title='Entre o tudo e o nada, ou &quot;por um cinema ruim!&quot;'/><author><name>Vinícius Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12044401839957395821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-1A8-F1RS3M4/T0BjtteZjtI/AAAAAAAAA3Q/jOVNVgUwg_E/s220/Img0076.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-37uYLzamvXU/TodevLud1OI/AAAAAAAAAxI/tdLgQZXveYA/s72-c/thehappening_18.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748.post-3891872203301735931</id><published>2011-09-22T21:45:00.006-03:00</published><updated>2011-09-24T01:58:05.112-03:00</updated><title type='text'>Quando o Diabo é a atração.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-2kNmdKsFcZE/TnvcG06W9kI/AAAAAAAAAxA/s8gXftY0GVo/s1600/oadvogadododiabo_1997_img_2.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-2kNmdKsFcZE/TnvcG06W9kI/AAAAAAAAAxA/s8gXftY0GVo/s320/oadvogadododiabo_1997_img_2.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5655355766934533698" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Hoje, revi &lt;b&gt;O Advogado do Diabo&lt;/b&gt; (1997), com Keanu Reeves (o advogado) e Al Pacino (ator protestante, que faz um Diabo sensacional). &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não é uma obra de arte, mas sempre gostei desse filme meio superficial, com uma ou outra reflexão sobre a relação de Deus com o homem. Nada muito profundo. Gosto mais pelo personagem de Pacino - e seus ternos bem cortados - que por qualquer outra coisa. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(A propósito de terno, ontem estava passando, no Telecine, &lt;i&gt;Wall Street - o dinheiro nunca dorme&lt;/i&gt;. Em moda, um &lt;i&gt;Diabo Veste Prada&lt;/i&gt; para homens, mas é um filme sobre economia, ganância e tempo).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não sei o que aconteceu ali pelos anos '90, mas, se bem me lembro, houve um monte de filmes de "sobrenatural", tema bastante caro, independente do foco: &lt;b&gt;Anjos Rebeldes&lt;/b&gt; (1994, que teve duas ou três monstruosas continuações), &lt;b&gt;Cidade dos Anjos&lt;/b&gt; (1998), &lt;b&gt;Encontro Marcado&lt;/b&gt; (também em '98, quando Brad Pitt era a morte), &lt;b&gt;O Último Portal&lt;/b&gt; (1999, com Johnny Depp fazendo pacto com o diabo). Uns melhores, outros menores, no geral, passáveis e simpáticos. Em sua maioria, filmes de ator.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E no caso do Diabo, o ator é não menos do que o papel pedia.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12852748-3891872203301735931?l=setimaarteealgomais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/feeds/3891872203301735931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12852748&amp;postID=3891872203301735931&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/3891872203301735931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/3891872203301735931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/2011/09/quando-o-diabo-e-atracao.html' title='Quando o Diabo é a atração.'/><author><name>Vinícius Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12044401839957395821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-1A8-F1RS3M4/T0BjtteZjtI/AAAAAAAAA3Q/jOVNVgUwg_E/s220/Img0076.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-2kNmdKsFcZE/TnvcG06W9kI/AAAAAAAAAxA/s8gXftY0GVo/s72-c/oadvogadododiabo_1997_img_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748.post-8416654707567931597</id><published>2011-09-20T10:53:00.002-03:00</published><updated>2011-09-20T16:53:45.338-03:00</updated><title type='text'>Recuperando</title><content type='html'>Encontrei esse texto que escrevi ainda para o Jornal O ESTADO, em junho último. Um bom texto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Podia ser sofrível, mas havia Woody Allen, Jerry Lewis e Coppola&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seria um fim de semana sofrível nas salas de cinema locais, não fosse a possibilidade de rever &lt;em&gt;X-men: first class&lt;/em&gt; ou, melhor, de assistir ao novo Woody Allen. &lt;strong&gt;Meia-Noite em Paris (Midnight in Paris, 2011)&lt;/strong&gt;  é um passeio pelo passado (das artes) que nos é capaz de inspirar. Em  contraposição aos personagens vazios e fúteis nova-iorquinos, o diretor  nos diverte inserido o seu protagonista, o roteirista e escritor Gil  Pender (Owen Wilson), numa viagem fantástica a idade do ouro da cidade  luz. Lá, Hemingway, Dalí, Gertrude Stein, Buñuel, Picasso e a bela  Adriana - o ideal mais inspirador dessa época. Mas o novo Woody Allen é  leve e iluminado, mais do que pelo passeio nostálgico - que termina por  negar o passado – por se curvar à Paris e fazer uma ode a essa cidade,  vide a introdução, com uma bela seqüência de imagens da capital francesa  posta anteriormente aos créditos com o nome dos atores. Paris é mais  importante!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem ficou o Sábado em casa, todavia, na TV, o cinema foi ainda melhor: pela manhã, &lt;strong&gt;O Professor Aloprado (1963)&lt;/strong&gt;; a tarde, a trilogia de &lt;strong&gt;O Poderoso Chefão (1972/"74/"90)&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No  primeiro, o gênio Jerry Lewis reinstala a dualidade do homem, aquela de  Robert Stevenson em "O Medico e o Monstro": sai a questão do bem e do  mal, entra a dicotomia de ser o &lt;em&gt;loser&lt;/em&gt; ou ser o &lt;em&gt;winner&lt;/em&gt;.  Lewis refaz o medico (aqui, um professor de química feio, bobo e  desajeitado) e o monstro (no caso, um sujeito valentão, galante e  cafajeste) na perspectiva da obsessão americana de ser ou não ser bem  sucedido. No mesmo corpo, dois personagens distintos, dois homens, um só  brilhante ator.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sequência, seguiu-se com Francis Ford Copolla e  a sua ótica, de cores saturadas e cinzas densos, sobre a obra de Mario  Puzzo – a saga da família Corleone. Momentos memoráveis: o plano escuro  que introduz Dom Vito Corleone (na primeira parte, Marlon Brando,  gigante como o cinema); a presença crescente do jovem Robert De Niro na  segunda parte; e qualquer cena de Michael Corleone (Al Pacino aparecendo  para o mundo), nos dois primeiros filmes, com voz baixa, gestos  contidos e olhar afiado - como o diretor Copolla. No domingo, houve  ainda a terceira parte, com um Michael mais amargurado e sorridente  (coisa da velhice, talvez). Um filme menor, mas não em si, e sim em  comparação com as duas metades anteriores, verdadeiras obras de arte.&lt;/div&gt;&lt;div id="texto_coluna" style="width: 480px;"&gt;        &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12852748-8416654707567931597?l=setimaarteealgomais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/feeds/8416654707567931597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12852748&amp;postID=8416654707567931597&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/8416654707567931597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/8416654707567931597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/2011/09/recuperando.html' title='Recuperando'/><author><name>Vinícius Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12044401839957395821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-1A8-F1RS3M4/T0BjtteZjtI/AAAAAAAAA3Q/jOVNVgUwg_E/s220/Img0076.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748.post-1433786376635717107</id><published>2011-09-11T15:57:00.004-03:00</published><updated>2011-09-11T16:06:06.522-03:00</updated><title type='text'>Eu tinha 19 anos.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-QnegPEqMz7w/Tm0GM2Ep8rI/AAAAAAAAAw4/oaX5h1eBm6E/s1600/torres_11set.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 299px; height: 309px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-QnegPEqMz7w/Tm0GM2Ep8rI/AAAAAAAAAw4/oaX5h1eBm6E/s320/torres_11set.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651179925163078322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Há dez anos, o dia parecia cinza. Desde que aqueles aviões, numa cena impressionante, se chocaram contra as torres do WTC, todo o dia parecia meio tenso, meio na espera de mais alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meio sádico, no fundo parecia que todo mundo esperava mais um impacto, ou anúncio de uma III Grande Guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava no último ano de colégio e lembro daquele dia com considerável riqueza de detalhes, dado o tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, não lembro o que tivemos no cinema naquela época. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Planeta dos Macacos&lt;/span&gt; de Tim Burton, com certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quem precisava de cinema? Quem precisava do fim do mundo de Roland Emmerich, por exemplo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá estavam os aviões explodindo no meio daqueles arranha-céus gigantes. Lá estavam as duas Torres, símbolo americano, desmoronando no meio de Nova York.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha 19 anos. Era trágico e espetacular!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12852748-1433786376635717107?l=setimaarteealgomais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/feeds/1433786376635717107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12852748&amp;postID=1433786376635717107&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/1433786376635717107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/1433786376635717107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/2011/09/eu-tinha-19-anos.html' title='Eu tinha 19 anos.'/><author><name>Vinícius Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12044401839957395821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-1A8-F1RS3M4/T0BjtteZjtI/AAAAAAAAA3Q/jOVNVgUwg_E/s220/Img0076.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-QnegPEqMz7w/Tm0GM2Ep8rI/AAAAAAAAAw4/oaX5h1eBm6E/s72-c/torres_11set.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748.post-7705739981437560364</id><published>2011-09-10T21:27:00.008-03:00</published><updated>2011-09-11T13:20:50.961-03:00</updated><title type='text'>Ó paí, ó: peleguismo, incompetência, baianidade e muito afoxé!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-KCzFb7_I1CI/TmwBEYoBVmI/AAAAAAAAAww/ZfekrXlByQU/s1600/430494836_023f53e5b2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 227px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-KCzFb7_I1CI/TmwBEYoBVmI/AAAAAAAAAww/ZfekrXlByQU/s320/430494836_023f53e5b2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5650892807284545122" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Gostei - o que é quase uma incoerência da minha parte -, mas vi problemas em &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ó paí, ó&lt;/span&gt;,  filme brasileiro de 2007, a que só assisti (inteiro) ontem. Problemas  de várias ordens. Se a expressão que intitula o filme é a corruptela da  frase "olhe para isso aí, olhe", o trabalho de Monique Gardenberg é uma  corruptela de cinema - seja popular, seja autoral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há como defender a incompetência técnica desde filme cheio de ritimo  e baianidade nagô. Além de não saber enquadrar, mixar som, elar a  trama e contar uma história (a propósito: qual é a trama de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ó paí, ó&lt;/span&gt;?),  a diretora sai a romper tímpanos, a torto e a direito, com a introdução  de números musicais absolutamente desconexos (um deles, no bar de  Neuzão, delicioso, diga-se), inseridos enquanto acontecimentos paralelos  se dão sem nenhuma coerência com o instante cênico da canção (Lázaro  Ramos canta e seduz a personagem de Emanuelle Araújo, enquanto duas  crianças dão pequenos golpes em turistas no Pelourinho).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há uma linha a seguir: mesmo o protagonista não possuí uma narrativa sua, as coisas simplesmente acontecem, lateralizadas às outras, como num seriado de TV (Ó paí, ó veio do teatro, mas virou série de TV - dizem, melhor que o filme). Não há uma história, com começo, meio e fim. Nem digo que precisava dessa limitação textual, mas se o filme queria parecer essa coisa meio Babel de ser, não conseguiu - e olhe que Babel, de Alejandro Iñarritu, é bem raso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das imagens, em vários instantes, ficou a sensação de que são amadores segurando a câmera. Porque parece impossível, na primeira metade, um plano fechado sem que ele esteja sujo, poluído de coisas que não deveriam estar ali. E não adianta falar em experimentalismo estético: o resultado é um arremedo de mise-en-scenè horrível!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ó paí, ó&lt;/span&gt;, com uma sensualidade quase viceral intrínseca, se vende, no início, com ar de olhar politizado sobre um povo idiossincrático, fiquei com a impressão de peleguismo retórico - ou posição de centro-direita mesmo. A ex-prostituta da Europa (Dira Paes), por exemplo, se engraça para Reginaldo e diz que  homem tem de ser machista mesmo, senão leva chifre. Isso se dá logo  depois de Reginaldo zombar do protesto pelo  direito das mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais adiante, Lázaro Ramos esbraveja sobre sua negritude e sua condição de  explorado diante de Boca, um Wagner Moura doente mental, bandido e racista. A  fala é linda e a cena seria a mais forte e impactante do filme não fosse rapidamente desfeita diante da "engraçada" e  indiferante resposta de Boca: "vai tomar no seu cu".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que neste diálogo, Monique deixa claro seu desdém por toda a  essência subversiva que seu filme parecia possuir num primeiro olhar, para  evitar o confronto, o embate social, étnico, político, e deixar tudo em  panos quentes através de uma sonora gargalhada. Ora, "vai tomar no cu" todo mundo com esse discursinho esquerdista e politicamente correto; "vai tomar no cu" toda a luta de um povo contra o racismo, a discriminação e a opressão. Que reste o riso leve, fácil, dançante e socialmente descompromissado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Bem me lembrou aquelas posições de centro direita, que fazem passeata por  "paz", mas são incapazes de clamar pelo cumprimento da Justiça; que  discursam pelas coalisões e votam na Marina Silva, mas atacam a Dilma  como "sapatão" e entusiasta do aborto. E assim os Bolsonaros vão ganhando espaço).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12852748-7705739981437560364?l=setimaarteealgomais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/feeds/7705739981437560364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12852748&amp;postID=7705739981437560364&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/7705739981437560364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/7705739981437560364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/2011/09/o-pai-o-peleguismo-incompetencia.html' title='Ó paí, ó: peleguismo, incompetência, baianidade e muito afoxé!'/><author><name>Vinícius Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12044401839957395821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-1A8-F1RS3M4/T0BjtteZjtI/AAAAAAAAA3Q/jOVNVgUwg_E/s220/Img0076.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-KCzFb7_I1CI/TmwBEYoBVmI/AAAAAAAAAww/ZfekrXlByQU/s72-c/430494836_023f53e5b2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748.post-1021342873260949017</id><published>2011-09-10T18:48:00.020-03:00</published><updated>2011-09-10T21:46:19.969-03:00</updated><title type='text'>para todos...</title><content type='html'>Então Novak Djokovic, tenista sérvio e atual nº 1 do mundo, queimou minha língua num jogo que estava perdido pra ele. Jogo sensacional, que eu só peguei a partir do final do 4º set, Djokovic, apático como parecia, perdendo o quinto set por 5/3 contra o alienígena Roger Federer, cometeu não mais que um milagre. Num passe de carisma, as coisas se inverteram: final, 5/7 para Djokovic, 3 sets a 2, de virada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por falar em cena e alienígena, perdi parte do jogo por ter saído no início da tarde afim de resolver um problema financeiro, mas isso não importa muito. Almoço no Plaza Casa Forte, acabei aproveitado para ver um filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até agora me pergunto: por que não sigo meu juízo quando ele avisa que o filme a ser visto é uma bela porcaria? Foi assim com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lanterna Verde&lt;/span&gt; e hoje a porcaria em questão foi &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cowboys &amp;amp; Aliens (2011)&lt;/span&gt;, de Jon Favreau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não chega a ser uma salada de gato, embora unir vaqueiros do velho oeste com alienígenas pareça mais ideia de brincadeira de criança. Mas a coisa simplesmente não funciona, não há nada que atraia naquela trama, que nada conta, nada acrescenta, feita de pontas soltas e personagens despropositados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como se Sergio Leone e Steven Spielberg decidissem colocar Manco, na pele de Clint Eastwood, no centro de Guerra dos Mundos, e fizessem isso bêbados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das coisas mais sem graça deste ano - bem fraco, diga-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Citei Manco de Sergio Leone porque, nessa quarta-feira 7, o Telecine Cult exibiu uma sequência de filmes do diretor, que inaugurou o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;western spaghetti&lt;/span&gt;. Não assisti a todos, graças a fraqueza de uma crise de garganta. Vi partes de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Por um Punhado de Dólares (1964)&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Por uns Dólares a Mais (1965)&lt;/span&gt; (foram exibidos ainda &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Três Homens em Conflito, de 1966,&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quando Explode a Vingança&lt;/span&gt;, de 1971). Preferi o segundo ao primeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostoso mesmo foi rever - mesmo dublado - ao agradabilíssimo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Orgulho e Preconceito (Joe Wright, 2006)&lt;/span&gt;. Tenho uma paixão platônica por Lizz Bennet e uma inveja declarada do sotaque de Mr. Darcy. Sou fã de Jane Austen!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre dublagens, faz dias que escrevo e reescrevo um texto "em resposta", por assim dizer, ao artigo de Pablo Villaça escrito em seu &lt;a href="http://www.cinemaemcena.com.br/pv/BlogPablo/post/2011/08/30/Os-maleficios-da-dublagem.aspx"&gt;blog&lt;/a&gt;. Discordo severamente da postura do escritor, não só arrogante, como desconectada com questões importantes que norteiam as pessoas de baixa renda - majoritariamente, o público que tem maior interesse em filmes dublados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sei se postarei, afinal, mas acho agressivo dizer que optar por  cópias dubladas no cinema é coisa de quem tem preguiça de ler. Ora, não é  tão simples assim! Como não é simples a questão da inclusão de cegos e idosos (que ele sequer lembra).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não gosto de filmes dublados, mas com raros acertos e muitos equívocos e preconceitos, a posição, legítima, do blogueiro e crítico é triste.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12852748-1021342873260949017?l=setimaarteealgomais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/feeds/1021342873260949017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12852748&amp;postID=1021342873260949017&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/1021342873260949017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/1021342873260949017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/2011/09/para-todos.html' title='para todos...'/><author><name>Vinícius Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12044401839957395821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-1A8-F1RS3M4/T0BjtteZjtI/AAAAAAAAA3Q/jOVNVgUwg_E/s220/Img0076.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748.post-3698356154164631805</id><published>2011-08-29T11:34:00.021-03:00</published><updated>2011-09-02T09:40:39.990-03:00</updated><title type='text'>Planeta dos Macacos - A Origem: retórica e política</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-5-wvj385xsY/Tl4iENBjrwI/AAAAAAAAAwU/Y_au9xzU8KI/s1600/Planeta-dos-Macacos-A-Origem.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 410px; height: 230px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-5-wvj385xsY/Tl4iENBjrwI/AAAAAAAAAwU/Y_au9xzU8KI/s320/Planeta-dos-Macacos-A-Origem.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5646988438380195586" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: normal;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;CUIDADO, O TEXTO CONTÉM SPOILER!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt; 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Franklin Shaffner, Tim Burton e agora Rupert Wyatt têm seus filmes situados em momentos históricos, políticos e cinematográficos muito distintos. O primeiro &lt;i&gt;Planeta dos Macacos&lt;/i&gt; de 1968 estava impregnado das questões do mundo ao redor, desde o embate entre capitalistas e comunistas, até a questão racial que estava viva nas disputas por direitos civis dos negros contra a discriminação dos brancos - nos EUA, especialmente. Nas mãos de Tim Burton, tivemos o filme mais politizado daquele início de anos 2000. A releitura burtiana da saga dos macacos fez uma radical desconstrução da supremacia do homem (americano, branco, dominante), colocando-o não na condição inversa de excluído, de marginalizado, e num final genial, colocando os macacos na mesma posição de homem dominante. Eis que chegamos a 2011, com um prelúdio do &lt;b&gt;Planeta&lt;/b&gt; e neste momento, o que voga é a tecnologia de CGI e de captura dos movimentos - que já impressionou muito quando da criação do personagem Gollum em &lt;i&gt;Senhor dos Anéis&lt;/i&gt; e do novo &lt;i&gt;King Kong&lt;/i&gt;, ambos de Peter Jackson. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"  &gt;Este novo filme não possui o mesmo impacto ideológico dos outros dois. Embora questões políticas da moda façam-se notar, aqui o enredo é menos o do confronto, do cisma, e mais o da busca do “si”; a retórica comum da procura pelo “eu”. Nesta origem do &lt;b&gt;Planeta dos Macacos&lt;/b&gt; no século XXI, é-se, ao mesmo tempo, filme que “pensa” (e pensa a interferência arrogante do ser humano na natureza, no meio ambiente pela busca desenfreada do lucro e etc. e tal) e blockbuster de entretenimento extasiante. Mas se as visões políticas de cada filme estão distintamente localizadas, há algo presente nos três exemplares que merece ser observado: fosse metaforizando o mundo rachado entre comunistas e capitalistas, ou em brancos e negros; fosse desconstruindo a supremacia do american way; fosse buscando a liberdade negada na sua origem, em qualquer dos casos, encontra-se, no argumento, o peso indubitável da linguagem. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"  &gt;Nos três casos, é uma frase o marco divisório irrevogável do filme (daquele instante em diante, a trama ganha outra dinâmica) e do curso dos personagens. Em qualquer das tramas, a palavra, mais especificamente a frase “tire as patas de cima de mim, macaco imundo”, define a posição de cada uma dessas peças.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"  &gt;Em 1968, a frase pronunciada pelo ator Charlton Heston provocou alvoroço em quem debatia a segregação racial. Em 2001, no melhor exemplar da saga no planeta dos símios, Tim Burton subverte a posição da sentença e faz, com isso, o ato máximo de desmonte do &lt;i&gt;status quo&lt;/i&gt; americano, quando o macaco parodia o primeiro filme e diz “tire as patas de cima de mim, humano imundo”. Agora, a frase perdeu o peso e ganhou força a resposta de Cesar: "Não!"&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"  &gt;Porque desde o início, quando o filme abre no meio de uma mata, numa cena de captura de macacos, o que temos é o desenvolvimento de uma criatura forjada através da negação: negaram-lhe a liberdade de seu habitat natural; negaram-lhe a mãe; negaram-lhe o direito elementar de ser um macaco apenas. Quando “humanizado”, negaram-lhe o direito de ser humano e colocaram-lhe uma coleira. O Cesar, que antes de virar imperador tem ares de Brutus, é tratado como bicho de estimação, por mais que seu cuidador (James Franco) lhe diga que não. E se é a negação que ele conhece desde o princípio, nada mais justo que sua primeira palavra seja “não”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"  &gt;É triste, todavia, que tenha havido risos no meio da sessão quando Cesar fala pela primeira vez. O momento é absolutamente coerente com o que estava posto desde o começo. Falar era inevitável. Podemos dizer, inclusive, que esse é o momento em que o &lt;b&gt;Planeta dos Macacos: a origem&lt;/b&gt; ganha força realmente. O “não” de Cesar é um ato de libertação. Assim como o astronauta de Charlton Heston precisava gritar todo seu racismo para se fazer ouvir por aquelas criaturas simiescas, Cesar fala como ato máximo de ruptura dos grilhões. E este “não”, curiosamente, é o imperativo elementar no governo de Cesar aos outros macacos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:12pt;"  &gt;Um filme, portanto, que se pauta na negação e no discurso, o que é curioso, dado que são animais que não falam, propriamente. &lt;b&gt;Planeta dos Macacos: a origem&lt;/b&gt; tem uma primeira meia-hora um tanto repetitiva, enfadonha em dado momento, a despeito da sensibilidade tocante na relação entre o macaco Cesar e o pai do cientista, um velho com Mal de Alzeimer. Passado isso, quando o símio protagonista (absolutamente carismático na interpretação de voz, movimentos e rugidos do excelente Andy Serkis) assume sua posição de líder, o filme ganha outra roupagem, mais metódica, inteligente e dinâmica. Cesar movimenta a trama no compasso em que movimenta seus lacaios (de uma verossimilhança impressionante!) para a liberdade e revolta contra os humanos, posto num clímax de tirar o fôlego. E, claro, há ganchos para possíveis continuações. Mas a linha de raciocínio desenvolvida é totalmente razoável e atraente, e conecta respeitosamente com o que viria a ser o mundo dos macacos (no futuro de 1968). Pois neste Planeta, a liberdade é o fator motivador e a retórica é a ferramenta de emancipação.&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12852748-3698356154164631805?l=setimaarteealgomais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/feeds/3698356154164631805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12852748&amp;postID=3698356154164631805&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/3698356154164631805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/3698356154164631805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/2011/08/retorica-de-planeta-dos-macacos-origem.html' title='Planeta dos Macacos - A Origem: retórica e política'/><author><name>Vinícius Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12044401839957395821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-1A8-F1RS3M4/T0BjtteZjtI/AAAAAAAAA3Q/jOVNVgUwg_E/s220/Img0076.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-5-wvj385xsY/Tl4iENBjrwI/AAAAAAAAAwU/Y_au9xzU8KI/s72-c/Planeta-dos-Macacos-A-Origem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748.post-9199686215809390263</id><published>2011-08-20T14:03:00.006-03:00</published><updated>2011-08-21T13:12:03.606-03:00</updated><title type='text'>dias de Manu (e de bom cinema, afinal)</title><content type='html'>Emanuelle estava aqui. A Manu Magalhães, amiga de longa data que há muito não via. Ficou três dias, a pretexto de pegar o visto no Consulado Americano. Nos divertimos, aproveitando a greve que parou a Chesf nesses dias. Poderíamos ter feito mais se mais tempo e dinheiro houvesse, mas não...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela devia ter levado o Toblerone, mas não o fez. Acabou com meu patê, mas ok, eu tô legal! O fato é que Manu está linda como sempre e falante como nunca. E é uma companhia agradabilíssima em casa e no cinema - mesmo quando não gosta de  bons filmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-YJg2IlWstqA/Tk_3krnbopI/AAAAAAAAAqo/dYICBmRAGt8/s1600/a-%25C3%25A1rvore-da-vida2.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 212px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-YJg2IlWstqA/Tk_3krnbopI/AAAAAAAAAqo/dYICBmRAGt8/s320/a-%25C3%25A1rvore-da-vida2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5643001067673985682" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por falar em filme, todo mundo já disse, vou redizer: o novo de Terrence Malick é uma obra-prima. Nada fácil, o diretor tenta dar conta da dor humana, desde sua origem, até os dias atuais de melancolia. Aliás, melancolia é a palavra que liga e dialoga muito entre &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Árvore &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;da Vida &lt;/span&gt;e o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Melancholia&lt;/span&gt;, de Lars Von Trier: se este vai ao espaço buscar um planeta quase místico para tratar do amor e do medo da morte, aquele retorna ao Big Bang, à origem primordial, ao útero materno - onde tudo é tranquilo e absolutamente feliz - para mostrar o homem, sofrido na dor da perda, como único dono de si e seu destino. Não é a vontade de um deus ausente ("onde Você estava? Você deixou o garoto morrer, Você deixar qualquer coisa acontecer") que faz da vida um milagre. É, todavia, o "instante", o momento de aparente irrelevância que ganha importância quando não mais é possível recuperar: "eu queria ter dito que o amava; queria não ter sido tão rigido quando ele virava as páginas da partitura". Imagens belíssimas e uma conclusão espiritual bastante ateia ("eu paguei o dízimo toda semana"; "por que eu devo ser bom, se Você não é?"), a despeito do que alguns tenham dito. Um filme a ser revisitado e repensado sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-cHihIELmHJg/Tk_3wvRIByI/AAAAAAAAAqw/Lq9fTL2CWXM/s1600/super-8-2011-2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 133px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-cHihIELmHJg/Tk_3wvRIByI/AAAAAAAAAqw/Lq9fTL2CWXM/s320/super-8-2011-2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5643001274812598050" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Bem diferente desse, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Super 8&lt;/span&gt;, dirigido por J. J. Abrams (mas que bem poderia ter sido de Steven Spielberg), por outro lado, é entretenimento blockbuster. Mas é além: eis um achado neste ano de tanta porcaria pirotécnica. Esqueçam as imbecilidades de Michael Bay e pensem em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Contato Imediato de Terceiro Grau&lt;/span&gt;, ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;E.T. - o extraterrestre&lt;/span&gt;. Com tudo que há de bom (a técnica, a capacidade de criar clima e contar uma história; a construção carismática de personagens deliciosos) e ruim (o conservadorismo da família, a resignação e reconciliação a-crítica diante da dor, a incapacidade estéril do amor juvenil) no cinema de Spielberg (o produtor executivo e, segundo a adorável atriz, Elle Fanning, uma espécie de tutor de Abrams nos estúdios de gravação), o diretor de Star Trek e da série Lost mescla faz as crianças alá &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os Gonnies&lt;/span&gt; enfrentarem o monstro de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cloverfield&lt;/span&gt; e preenche a tela com muita qualidade estética e narrativa, numa história de nostalgia e homenagens ao cinema do final dos anos '70 início dos '80.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Excelentes filmes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os: após os créditos, há a exibição do curta-metragem que está sendo rodado dentro do filme pelos personagens adolescentes. Vale cada centavo de um filme que já era muito bom!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12852748-9199686215809390263?l=setimaarteealgomais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/feeds/9199686215809390263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12852748&amp;postID=9199686215809390263&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/9199686215809390263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/9199686215809390263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/2011/08/dias-de-manu-e-de-bom-cinema-afinal.html' title='dias de Manu (e de bom cinema, afinal)'/><author><name>Vinícius Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12044401839957395821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-1A8-F1RS3M4/T0BjtteZjtI/AAAAAAAAA3Q/jOVNVgUwg_E/s220/Img0076.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-YJg2IlWstqA/Tk_3krnbopI/AAAAAAAAAqo/dYICBmRAGt8/s72-c/a-%25C3%25A1rvore-da-vida2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748.post-4145571707765251804</id><published>2011-08-09T22:36:00.014-03:00</published><updated>2011-08-12T11:33:18.460-03:00</updated><title type='text'>o olhar de patrão de Fernando Meirelles sobre 'Domésticas'</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Sim, porque doméstica, empregada doméstica, são termos feios, politicamente incorretos, parecem menos carinhosos e fazem os patrões parecerem senhores de engenho. Não, a funcionária do lar é outra coisa: ela é simpática, é bonita (tem até prêmio no programa do Raul Gil para a mais bonita - e a patroa também ganha!), recebe salário mínimo, mas tem presunto, bolo e suco no café da manhã e é inclusive amiga confidente da patroa. A doméstica, a empregada, todavia, essas só podem ser criaturas engraçadas, desprovidas de qualquer inteligência, sempre auto-proclamadas inferiores, de péssimo gosto musical e fadadas a serem essa coisa para quem os patrões nunca olham. Mas que fique claro, essa distinção acontece no mundo (im)perfeito de Fernando Meirelles, existente na sua imaginação pudica e impregnada de bons costumes, coabitando as fantasias de realidade da Globo, do Daniel Filho e das novelas do Manoel Carlos. O mundo de Meirelles não reflete, não questiona, não subverte as ordens, ele apenas coloca as coisas nos devidos lugares com uma roupagem mais aprumada (vide &lt;i&gt;Cidade de Deus&lt;/i&gt;, outro olhar pseudo-crítico-social sobre um universo que não é o dele, mas que ele supostamente conhece através da teoria academicista fajuta ou do noticiário do William Bonner...). A verdade sobre &lt;b&gt;Domésticas&lt;/b&gt; &lt;b&gt;(2001)&lt;/b&gt; se dá quando, ao final dos créditos, mostra-se um depoimento, supostamente verídico, de uma senhora amargurada, sofrida, mal tratada pela patroa. Encerra-se ali o olhar dos patrões sobre seu objeto de deleite - cômico - disfarçando-se de "mundo real a ser denunciado pelo olhar crítico-sociológico da classe-média-esclarecida 'de esquerda'".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que este filme diz não tem nada a ver com reparar a fundo no universo das empregadas domésticas - talvez porque a condição de patrão do diretor não permita a quebra da barreira de classe colocada na intimidade do lar -, mas sim colocar uns seres toscos na condição de protagonistas do que não poderia ser senão uma comédia de idiotas. Não, o filme não vê suas empregadas e seu universo para elas, mas sim pela e para a ótica estabelecida da classe-média que lhes paga o salário. Não há nuances sociais, emocionais, dramas psicológicos, pessoais e etc. das empregadas domésticas, porque &lt;b&gt;Domésticas&lt;/b&gt; foi feito para o patrão que vai a este cinema arrumado, com estética publicitária, altos orçamentos e grife de diretor indicado ao Oscar, rir daquela criatura na área de serviço de sua casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem precisar aprofundar os problemas estéticos (Fernando Meirelles me irrita, às vezes, com certas firulinhas de câmera: e treme daqui, treme dacolá; distorce a imagem, acelera o fundo, descola um preto/branco, tudo sem nenhum propósito narrativo/estético que não pareça a tentativa de vender um produto, no caso, vender a ideia de que aquele cinema é bonitinho, bem feitinho, diferente do resto... arte!), o simples destrato com a possibilidade de se desenvolver cuidadosamente suas personagens e histórias já é uma afronta à afirmação de que este é um filme de olhar crítico. E se esse exemplar é o que Fernando Meirelles considera "cinema popular", está claro que para ele e seu cinema, ser popular é ser imbecilizante (não há um diálogo razoavelmente inteligente em todo o filme), é ser mantenedor do status quo. Meirelles - um sujeito agradabilíssimo, digo-lhes, e com certo know how, reconheço - foi capaz, à época de divulgação do filme, de soltar esta pérola: "O filme é isso: jogar luz num personagem que está presente na nossa cultura. Todo mundo tem ou teve alguma relação com esse personagem e a gente não ouve, não fala ou finge que eles não existem. São pessoas invisíveis". Criaturas, pois! Tratadas, aqui, como não mais que isso, senão invariavelmente burras (diferente de ignorantes), cafonérrimas e olhadas, por vezes, como animais estranhos por detrás de grades (sim, há ângulos que a câmera olha os depoimentos como se víssemos bichos num zoológico).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso, e eu nem falei das obviedades da pobreza - às vistas da pequeno-burguesia pseudo-esquerda: tem o pobre honesto que vira bandido, porque mal tratado pelo patrão; tem a religiosa fervorosa que busca a resposta na crença pagã; tem a filha da doméstica, que se salvou e virou uma assalariada numa firma... É o cinema de Fernando Meirelles, alicerçado no preconceito de classe, mas repleto de boas intenções. Sem mais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12852748-4145571707765251804?l=setimaarteealgomais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/feeds/4145571707765251804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12852748&amp;postID=4145571707765251804&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/4145571707765251804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/4145571707765251804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/2011/08/o-olhar-de-patrao-de-fernando-meirelles.html' title='o olhar de patrão de Fernando Meirelles sobre &apos;Domésticas&apos;'/><author><name>Vinícius Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12044401839957395821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-1A8-F1RS3M4/T0BjtteZjtI/AAAAAAAAA3Q/jOVNVgUwg_E/s220/Img0076.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748.post-292484058528802508</id><published>2011-08-08T09:40:00.005-03:00</published><updated>2011-08-11T23:01:11.710-03:00</updated><title type='text'>a 'Melancholia' de Trier</title><content type='html'>Não me parece haver muito mais a dizer de diferente sobre &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melancholia&lt;/span&gt;, de Lars Von Trier. Só repetição barata: é belíssimo, com imagens absolutamente fantásticas e impactantes; a primeira melancolia (a de Justine, Kirstin Dunst talvez no seu papel mais interessante) é constrangedora tanto quanto são vazios o casamento, a festa e aqueles convívios familiares; a segunda melancolia (de Claire, a sempre impecável Chalotte Gainsbourg) é sofrida, repleta de uma dor iminente quando iminente é a morte porvir diante do choque do planeta Melancholia com a Terra; a primeira parte é aparentemente menor enquanto a melancolia da segunda supera o ar mais fraco de antes; ao fim, as duas partes fazem sentido e a melancolia trazida por Melancholia é, senão, o mal desses tempos de depressão pós-moderta. No filme, o planeta é bem uma metáfora para os males do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu disse, só repetição. Ainda não me decidi se, diante disso tudo, eu gostei ou não do filme, embora isso seja menos importante. Assim, reproduzo a seguir texto de Inácio Araújo na Folha do último dia 5. Ele gostou do filme e tem algo a mais a dizer, além dessa mera repetição medíocre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-4_bTEqY-dR0/Tj_cvnP9-UI/AAAAAAAAAqg/_K8yTnaSaBM/s1600/melancholia_1004.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 396px; height: 210px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-4_bTEqY-dR0/Tj_cvnP9-UI/AAAAAAAAAqg/_K8yTnaSaBM/s320/melancholia_1004.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5638467969039071554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;b&gt;CRÍTICA &lt;/b&gt;CINEMA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;b&gt;Lars von Trier capta mal-estar do mundo atual em "Melancolia"&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Novo filme do cineasta dinamarquês, que estreia hoje no Brasil, narra o estado de desolação de duas irmãs&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;INÁCIO ARAUJO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;CRÍTICO DA &lt;b&gt;FOLHA&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No último Festival de Cannes, "Melancolia" foi soterrado pela coletiva de imprensa de... "Melancolia".&lt;br /&gt;As piadas de Lars von Trier, goste-se delas ou não, tornaram-se o assunto: seria ele nazista ou, pior, pornógrafo?&lt;br /&gt;O fato é que o filme existe e que a melancolia é uma das experiências mais complexas da cultura.&lt;br /&gt;Não será exagero dizer que cada teórico tem a sua definição. E que cada  melancólico tem a sua melancolia particular. Entre eles, as irmãs  Justine (Kirsten Dunst) e Claire (Charlotte Gainsbourg).&lt;br /&gt;Cada uma tem o seu episódio. No primeiro, Justine é apanhada no dia de seu casamento, em uma rica festa promovida pelo cunhado.&lt;br /&gt;No início, tudo é mesmo uma festa. Até a limusine que não consegue fazer uma curva parece divertir os noivos.&lt;br /&gt;Na festa, as coisas nem sempre correrão tão bem. É como se Justine se  desse conta da ausência de sentido tanto da cerimônia como do casamento  propriamente dito.&lt;br /&gt;Melancolia, uma definição: o motivo de alegria ou felicidade não é reconhecido.&lt;br /&gt;Mas uma dúvida pode vir a complicar um pouco essa definição. Por  exemplo, alguém escreve nos "Cahiers du Cinéma" definindo a melancolia  como um mal do excesso de saber.&lt;br /&gt;Nesse caso, não é que Justine não soubesse apreciar os motivos de  alegria que tem, mas, ao contrário, ela sabe que a cerimônia não passa  de vazio (impressão, no mais, compartilhada pela mãe e pelo pai, de  formas diferentes).&lt;br /&gt;No segundo episódio, enquanto o marido John (Kiefer Sutherland) espera  com entusiasmo a passagem do planeta Melancolia próximo da Terra, Claire  consulta a internet, onde os chutadores de sempre dizem que haverá uma  colisão com a Terra.&lt;br /&gt;Os cientistas dizem que não, sustenta John. A dúvida, porém, está  instalada e será vivida como iminência de catástrofe por Claire.&lt;br /&gt;Para Vladimir Safatle, num artigo recente na &lt;b&gt;Folha&lt;/b&gt;, o planeta  vindo de encontro à Terra constitui uma metáfora, que "não poderia ser  mais clara a respeito desta doença que assombra a época e retira nossas  forças a ponto de dissolver o mundo de nossos interesses".&lt;br /&gt;O sentimento de vazio é sintoma desse mal do "século dos antidepressivos".&lt;br /&gt;Mas podem-se ver as coisas por um outro lado: não seria esse choque de  planetas, com seu sentimento de fim de mundo iminente, uma premonição do  selvagem ataque contra um acampamento de adolescentes por um neonazista  norueguês?&lt;br /&gt;E não seria esse ataque metáfora de um fim de mundo, ou do fim de  percurso de uma Europa que reluta em aceitar a existência do outro?&lt;br /&gt;"Melancolia" está longe de ser um filme inatual, clínica e politicamente. (E, em tempo: claro que Von Trier não é nazista.)&lt;br /&gt;&lt;hr noshade="noshade"  style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);font-size:0pt;" &gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12852748-292484058528802508?l=setimaarteealgomais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/feeds/292484058528802508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12852748&amp;postID=292484058528802508&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/292484058528802508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/292484058528802508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/2011/08/melancholia-de-trier.html' title='a &apos;Melancholia&apos; de Trier'/><author><name>Vinícius Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12044401839957395821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-1A8-F1RS3M4/T0BjtteZjtI/AAAAAAAAA3Q/jOVNVgUwg_E/s220/Img0076.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-4_bTEqY-dR0/Tj_cvnP9-UI/AAAAAAAAAqg/_K8yTnaSaBM/s72-c/melancholia_1004.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748.post-8370498678606895598</id><published>2011-08-06T21:22:00.005-03:00</published><updated>2011-08-06T22:02:35.026-03:00</updated><title type='text'>Não Se Preocupe, Nada Vai Dar Certo</title><content type='html'>Hoje, estava com Amanda no Shopping Boa Vista. Ela está em visita a familiares e nós lá estávamos para ver um filme, jogar conversa fora e por aí vai. Depois de ver o filme de Hugo Carvana, fique me perguntando se valeria à pena sair de casa para ver esse Cilada.com, um troço chupado de um seriado tão besta quanto bobo, e vice-versa. A vida é curta e o dinheiro também. E Bruno Mazzeo é bem sem graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o filme que vimos, não conheço a filmografia de Hugo Carvana (vi, quando cinema não era cinema pra mim, àquele "Vai Trabalhar, Vagabundo!"), mas não precisa-se de muito para perceber que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Não Se Preocupe, Nada Vai Dar Certo&lt;/span&gt; é um filme de defesa política de um cinema que caiu em desuso, diante da mercadologia caríssima que produz, na comédia, formatos estéticos emprestados da televisão - sempre de forma oportunista, organizando um projeto não de cinema, mas de produção industrial apenas, e que visa o rendimento na bilheteria e só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto Daniel Filho e cia. fazem essa piada fácil, pastel, com planos de telenovela, e em outra frente, enquanto a comédia tem tendido para essa coisa sitcom/stand up comedy way of life, com episódios de seriados sendo esticados em tela grande, e roteiros de tela grande sendo transportados para a TV, Hugo homenageia o ator, homenageia o ofício (de cinema, de teatro, de atuação em suma), hoje remodelado em moldes pasteurizados, sem muito espaço para diversificações. Assim, trazer de volta ao cinema um Tarcísio Meira dizendo "é difícil fazer arte neste país" é um gesto político contra a mera industrialização do cinema, recentemente só interessante se exibido em milhares de salas e angariando públicos astronômicos (Mojica Marins, Karim Aïnouz e Carvana não têm esse espaço), hora com cara de Rede Globo, hora com ares espiritualistas e etc...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Não Se Preocupe, Nada Vai Dar Certo&lt;/span&gt; não é um filme bom no todo. Enfraquece na segunda metade - quando sai o caráter exclusivamente golpista dos personagens, malandros genuínos, sem navalha e chapéu de palha, contudo, e entra o momento whodunnit, na tentativa de desvendar quem matou certa personagem pelo meio do filme. Entretanto, é nessa segunda metade que o discurso se faz presente com mais força: é na atuação que aqueles sujeitos ganham a vida, sustentam seus amores, se livram das cagadas que aprontam. É a atuação de atores autênticos que se confronta com a pantomima de canalhas engravatados. E esse confronto pode ser visto, por que não?, como o embate entre o cinema de comédia feito por Hugo Carvana contra as embalagens emplastificadas com selo Globo de produção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se trata de ser bom ou ruim. Trata-se de dizer algo, de se defender algo, quando ninguém mais tem a dignidade de fazê-lo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12852748-8370498678606895598?l=setimaarteealgomais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/feeds/8370498678606895598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12852748&amp;postID=8370498678606895598&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/8370498678606895598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/8370498678606895598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/2011/08/nao-se-preocupe-nada-vai-dar-certo.html' title='Não Se Preocupe, Nada Vai Dar Certo'/><author><name>Vinícius Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12044401839957395821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-1A8-F1RS3M4/T0BjtteZjtI/AAAAAAAAA3Q/jOVNVgUwg_E/s220/Img0076.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748.post-6854182112196232471</id><published>2011-08-02T14:26:00.006-03:00</published><updated>2011-08-03T14:20:07.529-03:00</updated><title type='text'>Capitão América: o Primeiro Vingador</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-WCKNmAFGaT0/TjmDMCF3PzI/AAAAAAAAAqY/y33oh6RROO4/s1600/zcapitanamareican.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 254px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-WCKNmAFGaT0/TjmDMCF3PzI/AAAAAAAAAqY/y33oh6RROO4/s320/zcapitanamareican.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5636680651374018354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:donotpromoteqf/&gt;   &lt;w:lidthemeother&gt;PT-BR&lt;/w:LidThemeOther&gt;   &lt;w:lidthemeasian&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeAsian&gt;   &lt;w:lidthemecomplexscript&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt;   &lt;w:compatibility&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="21" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="31" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="32" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="33" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Book Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-priority:99;  mso-style-qformat:yes; 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Não se faz necessário, portanto, que o filme &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Capitão América: o primeiro vingador (Capitain America: the first avengers, Joe Johnston, EUA, 2011)&lt;/span&gt; tenha a obrigação de atualizar o personagem para o nosso contexto histórico ou mesmo explicar todas as minúcias daquela época. Sabemos, de antemão, do que se trata a Hidra (uma reprodução de facção nazista); sabemos quem é o Caveira Vermelha (subutilizado na pele do genial Hogo Weaving), sabemos o que simboliza o Capitão Steve Rogers. E como tal, sabemos, já, quão sem graça é este heroi.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Assim, é preciso dizer que o novo filme da Marvel Studio (uma espécie de segunda parte de uma trilogia iniciada por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Thor&lt;/span&gt; e encerrada em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os Vingadores&lt;/span&gt;, no ano que vem) surpreende porque, a despeito do caráter inssosso do protagonista (ator/personagem), consegue levar mais de duas horas e meia de ação, humor e drama com certa desenvoltura. Longe da qualidade de Homem de Ferro, mas bem distante também do fraquíssimo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Thor&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Primeiro Vingador&lt;/span&gt; entretem com competência, mas não consegue ir além e não me venham falar de carisma de Chris Evans, que é um completo sem graça. Sem falar do 3D convertido, completamente despensável, usado apenas para atirar o escudo do Capitão contra o público.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Joe Jonston (eu nunca acerto o nome do camarada) foi o responsável pelo terceiro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Jurassic Park&lt;/span&gt; e pelo antológico &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Querida, encolhi as crianças"&lt;/span&gt; e depois disso nada digno de lembranã. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Capitão América&lt;/span&gt; será lembrado, todavia, mais pelo conjunto dos filmes Marvel Studio, que pelo filme em si. Pois não há nada ali realmente memorável, tampouco a direção é capaz de produzir uma história digna, no mínimo, das aventuras do heroi militar nas revistas em quadrinhos - e olhe que não são lá essas coisas. Interessante mesmo é a dosagem, bem medida e bem pesada, de vários elementos que devem, sempre que possível, compor a trama de um super-heroi - salvo no caso do drama mais tenso de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hulk&lt;/span&gt; e da escuridão peculiar do Batman do Christopher Nolan. Mas isso é outra história...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Fato é que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Capitão América: o Primeiro Vingador&lt;/span&gt; vale mais pelo que está por vir, porque, no geral, por mais divertidinho que seja, o filme, como a personagem, é bem insosso.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12852748-6854182112196232471?l=setimaarteealgomais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/feeds/6854182112196232471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12852748&amp;postID=6854182112196232471&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/6854182112196232471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/6854182112196232471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/2011/08/capitao-america-o-primeiro-vingador.html' title='Capitão América: o Primeiro Vingador'/><author><name>Vinícius Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12044401839957395821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-1A8-F1RS3M4/T0BjtteZjtI/AAAAAAAAA3Q/jOVNVgUwg_E/s220/Img0076.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-WCKNmAFGaT0/TjmDMCF3PzI/AAAAAAAAAqY/y33oh6RROO4/s72-c/zcapitanamareican.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748.post-3501051943927318372</id><published>2011-07-26T22:45:00.008-03:00</published><updated>2011-07-31T22:24:44.053-03:00</updated><title type='text'>Harry Potter (7-parte II): sofisticado na superfície, imaturo no conteúdo</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Neste &lt;b style=""&gt;Harry Potter e as Relíquias &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;b style=""&gt;da Morte – parte II (Harry Potter and the Deathly Hollows – part II, 2011)&lt;/b&gt;, para os fãs, ficou o amargo sabor do&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt; fim definitivo. Entretanto, novamente, há um sentimento de frustração aqui, pois desde o quarto filme, dirigido por Mike&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt; Newell, a impressão é de que a série, no cinema, se libertaria de certas amarras infantiloides, razoáveis nos livros, mas que&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt; parecem deslocadas nos filmes quando estes se pretendem ares mais maduros, mais taciturnos. As cores, os planos, &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;o tom grave de certas imagens e mesmo a inclusão de sangue nas personagens de forma mais contundente (além da &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;inclusão da primeira morte de peso, no caso de &lt;i style=""&gt;O Cálice de Fogo&lt;/i&gt;), traziam aos novos filmes esse tom mais duro, que &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;pedia certo distanciamento daqueles pormenores estéticos coloridinhos, mágicos e etc. etc. etc... Entendam, esses &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;elementos mais infantis não são ruins, quando nas páginas, apenas parecem fora de sintonia ante a proposta visual &lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;colocada nos últimos filmes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:100%;"  &gt;  &lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-2z9mptWYs28/Ti9urfLIzzI/AAAAAAAAAqM/TLR5l1QKiK0/s1600/Harry-Potter-7-Part-2-001.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 419px; height: 313px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-2z9mptWYs28/Ti9urfLIzzI/AAAAAAAAAqM/TLR5l1QKiK0/s320/Harry-Potter-7-Part-2-001.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5633843352245423922" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-size:100%;" &gt;Daí venha talvez o sentimento: lembrar do embate final na quarta parte, com a cuidadosa&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt; aparição de Ralph Fiennes, como Lord Voldmort; lembrar da cena de abertura do quinto longa, &lt;i style=""&gt;A Ordem da Fênix&lt;/i&gt;, digna de qualquer bom exemplar de terror; do tom fúnebre quando da morte de Dumbledore, no mal contado &lt;i style=""&gt;O Príncipe Mestiço&lt;/i&gt;; e por fim, lembrar dos vários planos de paisagens cinzentas e frias que permearam a viagem do trio protagonista no sétimo filme, a primeira parte do capítulo final, transforma esta peça derradeira numa frustração sem tamanho. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Há coisas interessantes, contudo: os dez primeiros minutos, quase sem música de fundo e com muita escuridão, bem como a conversa de um Harry maduro (hoje, um Daniel Radcliff mais sóbrio de sua função de ator) com um duende esquisito e malicioso, deram a real impressão de que agora, sim, David Yates, diretor dos últimos quatro filmes, havia assumido uma postura mais condizente com o visual que sua câmera propunha para as histórias no cinema. Mas é só uma ilusão passageira, porque mesmo nos momentos mais tensos, Yates retorna aos elementos pueris, como os soldados de pedra na batalha final em Hogwards contra uns trolls e uns lobisomens, todos malfeitíssimos. “Sim, mas isso faz parte da história”, alguns dirão. Mas, ora, se é para introduzir tais coisas, dê-se a esses elementos a estética adequada, no mínimo, aos dramas dos personagens. Porque uma coisa é a ameaçadora caranguejeira que ataca Frodo Bagins em &lt;i style=""&gt;O Senhor dos Anéis&lt;/i&gt;, por exemplo, outra é a inclusão constrangedora de aranhas gigantes, feitas com um CG sem graça, no meio de uma batalha em que se intenta dramaticidade, violência, sangue, dor, morte...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Acontece ainda um segundo problema, ligado à questão da adaptação da trama: se todos os fãs já sabem o que vai acontecer na história e como vai se dar cada cena, visto que não estamos lendo um livro e sim assistindo a uma mídia completamente diferente, por que não mudar um pouco o rumo das coisas, para gerar interesse e surpresa no desenrolar dos acontecimentos? Por que não pensar um filme também construído para quem não é exatamente um fã, mas gosta da experiência de cinema, ao invés de se fazer, novamente, uma tentativa de reproduzir os livros, muitas vezes com entendimento pleno somente possível pelos leitores assíduos?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;De qualquer forma, &lt;b style=""&gt;HP 7 – parte II&lt;/b&gt; é um prato cheio para os fãs xiitas. Existe ação como nunca antes nos filmes do bruxinho, e existe tristeza, melancolia (“você tem os olho de sua mãe” é o ponto alto do filme). Mas o amadurecimento da série HP no cinema é apenas aparente e prevalece, no fim das contas, uma camada adulta superficial – que resvala em temas mais maduros e formas mais elaboradas – com um conteúdo colorido e ingênuo, vide o desfecho que Rolling deu à sua história. Um reflexo disso, o elenco adulto permanece subutilizado, mas os mais novos se mostram melhores com o tempo, mas como cinema, por conta de várias falhas de percurso, os sofisticados filmes de David Yates ainda ficam atrás de &lt;i style=""&gt;O Prisioneiro de Azkaban&lt;/i&gt;, temperado com muita sagacidade pelo diretor Alfonso Cuarón. Ainda assim, no todo, a série vai deixar saudade nos seus seguidores, e isso é compreensível e justificado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12852748-3501051943927318372?l=setimaarteealgomais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/feeds/3501051943927318372/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12852748&amp;postID=3501051943927318372&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/3501051943927318372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/3501051943927318372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/2011/07/harry-potter-7-parte-ii-sofisticado-na.html' title='Harry Potter (7-parte II): sofisticado na superfície, imaturo no conteúdo'/><author><name>Vinícius Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12044401839957395821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-1A8-F1RS3M4/T0BjtteZjtI/AAAAAAAAA3Q/jOVNVgUwg_E/s220/Img0076.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-2z9mptWYs28/Ti9urfLIzzI/AAAAAAAAAqM/TLR5l1QKiK0/s72-c/Harry-Potter-7-Part-2-001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748.post-662510964662481229</id><published>2011-07-17T20:37:00.009-03:00</published><updated>2011-07-18T14:03:34.276-03:00</updated><title type='text'>Chuva, futebol e cinema</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" unhidewhenused="false" name="Revision"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="34" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="List Paragraph"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="29" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Quote"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="30" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Quote"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 2"&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 3"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 3"&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 6"&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="32" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="33" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Book Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-priority:99;  mso-style-qformat:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin-top:0cm;  mso-para-margin-right:0cm;  mso-para-margin-bottom:10.0pt;  mso-para-margin-left:0cm;  line-height:115%;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:11.0pt;  font-family:"Calibri","sans-serif"; 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É água como nunca visto antes na minha história de Fortaleza. Não tive o desprazer, ainda, de pegar alagamento, mas há vários pontos críticos na cidade. Embora minha rua seja de terra batida e transforme-se em lama, não alaga. Também não há acúmulo de água no meu caminho para a Chesf.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;E que fiasco dantesco, esse da Seleção de hoje! Vá lá que não se faça nenhum gol no tempo normal ou na prorrogação – o goleiro paraguaio, Villar, estava num bom dia, diga-se – mas não acertar nenhuma das 4 cobranças de pênalti?! Faz sentido isso? Nenhum! E a cara lisa dos jogadores, salvo Robinho (que jogou muito), que sequer foram capazes de dar alguma entrevista ao final do jogo. Aí vem o Mano Menezes, esse tecnicozinho medíocre (que tira Pato pra colocar Elano), e diz que ‘não foi o dia’. É mesmo, cara-pálida? E quando é que foi ‘o dia’ da Seleção na sua mão, meu amigo?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-uRS6tubcs9I/TiN2vJDt_MI/AAAAAAAAAps/jhAJTm11bsY/s1600/71885-970x600-1.jpeg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 320px; height: 198px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-uRS6tubcs9I/TiN2vJDt_MI/AAAAAAAAAps/jhAJTm11bsY/s320/71885-970x600-1.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5630474511400697026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O que é de roer mesmo (fala aquele que se importa muito com futebol) é pensar que cada um dos jogadores que perdeu as cobranças ganha, em seus clubes, pelo menos R$ 100mil, muito mais do que milhares de brasileiros jamais receberão na vida. Mas é isso, serve ao menos para constranger a imprensa (leia-se, Globo) que riu-se da Argentina, derrotada num jogo muito mais duro, contra um adversário de muito mais peso e que perdeu nos pênaltis também, mas pelo digno resultado de 5x4.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Ainda sobre a Seleção, mas a feminina, hoje, no Globo Esporte, uma reportagem muito interessante discutiu a falta de investimento que o futebol feminino sofre aqui no Brasil. De fato é discrepante o que acontece aqui e nos EUA ou na Alemanha, duas das maiores seleções do mundo atualmente na modalidade. Porém, não vamos nos iludir: não é falta de investimento que faz um time, vencendo por 2x1, nas quartas de final de um mundial de futebol, aos 47 minutos do 2º tempo de prorrogação, deixar-se levar um gol de empate. Não foi a falta de investimento que fez a goleira sair errado ou a zagueira bater um pênalti quase na mão da goleira americana.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Foi imaturidade.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;***&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-hukbNy0EIdM/TiN3I2E6dFI/AAAAAAAAAp0/T60CStBPgLk/s1600/la_casa_muda1.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 180px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-hukbNy0EIdM/TiN3I2E6dFI/AAAAAAAAAp0/T60CStBPgLk/s320/la_casa_muda1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5630474952982033490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ontem à noite, depois de dias aqui em Recife, assisti a um filme: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Casa (La Casa Muda,URG, 2010)&lt;/span&gt;, terror uruguaio de pretensões autorais, com estética pra lá de interessante, mas que padece na tola crença de que um projeto estilístico de condução de câmera é o suficiente para manter o fôlego de um filme. Não é, e a culpa fica na trama pífia, de sustos fáceis e conclusão de uma incoerência impensável.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Vale salientar que Gustavo Hernandez, contudo, consegue um feito atrás do outro com a câmera, pois realizar um filme de 78 minutos com apenas três planos-sequência é uma proeza. Mais: ele faz tudo isso construindo a tensão através de uma edição de som primorosa e da iluminação composta, quase exclusivamente, por lanternas e velas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O fundo do poço, algo que parecia improvável, diante dos minutos iniciais de altíssima qualidade, é atingido quando a conclusão confunde a perspectiva subjetiva (que predomina por boa parte do filme – algo muito interessante enquanto presente) com a objetiva, o olhar da câmera sobre o acontecimento. E se uma coisa é o que vemos através da personagem e outra é o que vemos independente dela, é preciso deixar cada coisa no seu lugar para dar verossimilhança ao argumento. Mas o diretor acredita que o plano-sequência é suficiente para fazer de seu &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;La Casa Muda&lt;/span&gt; uma obra de arte. Não foi.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12852748-662510964662481229?l=setimaarteealgomais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/feeds/662510964662481229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12852748&amp;postID=662510964662481229&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/662510964662481229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/662510964662481229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/2011/07/chuva-futebol-e-cinema.html' title='Chuva, futebol e cinema'/><author><name>Vinícius Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12044401839957395821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-1A8-F1RS3M4/T0BjtteZjtI/AAAAAAAAA3Q/jOVNVgUwg_E/s220/Img0076.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-w5lElAfMPmQ/TiN2iCh2u_I/AAAAAAAAApk/-eizf1iE9Y0/s72-c/20110519144428.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748.post-8243323094328922769</id><published>2011-07-07T09:38:00.002-03:00</published><updated>2011-07-07T10:05:08.143-03:00</updated><title type='text'>Mudanças e TRANSFORMERS</title><content type='html'>Já faz tempo que não atualizo esse blog. Muita coisa aconteceu desde a última vez. Despedi-me da coluna Algo Mais... do Jornal OESTADO - havia um plano de retorno, mas duvido que se concretize - vim para Recife num apartamento novo (não o que eu queria, mas bem legal); aqui, tive uns probleminhas por hora estabilizados e antes de sair de Fortaleza, com o pessoal, vi o terrível Transformers 3: o lado negro da Lua. O texto seguirá mais na frente. Aqui, para passar o tempo, dei o hábito de escrever um diário. Publicarei, aqui, na sexta-feira o que já foi escrito desde Sábado, dia 2, e depois, passarei a, ou tentarei no mínimo, publicar diariamente. Enfim, o texto do horrível filme do Michael Bay.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TRANSFORMERS 3 ou "O LADO NEGRO DE MICHAEL BAY"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:donotpromoteqf/&gt;   &lt;w:lidthemeother&gt;PT-BR&lt;/w:LidThemeOther&gt;   &lt;w:lidthemeasian&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeAsian&gt;   &lt;w:lidthemecomplexscript&gt;X-NONE&lt;/w:LidThemeComplexScript&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt; 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 mso-para-margin-left:0cm;  line-height:115%;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:11.0pt;  font-family:"Calibri","sans-serif";  mso-ascii-font-family:Calibri;  mso-ascii-theme-font:minor-latin;  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-theme-font:minor-fareast;  mso-hansi-font-family:Calibri;  mso-hansi-theme-font:minor-latin;  mso-bidi-font-family:"Times New Roman";  mso-bidi-theme-font:minor-bidi;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É incrível que nesse &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;Transformers 3: o lado negro da Lua&lt;/b&gt; haja menos travelings girando sobre os protagonistas, com o por do sol ao fundo. É o procedimento elementar no cardápio de Michael Bay, e eu apostaria que talvez seja o único que ele realmente “domina”. Há menos, mas eles estão lá, afinal em 2h43min não seria possível que não houvesse uma tomada sequer do Shia LaBeouf e sua belíssima namorada, numa declaração ridícula, com o Sol ao fundo. Sobre o Sol, Bay deve ser um devotado ao Astro Rei, porque não é possível, para ele, filmar qualquer coisa com outra iluminação. Praticamente 90% do filme se dá ali, naquele período, por volta das 17h. Existe, como nos primeiro e segundo filmes, uma cena durante à noite, o resto é um eterno crepúsculo. Coisas assim são o reflexo da inépcia do diretor, incapaz de criar bons planos, de decupar a cena com alguma coerência; de desenvolver uma trama minimamente atraente que não seja engolida pela pirotecnia espetacular, que, se bonita, não ficará guardada na memória. Porém, Michael Bay é um dos maiores produtores de blockbusters da indústria americana, isso porque ele sabe oferecer ao público entretenimento sem afetar as limitações hipócritas e conservadoras do americano e dos executivos (gente morre, nesse, mais que nos outros dois filmes, mas nunca há uma gota de sangue sequer).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Bom, mas &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;Transformers 3&lt;/b&gt; é pior em outras questões, salvo no impressionante trabalho de efeito visual, com um 3D de cair o queixo. De fato, por mais artificial e &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;high-tech&lt;/i&gt; que seja a construção do mundo dos robôs no início, a verossimilhança é incrível. Acontece que nem só de pirotecnia vive Michael Bay, e a série&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt; Transformers&lt;/i&gt;, desde o início, é um bom lugar para o diretor instalar suas convicções: é preciso dar o que houver para entreter, é preciso louvar a posição militar americana, com direito a silhueta de soldado e &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;slow motion&lt;/i&gt; para enfatizar o ar heróico dos sobreviventes do “11 de Setembro”; é preciso pacificar o mundo segundo a lógica republicana (democrata também, vá lá!) de impor um estado de liberdade a qualquer custo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Michael Bay é um republicano assim como seu gêmeo alemão, Roland Emmerich, é um cidadão americano patriótico e imperialista. Bem, eles podem até não ser isso realmente, mas é isso que seus cinemas são. Emmerich defende uma visão de mundo segundo o &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;american way&lt;/i&gt; – vide 2012, o incompreendido final de O Dia Depois de Amanhã, ou Independence Day. Michael Bay, por sua vez, é mais partidarizado: defende a política belicista americana e simplesmente. Seus filmes têm financiamento, direto ou indireto, das Forças Armadas que, sendo destruídas ou não, saem sempre com a couraça arranhada do heroi de guerra. Os militares que lutam contra Deepticons, lutam contra o outro, contra aquilo que não é americno, bom, correto e livre; lutam contra os países árabes, contra os comunistas, contra os chineses. E Bay não se esquiva de deixar muito claro a doutrina que deve imperar no mundo: em dado momento, a narração em off, sempre constrangedora, de Optimus Primus, diz que os robôs ficaram na Terra “para ajudar os humanos e protegê-los deles mesmos, impedindo que se machuquem”. Nesse instante, um dos Autobots no formato de carro se transforma numa máquina hominídea e destroi pobres humanos sem dó. Auto lá, eram mulçumanos do eixo do mal e, ademais, eram humanos que não militares americanos, e como já aprendemos nos filmes do diretor, ele detesta seres humanos, destrói a todos sem cerimônia e apenas faz a concessão de colocar alguns em tela porque é mais difícil se identificar com uma carreta de voz metálica...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas a ruindade desse&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt; Transformers 3&lt;/i&gt; vai além desses elementos de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;background&lt;/i&gt;, pois eles estão aí desde o primeiro e, não custa lembrar, em boa parte da trajetória do cineasta. Essa terceira parte ganha em volume pirotécnico, mas perde muito em outros aspectos que fez do primeiro filme algo agradável de assistir, mesmo com a repugnante condução do diretor. Havia no primeiro uma graça que seguia o fio, não das máquinas alienígenas se digladiando, mas sim do jovem que só gostaria de ter seu primeiro carro para cortejar a garota gata da escola. Nesse meio, o acaso o leva a uma batalha absurda e por isso mesmo despretensiosa e divertida. Era um filme de testosterona, machista, republicano, imperialista, mas era divertido. No segundo, ficou apenas o resíduo de uma trama confusa e desnecessária. Esse resíduo se tornou o imperativo no terceiro longa, último dirigido por Michael Bay e protagonizado por LaBeouf.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Em suma, &lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;Transformers : o Lado Escuro da Lua&lt;/b&gt;, que inicia até interessante, remontando pedaços da história e elando a trama de ficção com a chegada do homem à Lua, segue interminável, num amontoado de situações que apenas passam e se apagam da memória rapidamente. Nada sobra deste filme além do desfecho, gigantesco e enfadonho. Como os filmes do diretor.&lt;/p&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  obs: Bay e Emmerich são tão parecidos em certos aspectos - o alemão é qualquer coisa de menos ruim - que este está sendo cotado para dirigir um quarto filme, recomeço da franquia, em substituição daquele.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12852748-8243323094328922769?l=setimaarteealgomais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/feeds/8243323094328922769/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12852748&amp;postID=8243323094328922769&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/8243323094328922769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/8243323094328922769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/2011/07/mudancas-e-transformers.html' title='Mudanças e TRANSFORMERS'/><author><name>Vinícius Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12044401839957395821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-1A8-F1RS3M4/T0BjtteZjtI/AAAAAAAAA3Q/jOVNVgUwg_E/s220/Img0076.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748.post-5358609371835667968</id><published>2011-06-06T13:04:00.005-03:00</published><updated>2011-07-12T20:20:19.847-03:00</updated><title type='text'>Viagem e dois textos (atrasados)</title><content type='html'>Estive uns dias fora. Recife. Fui conhecer minha futura casa. Pra quem lê este blog e está por fora, estou partindo neste mês de Junho para Pernambuco onde assumirei minha vaga - concursada - de jornalista da Chesf. Por isso, lá fui sentir o clima da cidade, descobrir a hospitalidade do recifense, sentir o - fraquinho -cheiro de mangue e procurar um lar. E justamente por está dedicado a esse novo empreendimento, não pude atualizar o blog; não pude ir ao cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fi-lo apenas neste Sábado, depois de perder o timming de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Se Beber, Não Case - parte II&lt;/span&gt; (que, a propósito, tem recebido tanta crítica, e tantas vezes a mesma crítica de ser apenas uma repetição do anterior, que perdi o interesse quase que por completo). Daí, fui ver o não fantástico, mas surpreendente &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;X-Men: first class. &lt;/span&gt;Antes desse, havia visto o desnecessário &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Piratas 4 &lt;/span&gt;e o desapontamento...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que cá estou novamente para postar os textos desses dois filmes - sem fotos, porque estou com preguiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;b&gt;A primeiríssima classe dos X-MEN – por Vinícius Augusto (05.06.11)&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Esperar de filmes adaptados fidelidade inabalável é tão ingênuo! Mas é compreensível que um leitor de quadrinhos por anos esbraveje contra as alterações dramáticas que a lógica (meio torta, diga-se) da indústria causa a figuras estabelecidas há décadas. Porém, não se trata, em tela grande, de ser exatamente fiel: trata-se, fundamentalmente, de saber contar uma boa história, unindo todos os elementos possíveis a uma narrativa fantástica de super criaturas – desde a ação e seus efeitos imprescindíveis, até às especificidades dramáticas, que no caso aludem Malcom X e Martin Luther King. Assim, se &lt;b&gt;X-Men: Primeira Classe (X-Men: first class, 2010)&lt;/b&gt; não respeita a origem, a personalidade, as características dos personagens, por outro lado, de todos os filmes realizados pela Fox Films (a trilogia &lt;i&gt;X-Men; X-Men Origens: Wolvernine&lt;/i&gt; e mesmo a trilogia do &lt;i&gt;Homem-aranha&lt;/i&gt;), eis aqui o mais interessante plantel de personagens, o melhor desenvolvimento narrativo, o mais interessante arco de histórias já realizado com a equipe mutante.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;b&gt;Primeira Classe&lt;/b&gt;, na mão de Mattew Vaughn (de &lt;i&gt;Kick-ass&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Stardust&lt;/i&gt;), consegue o que é bastante improvável em prequels (continuações que retornam ao passado dos filmes anteriores), manter o interesse e o poder de cativo, por mais de duas horas, de personagens e uma história que, de certa maneira, já sabemos como vai se encerrar. Conhecemos aquelas figuras, suas funções, seus dramas, seus futuros. Vê-los na origem dá um potencial incrível para que o filme fique previsível e massante. Não é este o caso. Aqui, a trama, pela primeira vez, traz realmente questões e coloca os herois mutantes de fato no mundo. Anos '40, II Guerra; anos '60, crise dos mísseis; e permeando tudo isso, a questão da supremacia das raças, defendida pelos nazistas, e a dicotomia de classes étnicas, debatida pelo movimento negro nos anos '60 e '70.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Mas é nos personagens que o diretor enxerga o pilar fundamental da história. Estamos tratando dos excelentes James McAvoy e Michael Fassbender: ambos têm a função de não destruirem os personagens muito bem articulados por Patrick Stewart e Ian McEllen, mas para além disso, eles precisam extrair a juventude de Charles Xavier e Erik Magnus Lehnsherr. O primeiro, ainda com cabelos, é um jovem genial, agregador, pacifista e galanteador. O segundo, um amargurado e vingativo sobrevivente do holocausto. Absolutamente diferentes, essa amizade rende tudo que há de melhor num filme de aspectos tão positivos. Há um charme nos diálogos e nas posturas de cada um que transforma o que poderia ser uma chatice de filme essencialmente de adolescentes com poderes, em algo muito mais sofisticado, muito mais substancial.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Acrecente aí personagens interessantísssimos como a Mística, da competente Jennifer Lawrence, e o vilão Sebastian Shaw, de Kevin Bacon; além de cenas memoráveis nesse plantel de filmes de heroi (cito: a cena da moeda e a transformação de Hank McCoy, qual o médico e o monstro) e tem-se, surpreendentemente, um filme bastante competente. Há quem vá reclamar de um furo ou outro; quem não goste de um ou outra alteração de personagens – caso da desperdiçada Emma Frost – mas aí são fãs e com eles, há muito pouco o que se argumentar.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;b&gt;FICHA TÉCNICA&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;&lt;strong&gt;X-Men - First Class&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;EUA , 2011 - 132 min.&lt;br /&gt;Ação / Aventura  &lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;&lt;strong&gt;Direção:&lt;/strong&gt; Matthew Vaughn  &lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;&lt;strong&gt;Roteiro:&lt;/strong&gt; Bryan Singer, Ashley Miller, Zack Stentz, Jane Goldman, Matthew Vaughn  &lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;&lt;strong&gt;Elenco:&lt;/strong&gt; James McAvoy, Michael Fassbender, Kevin Bacon, Rose Byrne, Jennifer Lawrence, Oliver Platt&lt;/p&gt; * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;b&gt;PIRATAS 4 é um caça-níquel pesado, inepto e desnecessário&lt;/b&gt; – por Vinícius Augusto (21.05.2011)&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Foi preciso assistir a &lt;b&gt;Piratas do Caribe 4 &lt;/b&gt;&lt;span style="font-weight: normal"&gt;duas vezes (na primeira, dormi de cansaço e tédio) para dar conta do caráter exclusivamente “caça-níquel” desta nova aventura do Capitão Jack Sparrow (Johnny Depp). Tolice imaginar outra intenção que não fazer dinheiro. Neste&lt;/span&gt;&lt;b&gt; “Navegando em Águas Misteriosas” (Pirates of Caribbean: on stranger tides, 2011), &lt;/b&gt;&lt;span style="font-weight: normal"&gt;desde as explicações minuciosas até a busca por cada artefato necessário ao ritual de beber na tal Fonte da Juventude, passando por sequências inteiras, pensadas como fases de uma grande tarefa (caso da introdução, da fuga de Jack, da luta contra a Angélica no armazém de vinho), tudo soa um roteiro pasteurizado de um videogame (já devidamente em desenvolvimento): é preciso encontrar um navio e uma tripulação, é preciso capturar uma sereia e retirar-lhe uma lágrima, é preciso encontrar dois cálices prateados, é preciso despistar os espanhois, é preciso derrotar Barba Negra, o pirata mais temido e, como diria o poeta, "é preciso estar sempre bêbado"! Assim, esta quarta parte finca raízes num objetivo primordial: tentar resgatar um espírito, sim, mas sobretudo um mecanismo, uma fórmula que, em 2003, chegou desacreditada (ninguém apostava em piratas saídos de um brinquedo de 2ª categoria da Disney) e virou um arroubo de bilheteria, crítica e público. Um mecanismo que interage com outras mídias, se "renova" com a terceira dimensão e faz dinheiro. Muito!&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="font-weight: normal"&gt;Nessa empreitada de “retorno às origens”, não se trata, efetivamente, de retomar a primeira história – embora Jack Sparrow realize algumas travessuras dignas da descrição que lhe é atribuida na cena de enforcamento ainda no primeiro longa –, mas de buscar revitalizar a franquia que, lucrando ou não, capengou no gosto geral em seu terceiro filme. E tal revitalização passa, então, e inevitavelmente, pela hiperbolização de sua personagem principal: Jack Sparrow – que rendeu uma surpreendente indicação ao Oscar a Johnny Depp, em 2004 – era, em &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-weight: normal"&gt;“A Maldição do Pérola Negra”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-weight: normal"&gt;, o combustível &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-weight: normal"&gt;sine qua non&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-weight: normal"&gt; daquele motor que se completava com um trio de personagens (Barbosa, Geofrey Rush; Will Turner, Orlando Bloom; Elizabeth Swan, Keira Knightley) muito bem alinhados, cada um em sua função, e suportados por mais um grupo de coadjuvantes menores, porém não desprezíveis. Apimentado pelas peripécias insanas de Jack, um sujeito tão bêbado, quanto sagaz e imprevisível, aquele personagem estava na medida certa em cena, enquanto neste quarto longa ele se faz presente por demais, chegando à condição frustrante de uma piada batida. Daquelas peripécias, aliás, naquele instante, eram muito bem trabalhadas no roteiro de Tedd Eliot e Terry Rossio a ponto de deixar uma pergunta em todos, fosse em tela ou nas cadeiras do cinema: essa personagem tão inusitada, repleta de maneirismos e frescor, é apenas improviso puro ou Jack Sparrow articula tudo que faz antes de realizar? Um detalhe na trama como esse e um Jack que transitava entre o pirata picareta e o anti-heroi do bem davam ao primeiro filme um charme todo especial, um sabor gostoso que fez muita gente querer as continuações, a despeito do resultado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="font-weight: normal"&gt;Acontece que Gore Verbinski, nem de longe um gênio, saiu do projeto e deu lugar ao fraquíssimo Rob Marshall (dos péssimos &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-weight: normal"&gt;Chicaco, Nine&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-weight: normal"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-weight: normal"&gt;Memórias de uma Gueixa&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-weight: normal"&gt;) e este novato bucaneiro não faz ideia de como fluir com leveza os atos e gestos e feitos de seu protagonista e termina por, na busca daquele Jack de 2003, produzir situações patéticas e um pirata apenas bonzinho, &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-weight: normal"&gt;pop star&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-weight: normal"&gt; e artificializado. Para esse novo Jack/Depp (que botou banca para retornar à série como um bom super astro o faz), haja surfe de carruagens, e Jack pendurado em cordas; e Jack saltando e dando cambalhotas; e Jack lutando sobre vigas de madeira; e Jack lutando e bebendo rum... tudo como se a personagem precisasse reafirmar-se “impressionante”; tudo, narrativamente, como se fosse necessário cumprir tarefas – sempre de forma burocrática e seguindo uma direção limitada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="font-weight: normal"&gt;Retomando o início do texto, tal procedimento resgatado, meio que tortamente, coloca a franquia num panteão de tantas outras que já não se preocupam tanto em manter uma linha dorsal coerente e atrativa e estão mais interessadas, em detrimento de qualquer qualidade estética, na ressurreição financeira de seus caixas. Por mais que neste &lt;/span&gt;&lt;b&gt;Piratas 4&lt;/b&gt;&lt;span style="font-weight: normal"&gt; pareça possível enxegar algo daquela simplicidade original displicente da forma, essa impressão logo vai por água a dentro quando nos damos conta que, além do praxe de uma cena-gancho pós-créditos, o filme, visando aquele resurgimento financeiro, se lambuza mal na moda hollywoodiana de fazer qualquer coisa de ação ou aventura no mal utilizado formato 3D. &lt;/span&gt;&lt;b&gt;Piratas do Caribe 4: Navegando em Águas Misteriosas&lt;/b&gt;&lt;span style="font-weight: normal"&gt; está longe da habilidade improvável do primeiro filme e fica devendo fácil em &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-weight: normal"&gt;know how&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-weight: normal"&gt; pirotécnico das segunda e terceira partes. E tudo porque o bucaneiro mais rock'n roll dos setes mares deixou de ser autêntico e carismático (a presença de Jack/Depp quase some diante da imponência de Barba Negra/Ian McShane) para se tornar uma âncora pesada e desgastada em uma sequência gananciosa, inepta e desnecessária.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;b&gt;FICHA TÉCNICA&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;&lt;strong&gt;Pirates of the Caribbean: On Stranger Tides&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal"&gt;&lt;br /&gt;EUA , 2011 - 137 min.&lt;br /&gt;Ação / Aventura / Fantasia &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;&lt;strong&gt;Direção:&lt;/strong&gt; Rob Marshall  &lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;&lt;strong&gt;Roteiro:&lt;/strong&gt; Ted Elliot, Terry Rossio &lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;&lt;strong&gt;Elenco:&lt;/strong&gt;  Johnny Depp, Penelope Cruz, Geoffrey Rush, Ian McShane, Kevin McNally, Sam Claflin, Astrid Bergés-Frisbey&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12852748-5358609371835667968?l=setimaarteealgomais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/feeds/5358609371835667968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12852748&amp;postID=5358609371835667968&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/5358609371835667968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/5358609371835667968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/2011/06/viagem-e-dois-textos-atrasados.html' title='Viagem e dois textos (atrasados)'/><author><name>Vinícius Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12044401839957395821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-1A8-F1RS3M4/T0BjtteZjtI/AAAAAAAAA3Q/jOVNVgUwg_E/s220/Img0076.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748.post-3014825126950839900</id><published>2011-05-18T21:16:00.003-03:00</published><updated>2011-05-18T21:21:37.637-03:00</updated><title type='text'>Redacted: "O PADRE é protestante" – por Vinícius Augusto em O ESTADO (15.05.2011)</title><content type='html'>Assistir a um filme está para além da duração de sua projeção. Para o bem ou para o mal, quase sempre é possível extrair algo mesmo da peça mais rasa. Caso desse &lt;b&gt;Padre (Priest, 2011)&lt;/b&gt;, baseado em uma grafic novel homônima, que se pauta em atacar frontalmente a estrutura clerical e ideológica da Igreja Católica, transformando os personagens principais – herois, portanto – em quase protestantes. Quando, lá pelo fim, Paul Bettany (representando o mesmo personagem que fora seu Arcanjo Miguel, em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Legião&lt;/span&gt;) ouve de Maggie Q que eles não precisam do clero e dos dogmas para serem padres (o diálogo trata da possibilidade de amor carnal entre os dois, que fizeram votos de celibato), o que está dito é, no frigir dos ovos, a afirmação de que a Igreja, com sua conduta autoritária e opressora (“crer na Igreja é crer em Deus”) não pode ser representante Divina, pois limita a expansão intelectual, moral, espiritual e de espaço inclusive: o Padre protagonista precisa romper com o clero e os votos para fazer o que é certo, sair dos limites da cidade Catedral e salvar a menina raptada pelos vampiros. Aqui, a Igreja, o único meio a Deus, é a mesmíssima coisa que na vida real: ela também esconde a verdade dos fieis (os vampiros ainda existem e estão armando um exército); controla o comportamento e exige o sacrifício (é preciso renunciar à própria vida para servir ao Clero); proíbe o contato com os que estão fora dos muros (aqueles que a Igreja não reconhecem como fiéis e sim como hereges) a não ser para puni-los. Ora, não fora por tudo isso, dentre tantas, que passaram os protestantes, então reformistas, quando do rompimento com Roma? Então, além da ótima introdução em animação, que alude às revistas em quadrihos, esse detalhe sem importância na narrativa é o que há de mais interessante a se extrair desse filme de ação banal, em que o 3D, novamente, não tem propósito algum além de tentar fazer alguns planos mais bacanas (sem sucesso, contudo) para arrecadar mais dinheiro em caixa. &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;b&gt;FICHA TÉCNICA&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal"&gt;&lt;b&gt;Priest:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; ação, EUA, 2010, 87 min.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;b&gt;Direção:&lt;/b&gt; Scott Charles Stewart.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;b&gt;Elenco:&lt;/b&gt; Paul Bettany, Cam Gigandet, Karl Urban&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12852748-3014825126950839900?l=setimaarteealgomais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/feeds/3014825126950839900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12852748&amp;postID=3014825126950839900&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/3014825126950839900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/3014825126950839900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/2011/05/redacted-o-padre-e-protestante-por.html' title='Redacted: &quot;O PADRE é protestante&quot; – por Vinícius Augusto em O ESTADO (15.05.2011)'/><author><name>Vinícius Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12044401839957395821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-1A8-F1RS3M4/T0BjtteZjtI/AAAAAAAAA3Q/jOVNVgUwg_E/s220/Img0076.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748.post-1162068375586941073</id><published>2011-05-10T11:17:00.004-03:00</published><updated>2011-07-12T20:32:51.408-03:00</updated><title type='text'>Redacted: "VELOZES E FURIOSOS 5: diversão cool a base de motores roncando nitroglicerina" - em O ESTADO (08.05.2011)</title><content type='html'>Não assisti a todos os quatro filmes anteriores da série &lt;em&gt;Velozes e &lt;/em&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-TuG3pmMwO1w/TclYLAT-D0I/AAAAAAAAAhw/8raS9yae1x4/s1600/poster-nacional-velozes-e-furiosos-5-operacao-rio.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 216px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-TuG3pmMwO1w/TclYLAT-D0I/AAAAAAAAAhw/8raS9yae1x4/s320/poster-nacional-velozes-e-furiosos-5-operacao-rio.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5605108157324857154" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Furiosos&lt;/em&gt;. Assisti ao primeiro e pedaços de um ou outro. Mas o que se percebe até aqui, neste &lt;strong&gt;Velozes e Furiosos 5 (Fast Five, 2011)&lt;/strong&gt;, é que, independente da qualidade narrativa, a série mantém sua graça na revitalização não de um gênero, mas de clichês de gêneros – no caso, mais os da ação que os do &lt;em&gt;“car porn”&lt;/em&gt;: os carros possantes, as mulheres sensuais, os homens transpirando testosterona e as muitas balas e pancadaria dividem a cena com o &lt;em&gt;know how&lt;/em&gt; dos filmes de assalto, e Vin Diesel fazendo as vezes de George Clonney/Ocean anabolizado. &lt;p class="western"&gt;Em toda a série, um caça níquel absolutamente rentável, o alicerce fundamental está no ideário de imagem da cultura pop. E se cinema é imagem, nesse caso, a imagem &lt;em&gt;cool&lt;/em&gt; é ser o melhor piloto, pegando gatas lindíssimas, dando tiros certeiros nos &lt;em&gt;bad guys&lt;/em&gt; pelo caminho e saindo no tapa com um grandalhão tão &lt;em&gt;cool&lt;/em&gt; quanto; a imagem &lt;em&gt;cool&lt;/em&gt; permite que o protagonista vire, incontáveis vezes, para a câmera só para dizer qualquer vogal de forma que pareça mais uma frase de efeito... &lt;em&gt;cool&lt;/em&gt;. Aí, acrescente nessa receita o clássico e cultuado bom ladrão, um roteiro feito de pouquíssima responsabilidade diplomática, uma baita gama de estereótipos que os ianques têm do Brasil e nenhum respeito às leis da física, e você terá pouco mais de duas horas de pura adrenalina e entretenimento garantidos.&lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;Porque &lt;em&gt;Velozes&lt;/em&gt;, a série e este &lt;strong&gt;“5”&lt;/strong&gt;, têm a noção exata do que oferecer ao público e, para o bem ou para o mal (do cinema) eis um ponto a se reconhecido. Justin Lin sabe que não interessa se a polícia do Rio de Janeiro vai ter, contra toda a realidade sem graça dos fatos, uma frota de carros turbinados e brilhosos. Interessa, sim, que esses carros sejam usados por um bando de criminosos boas praças, desses que você não teria problema algum em ser amigo, a despeito da vida bandida, em um racha no meio de uma avenida no Rio de Janeiro, ignorando qualquer verossimilhança que a cena pudesse oferecer. Interessa que os mocinhos foras-da-lei façam o maior estrago possível pelo caminho, claro, sem ferir ninguém, só para que um bando de políciais corruptos e estúpidos (o Governo do Estado do Rio deve não ter gostado nada dessa imagem) sejam feitos, mais uma vez, de trouxas ao volante. Com tudo isso, até os homens da Lei terão de rever suas funções legais, morais e éticas, porque, afinal, é muito mais legal ficar do lado &lt;em&gt;cool &lt;/em&gt;da vida. Lado que, em &lt;strong&gt;Velozes e Furiosos 5&lt;/strong&gt;, é feito de crimes e motores roncando a base de nitroglicerina!&lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;* * *&lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;Porém (há sempre “poréns”), o sangue latino fervilha, entre uma gargalhada ou outra diante da ignorância preconceituosa dos americanos, quando o filme trata o Brasil, inexoravelmente, como favelado, corrupto, submisso. Vin Diesel diz a The Rock &lt;em&gt;“você não está nos EUA; você está bem longe de casa... isso é Brasil”&lt;/em&gt; e um bando de caras, por todos os lados, saca de armas e coloca os policiais do FBI para correr. A cena não é um elogio: nesse Brasil, o crime e a ilegalidade imperam. Mas por que condenar Justin Lin quando, recentemente, da forma mais patética e rasteira, nosso conterrâneo, Carlos Saldanha, fantasiou seu país, sua cidade e seu povo da pior maneira possível, com as piores cores, as piores imagens? Saldanha cuspira na própria face. Os estrangeiros não viram problema em fazer o mesmo.&lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;&lt;strong&gt;FICHA TÉCNICA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fast Five:&lt;/strong&gt; ação, EUA , 2011 - 130 min.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Direção:&lt;/strong&gt; Justin Lin&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Roteiro:&lt;/strong&gt; Chris Morgan&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Elenco:&lt;/strong&gt; Vin Diesel, Paul Walker, Dwayne "The Rock" Johnson, Joaquim de Almeida, Jordana Brewster, Chris “Ludacris” Bridges, Tyrese Gibson, Matt Schulze, Sung Kang, Gal Gadot, Elsa Pataky, Don Omar, Tego Calderon&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12852748-1162068375586941073?l=setimaarteealgomais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/feeds/1162068375586941073/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12852748&amp;postID=1162068375586941073&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/1162068375586941073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/1162068375586941073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/2011/05/redacted-velozes-e-furiosos-5-diversao.html' title='Redacted: &quot;VELOZES E FURIOSOS 5: diversão cool a base de motores roncando nitroglicerina&quot; - em O ESTADO (08.05.2011)'/><author><name>Vinícius Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12044401839957395821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-1A8-F1RS3M4/T0BjtteZjtI/AAAAAAAAA3Q/jOVNVgUwg_E/s220/Img0076.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-TuG3pmMwO1w/TclYLAT-D0I/AAAAAAAAAhw/8raS9yae1x4/s72-c/poster-nacional-velozes-e-furiosos-5-operacao-rio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748.post-1884396805351379265</id><published>2011-05-04T10:30:00.002-03:00</published><updated>2011-05-04T10:40:06.294-03:00</updated><title type='text'>Redacted: "THOR... é um filme bem humorado." em O ESTADO (30.04.2011)</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Essa mania minha de chamar esses posts, anteriormente publicados no Jornal O ESTADO, de "Redacted" tem uma explicação: às vezes, ao reler, os textos, percebo algumas coisas que precisam mudar. Não a opinião geral exposta, mas uma frase que ficou pouco clara, um comentário que faltou, uma ou outra correção a ser feita. Eis a razão de reeditar...&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;Thor (idem, 2010)&lt;/b&gt; é o mais bem humorado filme da Marvel Studio, responsável por &lt;i&gt;Hulk&lt;/i&gt;, os dois &lt;i&gt;Homem de Ferro&lt;/i&gt; e pelas produções em andamento &lt;i&gt;Capitão América: o Primeiro Vingador&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Os Vingadores&lt;/i&gt;. Dos filmes já feitos, contudo, &lt;b&gt;Thor&lt;/b&gt; fica aquém no que talvez seja seu pilar fundamental como filme originário de HQs de super-heroi: a ação. (Supera, entretanto, outros colegas de outras produtoras, caso dos tristonhos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quarteto Fantástico 1 e 2&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Homem-aranha 3&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Demolidor&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mulher Gato&lt;/span&gt;).&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Kennth Branagh, diretor britânico de &lt;i&gt;know how&lt;/i&gt;, ao passo que &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-FY_FRAE22xA/TcFXD024aOI/AAAAAAAAAhg/gYD6DGDR_Vo/s1600/s52869_thor2011%255B1%255D.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 214px; height: 314px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-FY_FRAE22xA/TcFXD024aOI/AAAAAAAAAhg/gYD6DGDR_Vo/s320/s52869_thor2011%255B1%255D.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5602855134665664738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;investe em diálogos e situações leves e engraçados, além de preencher o roteiro com citações sutís aos outros filmes já feitos e aos filmes ainda por fazer (Jeremy Renner faz uma ponta bastante especial), parece não lidar bem com as cenas de pancadaria. Quase todas acontecem no mundo fictício de Asgard, terra natal de Thor (Chris Hemsworth), criado em boa parte por computação gráfica e alguns cenários suntuosos. E justamente pelo excesso de sutuosidade, de cores e de “magia” naquele espaço, somados a utilização indiscriminada do 3D, parece haver uma perda visual considerável no momento, por exemplo, em que Thor e os companheiros enfretam os Gigantes de Gelo, ou quando o “Deus do Trovão” se digladia com o irmão Loki (Tom Hiddleston): tudo é confuso, escuro, ou repleto de flashs luminosos que só atrapalham a fluência das sequências e o interesse por elas. Nesse sentido, as cenas de planos abertos e claros, que evocam os quadrinhos das revistinhas, em &lt;i&gt;Watchmen&lt;/i&gt;, são muito mais agradáveis e atraentes ao olhar.  &lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Então, se falta ação, a diversão toda deste filme reside nas situações e personagens que estão na Terra. O trio formado por Natalie Portman, Stellan Skarsg&lt;span style="font-family:Times New Roman, serif;"&gt;å&lt;/span&gt;rd e a jovem Kat Dannings. Eles são o alívio cômico e basicamente o que produzem algum interesse nesse longa. Porque mesmo a pompa e circunstância das cenas no reino de Asgard, não tem o charme e a força que aparentava nas fotos de divulgação e no trailer. Tanto que o “divino” Anthony Hopkins, como Odin, parece menor do que sua personagem demandava ser. E &lt;b&gt;Thor&lt;/b&gt;, depois da cena final pós créditos, termina assim, meio medianozinho, sem grandes razões para ficar na memória.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;* * *&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Mas ruim mesmo é uma sala absurdamente lotada, com pessoas passando para lá e para cá depois de dez minutos de projeção, tudo por culpa da falta de organização do Multiplex UCI. Pessoas que, independente do filme, simplesmente não sabem se portar em um cinema: ora, não me incomoda comentar o filme com o amigo ao lado, mas versar longamente sobre a tradição do personagem nos quadrinhos e interromper a conversa para gargalhadas estridentes é de uma falta de educação sem tamanho! E não se tratavam de um, ou dois. Tive o terrível azar de ficar cercado de gente assim o que atrapalha e muito a experiência de se ver um filme, qualquer que seja...&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;FICHA TÉCNICA&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;&lt;strong&gt;Thor&lt;/strong&gt;: aventura, EUA , 2011 - 114 min&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western"&gt;&lt;strong&gt;Direção:&lt;/strong&gt; Kenneth Branagh  &lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;&lt;strong&gt;Roteiro: &lt;/strong&gt;J. Michael Straczynski, Mark Protosevich  &lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;&lt;strong&gt;Elenco:&lt;/strong&gt; Natalie Portman, Chris Hemsworth, Anthony Hopkins, Stellan Skarsgård, Tom Hiddleston, Kat Dennings&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12852748-1884396805351379265?l=setimaarteealgomais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/feeds/1884396805351379265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12852748&amp;postID=1884396805351379265&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/1884396805351379265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/1884396805351379265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/2011/05/redacted-thor-e-um-filme-bem-humorado.html' title='Redacted: &quot;THOR... é um filme bem humorado.&quot; em O ESTADO (30.04.2011)'/><author><name>Vinícius Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12044401839957395821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-1A8-F1RS3M4/T0BjtteZjtI/AAAAAAAAA3Q/jOVNVgUwg_E/s220/Img0076.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-FY_FRAE22xA/TcFXD024aOI/AAAAAAAAAhg/gYD6DGDR_Vo/s72-c/s52869_thor2011%255B1%255D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748.post-2499041268097228721</id><published>2011-04-27T21:50:00.006-03:00</published><updated>2011-04-27T21:55:09.673-03:00</updated><title type='text'>Redacted: "Pânico 4 abraça novas regras em um cinema de passados"  - em O ESTADO (25.04.2011)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-m-Epp8IQbLM/Tbi6ywlrPaI/AAAAAAAAAhY/A7sfjbGgQUE/s1600/scream4e.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 198px; height: 350px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-m-Epp8IQbLM/Tbi6ywlrPaI/AAAAAAAAAhY/A7sfjbGgQUE/s320/scream4e.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5600431517834362274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Wes Craven é um mestre do terror. Mais que isso, ele reconhece seu lugar na história do cinema e sabe se recolocar&lt;span style="font-style: normal;"&gt; &lt;/span&gt;numa época em que os &lt;i&gt;slasher movies&lt;/i&gt; parecem antiguidade sem graça (vide &lt;i&gt;A Sétima Alma&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;, um filme péssimo, mas uma defesa política do gênero)&lt;/span&gt;. Depois de &lt;i&gt;A Hora do Pesadelo&lt;/i&gt;, ele retornou, em 1996, para reinventar os “filmes de facada” com o sucesso &lt;i&gt;Pânico&lt;/i&gt;. Dalí, houve duas sequências menores e passados onze anos, o diretor, ao lado do roteirista Kevin Williamson, retoma a trajetória de Sidney (Neve Campbell) no melhor episódio da saga.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Craven e Williamson, em &lt;b&gt;Pânico 4 (Scream 4, 2011),&lt;/b&gt; sabem que dificilmente a geração anos 2000, tristemente habituada a assassinos psicopatas nas manchetes e noticiários diariamente, vai se amedrontar com um sujeito de mascara fantasmagórica e uma faca na mão. Então, cabe a &lt;b&gt;Pânico 4&lt;/b&gt; se assumir com um filme do passado, que não tenta se reinventar, apenas, com certa graça e muito &lt;i&gt;know how&lt;/i&gt;, se instala na modernidade, onde pululam celulares, &lt;i&gt;web cams&lt;/i&gt; e novos psicopatas midiatizados. Assim, o quarto episódio transporta a fórmula batida para o século XXI fazendo piada de si mesma numa deliciosa referência a um jeito de cinema que ficou, saudoso, na memória repleta de susto e sangue. Desde a sagaz introdução metalinguística (como disse um amigo ao fim da sessão, um verdadeiro convite àquele cinema), até a citação direta a Robert Rodriguez, como o autor do “filme dentro do filme”, &lt;b&gt;Pânico 4&lt;/b&gt; supera os antecessores justamente por se reconhecer estranho a essa nova era. Estranho, mas não deslocado...&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Entre um sarro e outro, aqui, as mortes não são mais causadas por uma besta vinda do inferno nem a psicopatia é movida pelo clássico &lt;i&gt;motif&lt;/i&gt; da vingança. Wes Craven e Kevin Williamson trazem o novo matador e a &lt;i&gt;mise-en-scène&lt;/i&gt; do terror para a contemporaneidade, com direito a Smartphones, Youtube, Facebook, Twitter e uma nova doença criminosa: a obsessão pela fama. (Trágica coincidência, vele lembrar que o filme chegou ao Brasil quando o país ainda se recuperava do luto provocado por um doente que absorveu os tiques retóricos da mídia ao justificar, para si, a matança de crianças no Rio de Janeiro). Se pode soar como um pretenso debate superficial para alguns, está claro que, ao escolher um &lt;i&gt;whodunit&lt;/i&gt; tão atual em suas motivação, &lt;b&gt;Pânico 4&lt;/b&gt; justifica com simplicidade o mote aparentemente equivocado, “nova década, novas regras”: nesses tempos de cinema do sobrenatural e &lt;i&gt;time line&lt;/i&gt; psicótica, em que “o sadismo é a nova sanidade” e Ghostface não assusta mais ninguém, as regras são realmente novas – mesmo que o procedimento nos seja tão familiar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;FICHA TÉCNICA&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;&lt;strong&gt;Scream 4: &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=""&gt;terror, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;EUA , 2011 - 111 minutos  &lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;&lt;strong&gt;Direção:&lt;/strong&gt; Wes Craven &lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;&lt;strong&gt;Roteiro:&lt;/strong&gt; Kevin Williamson  &lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;&lt;strong&gt;Elenco:&lt;/strong&gt; Neve Campbell, Emma Roberts, Courteney Cox, David Arquette&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12852748-2499041268097228721?l=setimaarteealgomais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/feeds/2499041268097228721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12852748&amp;postID=2499041268097228721&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/2499041268097228721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/2499041268097228721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/2011/04/redacted-panico-4-abraca-novas-regras.html' title='Redacted: &quot;Pânico 4 abraça novas regras em um cinema de passados&quot;  - em O ESTADO (25.04.2011)'/><author><name>Vinícius Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12044401839957395821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-1A8-F1RS3M4/T0BjtteZjtI/AAAAAAAAA3Q/jOVNVgUwg_E/s220/Img0076.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-m-Epp8IQbLM/Tbi6ywlrPaI/AAAAAAAAAhY/A7sfjbGgQUE/s72-c/scream4e.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748.post-2117130268254889618</id><published>2011-04-26T22:16:00.007-03:00</published><updated>2011-06-12T13:32:13.924-03:00</updated><title type='text'>Ratatouille: Anton Ego's speech</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-i-ZJHBgOj1k/TfTp8n4xKvI/AAAAAAAAAl8/Y_FRjMQJpdo/s1600/filmes%2B%252B%2Bboneco.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 157px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-i-ZJHBgOj1k/TfTp8n4xKvI/AAAAAAAAAl8/Y_FRjMQJpdo/s320/filmes%2B%252B%2Bboneco.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5617371862946360050" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Este, acima, ilustrando o post (já ilustrou o blog) de forma tão simpática, a despeito da cara blasé e da postura arrogante, é um dos meus personagens coadjuvantes favoritos: Anton Ego, o crítico (no caso, gastronômico) do excelente &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ratatouille&lt;/span&gt;. Suas participações são pequenas e sensacionais, na voz de Peter O'toole. A seguir, sua crítica excepcional e os vídeos de suas cenas além do texto final em questão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"In many ways, the work of a critic is easy. We risk very little yet  enjoy a position over those who offer up their work and their selves to  our judgment. We thrive on negative criticism, which is fun to write and  to read. But the bitter truth we critics must face, is that in the  grand scheme of things, the average piece of junk is probably more  meaningful than our criticism designating it so. But there are times  when a critic truly risks something, and that is in the discovery and  defense of the new. The world is often unkind to new talent, new  creations; the new needs friends! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Last night, I experienced something  new: an extraordinary meal from a singularly unexpected source. To say  that both, the meal and its maker, have challenged my preconceptions about  fine cooking is a gross understatement. They have rocked me to my core!  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;In the past, I have made no secret of my disdain for Chef Gusteau's  famous motto: Anyone can cook. But I realize, only now do I truly  understand what he meant. Not everyone can become a great artist, but a  great artist can come from anywhere. It is difficult to imagine more  humble origins than those of the genius now cooking at Gusteau's, who  is, in this critic's opinion, nothing less than the finest chef in  France. I will be returning to Gusteau's soon, hungry for more."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=ef91za0liTM&amp;amp;feature=related"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;http://www.youtube.com/watch?v=ef91za0liTM&amp;amp;feature=related&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=zSoHkadTAxc&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=zSoHkadTAxc&amp;amp;feature=related&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=JDK2azVSE5Q"&gt;&lt;span&gt;http://www.youtube.com/watch?v=JDK2azVSE5Q&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ratatouille&lt;/span&gt; é uma peça deliciosa da cinematografia de animação - americana e mundial. A história de Remy é mais que a aventura de um roedor tentando cozinhar. Trata-se do "novo". O "novo" de que fala Ego no texto acima. Um "novo" que, ao fim das contas, é tudo aquilo que não a tradição francesa - de cozinha, no caso. Remy, de fé e alegria inabaláveis, é o imigrante, o estrangeiro. O ratinho é tudo aquilo que a boa cozinha, ou a França, numa ótica mais ampla, não reconhece com possível, como "arte". Remy é o artista que nasce em qualquer lugar que não uma tradicional cozinha parisiense. Com humor e muito charme, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ratatouille&lt;/span&gt; carrega em seu protagonista uma força simbólica de ruptura de barreiras e preconceitos. Não há um leão de juba dourada, ou uma sereia ruiva, ou uma princesa de olhos claros. Remy é figura, simpaticamente repulsiva, de um roedor correndo por uma cozinha; ele é um transgressor do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;status quo&lt;/span&gt; que se utiliza do que há de mais radical, talvez, da culinária francesa para comprovar sua condição merecida de "Chefe". Um filme fantástico e saboroso!&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12852748-2117130268254889618?l=setimaarteealgomais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/feeds/2117130268254889618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12852748&amp;postID=2117130268254889618&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/2117130268254889618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12852748/posts/default/2117130268254889618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://setimaarteealgomais.blogspot.com/2011/04/anton-ego-speech.html' title='Ratatouille: Anton Ego&apos;s speech'/><author><name>Vinícius Augusto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12044401839957395821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/-1A8-F1RS3M4/T0BjtteZjtI/AAAAAAAAA3Q/jOVNVgUwg_E/s220/Img0076.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-i-ZJHBgOj1k/TfTp8n4xKvI/AAAAAAAAAl8/Y_FRjMQJpdo/s72-c/filmes%2B%252B%2Bboneco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12852748.post-7911144367537272982</id><published>2011-04-20T13:28:00.003-03:00</published><updated>2011-04-27T21:40:44.267-03:00</updated><title type='text'>Redacted - 'RIO': uma piada tupiniquim de mau gosto para americano rir</title><content type='html'>Esse texto, publicado em O Estado na última segunda-feira (18), eu realmente admito um certo ranço de minha parte. Mas as minhas impressões são essas aí, e embora esteja sempre aberto a ver as peças com outros olhos, por agora, é assim que percebo esse filme super aclamado, quando não passa de entretenimento fraquinho.&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;* * *&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-Ht0YoB4buoE/Ta8LiiAndAI/AAAAAAAAAg4/1ks8UP2Q8YE/s1600/Nova%2Bimagem.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 215px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Ht0YoB4buoE/Ta8LiiAndAI/AAAAAAAAAg4/1ks8UP2Q8YE/s320/Nova%2Bimagem.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5597705549717664770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; O regozijo é razoável quando um brasileiro se destaca no exterior. Deve ter algo a ver com aquele complexo de vira-lata do qual versava Nelson Rodrigues, mas isso é outra história... Se nosso conterrâneo ganha espaço no cinema internacional (entenda-se, americano), aí haja coração! Citemos, com justiça, Walter Salles, Fernando Meirelles e Sônia Braga – que atraiu atenções americanas mais pelo “jeito-Gabriela-de-ser” que pelo seu talento propriamente dito. Mais recentemente, José Padilha assinou para dirigir “RoboCop” e Wagner Moura será vilão em filme de ficção científica. Antes, foi o caso de Rodrigo Santoro que, até emplacar seu rosto coadjuvante como rei Persa em &lt;i&gt;300&lt;/i&gt; e namorado de Jim Carrey em &lt;i&gt;O Golpista do Ano&lt;/i&gt;, se contentou com pontas medíocres em filmes chinfrins, embora tenhamos adorado vê-lo estampado nos cartazes ao lado de astros de Hollywood. Daí, compreende-se o alvoroço por Carlos Saldanha ter fincado tão bem seu nome como diretor de animações nos EUA. O que não faz sentido é o realizador da trilogia &lt;i&gt;A Era do Gelo &lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;fazer de&lt;/span&gt; &lt;b&gt;Rio (idem, 2011),&lt;/b&gt; um filme justamente sobre seu país e sua cidade, algo tão simplório e, o mais grave, racista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois não há vivo ou morto que me convença existir ali uma imagem divertida da Cidade Maravilhosa mais que um apanhado de estereótipos de um Brasil que os ianques idealizaram – e nós alimentamos – por anos a fio. Por mais que tente se justificar na trama correr durante o carnaval, não cola todos os personagens parecerem viver, respirar e pulsar samba em período &lt;i&gt;full time&lt;/i&gt;. Se fosse na Copa do Mundo, homens e mulheres apareceriam jogando futebol no meio das avenidas de forma absolutamente gratuita? Por outro lado, se se tratasse de um filme sobre basquete na América do Norte, todos vestiriam-se e agiriam tipificados? Duvido. Então, pesa cristalina a americanicidade do olhar de Saldanha quando o homem protagonista da história possui feições retilíneas e pele clara: um estrangeiro diante de nativos que aparecem, quase sempre, de cabelos enrolados, morenos ou negros, com narizes grandes e afros. E não há quem me demova da impressão de racismo, mesmo que ingênuo, quando o diretor, sei lá porque razão, escolhe que os brasileiros coadjuvantes sejam estúpidos, mal-caráteres ou, no caso do garotinho arrependido, pobre e faminto; e que os macaquinhos engraçados e ladrões dancem hip-hop e tenham tiques de rappers negros! Eu não estou vendo coisas, está lá, em tela grande e 3D! Vão ver!&lt;br /&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Há &lt;/span&gt;aspectos de interesse, como a trilha, composta por John Powell, Carlinhos Brown e Sérgio Mendes, feita de vários ritmos comuns à gente, e a paleta de cores da animação, que transmite uma vibração pulsante na ideia gostosa de que há uma alegria inerente a tudo o tempo todo neste país. Porém, a imagem que Saldanha expõe na entrelinha do Rio de Janeiro faz desta peça algo menor que seu potencial. E &lt;b&gt;Rio&lt;/b&gt; praticamente some como filme de animação hollywoodiano se buscarmos à memória qualquer coisa da Pixar, por exemplo, muito mais cuidadosa na técnica e na mensagem de seus roteiros. Além da trama carnavalesca (se me permitem o trocadilho) não chegar a ser um arroubo de comicidade, acrescente-se um plantel de personagens sem carisma e um clímax inverossímil (pois sair da Sapucaí e terminar em um aeroporto clandestino no meio do nada é pedir muito) e o resultado é um filme banal, que pouco diverte e nada acrescenta de melhor à nossa imagem lá fora. Desse tipo de representante, que olha para si como narciso às avessas – e não se percebe – cuspindo na própria face, não precisamos. Como retrato postal do Brasil, ou como cinema, &lt;b&gt;Rio&lt;/b&gt; é só uma piada tupiniquim de mau gosto para americano rir.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" lang="pt-BR"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;FICHA TÉCNICA&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;&lt;strong&gt;Rio: &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;animação, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;EUA , 2011 - 96 min&lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;&lt;strong&gt;Direção:&lt;/strong&gt; Carlos Saldanha  &lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;&lt;strong&gt;Roteiro:&lt;/strong&gt; Don Rhymer  &lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;&lt;strong&gt;&lt;spa
